Técnica de enfermagem que tentou sequestrar bebê fingia gravidez, diz polícia
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 14 de julho de 2026 às 15:12 | Atualizado há 52 minutos
Técnica de enfermagem foi presa preventivamente dois dias após a tentativa de sequestro da recém-nascida | Foto: Reprodução/SBT
A Polícia Civil do Piauí (PC-PI) concluiu que a técnica de enfermagem presa por tentar sequestrar uma recém-nascida em uma maternidade de Teresina construiu uma falsa gravidez para dar credibilidade ao plano criminoso. Segundo as investigações, a mulher simulava exames de ultrassonografia, organizou um chá de fraldas e preparou um quarto para receber um bebê.
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A suspeita foi presa preventivamente dois dias após a tentativa de sequestro, ocorrida em 6 de julho. A investigação teve início depois que a tia da recém-nascida, Daniela Beatriz, denunciou a ação e impediu que a criança fosse levada da unidade de saúde.
De acordo com o delegado Hugo de Alcântara, responsável pelo caso, os elementos reunidos durante a apuração indicam que a técnica planejou o crime com antecedência. Conforme a polícia, ela enviava ao namorado imagens de ultrassonografias sem identificação da paciente e afirmava que os exames eram da filha do casal.
Além disso, segundo o delegado, a investigada promovia a falsa gestação diante de familiares e colegas de trabalho. Ela realizou um chá de fraldas e chegou a pedir ao companheiro que comprasse itens como berço e fraldas para a suposta bebê.
Durante o cumprimento de mandado de busca na residência da suspeita, os policiais encontraram um quarto completamente preparado para receber uma criança. O local continha berço, banheira, roupas, fraldas e outros objetos destinados aos primeiros cuidados com um bebê.
Imagens registraram tentativa de levar recém-nascida
A tentativa de sequestro foi registrada pelas câmeras de segurança da maternidade. As imagens mostram a técnica de enfermagem circulando pelos corredores da unidade com a recém-nascida e, posteriormente, entrando em um banheiro carregando uma bolsa.
Ao notar a movimentação, Daniela Beatriz passou a acompanhar a funcionária. Quando ela deixou o banheiro, usando roupas diferentes das que vestia anteriormente, a tia da bebê a abordou e verificou o conteúdo da bolsa. A recém-nascida foi encontrada dentro do objeto, impedindo a consumação do crime.
Após o flagrante, a Polícia Civil iniciou as diligências que resultaram na localização da suspeita em uma clínica psiquiátrica na zona norte de Teresina, onde ela foi presa preventivamente.
A defesa da investigada sustenta que ela sofre de gravidez psicológica. O delegado, no entanto, afirmou que os elementos reunidos até o momento não apontam para essa hipótese. Segundo Hugo de Alcântara, pessoas que acreditam estar grávidas costumam procurar atendimento médico e realizar exames, comportamento que, segundo a investigação, não foi observado no caso.