Política

Caiado :“Se eleito, o goiano saberá onde se gasta cada centavo do dinheiro público

Redação DM

Publicado em 23 de setembro de 2018 às 01:06 | Atualizado há 8 anos

O candidato ao governo Ro­naldo Caiado assegurou que, se sair vitorioso das eleições deste ano, o goiano sabe­rá onde será gasto cada centavo do dinheiro público. Ao discutir o tema com os demais governadoriáveis, Caiado estabeleceu um pacto com a população de dar transparência ao gerenciamento dos recursos ar­recadados que serão administrados tendo os funcionários públicos como grandes aliados. O senador ainda afirmou que o atendimento às de­mandas mais urgentes do povo em saúde, educação e segurança pode­rão ser atendidas a partir do combate à corrupção e o equilíbrio fiscal, sem necessidade de aumento da carga tributária. Assumir a responsabili­dade pelo Entorno do DF, recupe­rar a Saneago, envolvida em vários escândalos de desvios de recursos, e as propostas para segurança pú­blica também estiveram em pauta.

“Nós vamos instalar um com­pliance público, com total transpa­rência, mostrando de que maneira se gasta cada centavo, mostrando que o dinheiro público vai poder multiplicar porque ele será corre­tamente usado para garantir saúde e educação. O compromisso é bus­car a neutralidade, não teremos au­mento da carga tributária. O que nós precisamos é de uma política fiscal capaz de mostrar um equilíbrio en­tre o que arrecada e o que gasta. Não podemos a toda hora ficar enfian­do a mão no bolso do cidadão”, dis­se o candidato da coligação A Mu­dança é Agora sobre como será seu modelo de gestão.

SANEAMENTO

O senador anapolino reafirmou que irá manter o controle da Saneago como estado de Goiás para recuperar a empresa envolvida com corrupção e garantir um melhor abastecimento de água e mais acesso ao tratamento de esgoto. Ele lembrou que 70% das cidades que já têm abastecimento de água tratada não dispõem de sanea­mento básico instalado.

“Primeiro é reafirmar a impor­tância da Saneago, o respeito que tenho pelo corpo técnico da enti­dade. A Saneago vai continuar a ser uma empresa estatal e nós teremos lá uma direção que composta por pessoas qualificadas e conhecedo­ras da área. Vamos buscar emprés­timos e poderemos implantar uma política no sentido de garantir (abas­tecimento) de água neste período da seca, onde atualmente mais de 50% das cidades correm o risco de não te­rem o seu abastecimento”, garantiu.

SEGURANÇA PÚBLICA

Em relação a segurança públi­ca, o governadoriável enfatizou o investimento na inteligência das polícias como forma de combate efetivo ao narcotráfico e destacou a valorização dos policiais como uma das prioridades.

“Objetivamente: vamos cons­truir três penitenciárias de seguran­ça máxima. Segundo lugar, montar um núcleo de combate à corrupção e ao narcotráfico, buscando pes­soas da Polícia Federal, da Recei­ta Federal, da Secretaria da Fazen­da do Estado de Goiás, da Polícia Militar e da Polícia Civil, para que haja ação e a presença do Estado em cada uma dessas regiões onde nós sabemos que a criminalidade está se expandido. Outro ponto: res­gatarmos os salários dos policiais. Será uma iniciativa que tomarei no primeiro dia de governo, encami­nhando à Assembleia Legislativa a extinção da Terceira Categoria e a regularização e uniformização dos salários dos policiais militares. Abrir concurso e também recupe­rar o número débil de policiais mi­litares”, enumerou.

ENTORNO

Ao comentar uma perguntar sobre políticas para o Entorno, o senador fez questão de mostrar que em um possível governo, irá assumir efetivamente a respon­sabilidade pela região.

“Vamos acabar com essa tese de nem Goiás, nem Brasília. Vai ser Goiás. Pode ter certeza. Nós va­mos ter uma política, primeiro, para poder dar àqueles jovens a opor­tunidade de emprego. Isso é fun­damental, uma educação de qua­lidade, principalmente, as crianças que fazem parte de famílias de alto risco, onde os pais são drogados e as crianças são vulneráveis ao ví­cio. Nós temos hoje um dos maio­res contingentes de jovens, entre 15 anos e 17 anos de idade, depen­dentes do crack. Pode ver que a taxa de homicídios é maior exatamente nessa faixa etária, devido a presen­ça da droga. Nós temos que fazer um combate austero e firme e nós o faremos”, firmou o compromisso.

Doações de campanha

O senador foi questionado so­bre sua posição em relação à fun­dos eleitorais e doações de campa­nha. Caiado relembrou que foi autor de projeto de lei que barrava a trans­ferência de recursos do orçamento para fundo de campanha.

“Sou o autor de um projeto de lei que mostra que o financia­mento de uma campanha elei­toral deve ser feito por iniciativa das pessoas que apoiam o próprio candidato. Em relação ao fundo de eleições, votei contrário por um motivo só: quando você pas­sa verba de emendas para fundo, você está tirando da saúde. No momento em que fui voto ven­dido, prevaleceu essa forma de financiamento das campanhas eleitorais. Mas a minha posição e o meu debate foi que, aquilo que se paga hoje em forma de tempo de rádio e televisão, seria transfe­rido para o fundo e não atingiria em nada a saúde e nem a educa­ção”, esclareceu.

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