Técnica de enfermagem tenta sequestrar recém-nascida em maternidade de Teresina (PI)
Aline Drumond - Estágio DM
Publicado em 13 de julho de 2026 às 15:25 | Atualizado há 4 horas
Mulher foi presa dois dias após o caso registrado na maternidade de Teresina | Foto: Reprodução
Uma técnica de enfermagem foi presa suspeita de tentar sequestrar uma recém-nascida da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina (PI). O caso aconteceu na segunda-feira (6), quando a mulher, que trabalhava na unidade havia cerca de dois anos, teria tentado deixar o hospital com a bebê escondida dentro de uma bolsa. A ação foi interrompida por uma familiar da criança, que desconfiou da conduta da suspeita antes que ela deixasse a maternidade.
A prisão ocorreu na última quarta-feira (8). A família registrou boletim de ocorrência ainda na noite do ocorrido, e o caso passou a ser investigado pelas autoridades.
Família questiona versão apresentada pela maternidade
Além de acompanhar a investigação, a família contesta a forma como a Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa classificou o episódio. Em nota, a unidade informou que houve uma “tentativa de retirada irregular de um recém-nascido” e afirmou que todas as circunstâncias da ocorrência estão sendo apuradas pelos órgãos competentes.
Para os familiares, porém, a classificação não corresponde ao que aconteceu. Eles defendem que a suspeita tentou sequestrar a bebê ao escondê-la dentro de uma bolsa e seguir em direção à saída da unidade.
Outro ponto criticado pela família foi o atendimento prestado após a descoberta da criança. Segundo os relatos, o acionamento imediato da polícia foi solicitado, mas, naquele momento, apenas a equipe de segurança da maternidade atuou na ocorrência. Os familiares também afirmam que receberam atendimento psicológico antes de deixarem o hospital.
O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI) informou que acompanha o caso e adotará as medidas administrativas cabíveis conforme o avanço das investigações.
Tia conta como descobriu a bebê escondida na bolsa
Em vídeos publicados nas redes sociais, Daniela Beatriz, tia da recém-nascida, detalhou como percebeu que havia algo incomum durante o atendimento prestado à irmã, que se recuperava do parto.
Tia da recém-nascida relata como percebeu ação e impediu que bebê fosse levada | Reprodução/@BeatrizDaniela605
Segundo ela, uma mulher vestida com roupas semelhantes às utilizadas pela equipe de enfermagem informou que levaria a bebê para realizar os testes da orelhinha e do pezinho, exames de rotina feitos antes da alta hospitalar.
Enquanto a mãe permaneceu no quarto, Daniela acompanhou a suposta profissional até outro andar da maternidade. Ao chegarem ao local, a mulher pediu que a acompanhante aguardasse do lado de fora da sala, alegando que sua presença não seria permitida durante os procedimentos.
Mesmo entregando a criança, Daniela afirmou que ficou desconfiada da situação. A suspeita aumentou quando percebeu que a mulher demorava para retornar e, pouco depois, apareceu usando roupas diferentes, com os cabelos soltos, óculos e carregando uma bolsa preta de grande porte.
Ao notar a mudança, a familiar decidiu abordá-la. Ao abrir a bolsa, encontrou a recém-nascida escondida, impedindo que a suspeita deixasse a maternidade com a criança.
Após recuperar a bebê, Daniela afirmou que pediu novamente que a polícia fosse acionada. Ela também questionou a versão apresentada pela maternidade, argumentando que a criança havia sido entregue à mulher apenas para a realização de exames e que escondê-la dentro de uma bolsa, trocar de roupa e seguir em direção à saída da unidade caracteriza uma tentativa de sequestro, e não apenas uma retirada irregular.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência e apurar a responsabilidade da suspeita.