Brasil

Valentina Jungmann defende paridade e prerrogativas para jovens advogados em conferência nacional

Redação DM

Publicado em 28 de junho de 2021 às 13:43 | Atualizado há 5 anos

A advogada Valentina Jungmann foi um dos destaques da III Conferência da Jovem Advocacia que ocorreu dentre os dias 22 a 24 de junho de forma virtual, devido à pandemia de covid-19.
A conferência é o maior encontro da jovem advocacia já realizado no país, com 11 mil inscritos. Participaram do encontro profissionais, pesquisadores e lideranças da advocacia do país.
Valentina é pré-candidata à presidência da OAB Goiás e realiza a defesa de mudanças estruturais no exercício da profissão, além de modernização que contemple os jovens advogados.
Conselheira federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ela começou sua exposição ao tratar das conquistas para a jovem advocacia e, principalmente, das mudanças recentes que atendem as mulheres advogadas.
Os participantes do encontro ressaltaram que o “Projeto Valentina paridade já!” foi uma das grandes novidades da advocacia brasileira nos últimos anos, já que possibilita maior participação das mulheres no sistema OAB.
“Nomear o projeto de “Valentina” é uma homenagem a todas estas advogadas valentes, que estão diariamente nos balcões, nos fóruns, delegacias, realizando sustentação oral nos tribunais de Justiça do país. É homenagem a esta nova geração de mulheres, de crianças, que estão nominadas de Valentina”, disse.
Os demais participantes e organizadores do congresso elogiaram as conquistas advindas das lutas de Valentina e demais mulheres que encabeçam as recentes mudanças. A conselheira reiterou que as jovens advogadas ganham com as lutas e união da classe: “Para a jovem mulher advogada o projeto paridade é uma grande conquista, pois possibilita maior espaço para aquelas que estão iniciando na advocacia. Elas podem participar ativamente da nossa vida institucional”.
A advogada reiterou que as regras já valem nas próximas eleições, que ocorrem em novembro de 2021: “As chapas, para obterem registro, terão que apresentar 50% de advogadas mulheres e 50% de advogados homens. Em todos os cargos eletivos da subseção, das seccionais, do Conselho Federal e da Caixa de Assistência.”
Ao eliminar uma “desigualdade de gênero quase centenária”, diz Valentina, a OAB poderá ser exemplo para outras instituições sociais.
Ela também explicou outras batalhas e conquistas travadas recentemente, caso da flexibilização da cláusula de barreira: “Conseguimos alterar o estatuto para que, a partir de três anos, o jovem advogado possa participar das eleições nas subseções e nas seccionais. É um direito conquistado na jovem advocacia”.
Todavia, ela disse que não está satisfeita: “Podemos avançar! Por que não eliminarmos por completo um tempo de inscrição para participar dos cargos eleitos nas seccionais e subseções?”.

Prerrogativas
A liderança também prelecionou sobre as conquistas de prerrogativas, necessárias para a realização da atividade advocatícia: “Destaco direitos garantidos à jovem advogada. Prerrogativas necessárias ao exercício profissional da advogada lactante, adotante e grávida ou a que deu à luz”.
Ela explicou que prerrogativas específicas para estas advogadas foram conquistadas com lutas e união – caso da preferência na sustentação oral e audiência ou que as grávidas não sejam submetidas aos raios-x na entrada dos fóruns.
A advogada citou também a obrigatoriedade para que nos prédios ou proximidade dos fóruns e tribunais seja garantida a reserva de vagas para a advogada grávida.
Valentina compartilhou aos presentes na conferência sua experiência de como conquistar direitos, ressaltando que não existem vitórias sem união: “Todos estes avanços não foram sem engajamento, sem luta. A paridade não foi concedida. Foi uma união de mulheres advogadas e advogados, com apoio de homens que entendem que a OAB tem que ser mais plural e igualitária”, disse.
A liderança foi otimista na finalização de seu pronunciamento, com uma mensagem de que, além de união, os grupos que lutam por conquistas e direitos devem ter estratégia. “Diria que com muita luta, engajamento, estratégia e união nós conseguimos transformar um projeto no início até mesmo desacreditado (projeto da paridade) em projeto inovador e que tem tudo para inspirar outras instituições da sociedade brasileira. Mas ainda há muito para avançar, continuemos juntas!”.

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