Cunha cita políticos goianos no livro sobre impeachment
Redação DM
Publicado em 23 de novembro de 2021 às 13:30 | Atualizado há 5 anos
O polêmico livro sobre os fatos que teriam levado à queda a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) será lançado em Goiânia nesta terça-feira, 23. A noite de autógrafos do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB), autor de “Tchau, Querida: O Diário do Impeachment”, ocorrerá a partir das 18h30 na Livraria Leitura, localizada no Goiânia Shopping, Setor Bueno. O exemplar tem custo de R$ 99.
Em meio às 808 páginas da publicação, aparecem conhecidos nomes da política goiana. Os ex-deputados Jovair Arantes (MDB) e Sandro Mabel (sem partido), atual presidente da Federação das Indústria do Estado de Goiás (Fieg), são citados, respectivamente, 30 e 27 vezes no livro de Eduardo Cunha. Também figuram Alexandre Baldy (PP), Henrique Meirelles (PSD), Marconi Perillo (PSDB), Carlos Cachoeira e, entre outros, Joesley Batista, da JBS.
“Acertei com [Michel] Temer que Jovair [Arantes, na época filiado ao PTB] seria meu candidato à sucessão. Naquele momento, ele apoiou. Depois, o meu afastamento e o trabalho de Moreira Franco fizeram com que Temer acabasse apoiando Rodrigo Maia — até porque Jovair não se candidatou ao mandato tampão por entender que não teria direito de se reeleger”, afirma, no livro, Eduardo Cunha.
Parte do livro foi escrito durante o tempo em que Cunha esteve na cadeia. O ex-deputado ficou três anos e cinco meses preso, mas em agosto do ano passado foi beneficiado por prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, por ser considerado grupo de risco na pandemia do Coronavírus (Covid-19)
Eduardo Cunha foi condenado a 14 anos e seis meses de prisão por corrupção passiva por crimes envolvendo a Petrobras.