Brasil

Servidor da Saúde: aviso a Bolsonaro sobre pressão

Redação DM

Publicado em 26 de junho de 2021 às 14:10 | Atualizado há 5 anos

A CPI da Covid ouviu ontem o depoimento dos irmãos Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, e Luis Miranda (DEM-DF), deputado federal. Eles apontaram irregularidades na compra da vacina Covaxin pelo governo Jair Bolsonaro.

A existência das denúncias de irregularidades foi revelada pela reportagem, com a divulgação do depoimento sigiloso de Luis Ricardo, chefe da divisão de importação da Saúde. Ele disse ao Ministério Público Federal que sofreu “pressão atípica” para agilizar a liberação da Covaxin.

Já o deputado diz que alertou pessoalmente Bolsonaro sobre as irregularidades. Na última quarta (23), o presidente mandou a PF investigar os denunciantes. O senador Omar Aziz (PSD-AM), que preside a CPI, afirmou que essa talvez seja a denúncia mais grave já recebida pela comissão.

O servidor Luis Ricardo disse que relatou ao presidente Jair Bolsonaro que três superiores do Ministério da Saúde haviam o pressionado para agilizar os trâmites de importação da vacina. Ele citou os nomes de Roberto Ferreira Dias, diretor de Logística do Ministério da Saúde; tenente-coronel Alex Lial Marinho, ex-coordenador-geral de Logística de Insumos Estratégicos para Saúde e coronel Marcelo Bento Pires, ex-diretor de Programa do Ministério da Saúde.

Luis Ricardo disse que o presidente se comprometeu em apresentar à Polícia Federal os fatos para serem investigados. A conversa ocorreu no dia 20 de março, com ele estava o irmão, o deputado Luiz Miranda (DEM-DF).

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia