Política

Daniel Vilela: Vamos implantar uma nova política de valorização do funcionalismo

Redação DM

Publicado em 24 de agosto de 2018 às 05:07 | Atualizado há 8 anos

O candidato ao governo pela Coligação Novas Ideias, Novo Goiás, Daniel Vilela (MDB), anun­ciou, ontem, durante sabatina na Rádio Sagres 730, sobre suas pro­postas para a valorização dos ser­vidores do Estado. O emedebista pretende implantar uma nova po­lítica de valorização do funciona­lismo, aliada à otimização dos re­cursos do Estado. “Pretendo fazer um redesenho do organograma funcional do Estado. Este gover­no que aí está há 20 anos, na ten­tativa de demonstrar para a popu­lação uma reciclagem, promoveu uma reforma para inglês ver. Não teve funcionalidade gerencial e não observou a efetividade entre o plano estratégico e as ações.”

Entre as propostas do candida­to está a ocupação de 50% dos car­gos comissionados do Estado por servidores efetivos. “Vamos dire­cionar 50% dos cargos comissio­nados para ocupação por servi­dores efetivos, que passarão por processo de certificação e habili­tação. Nós vamos criar um banco de talentos porque sabemos que temos entre os servidores efeti­vos pessoas altamente qualifica­das e que estão sem oportunidade de liderar e desenvolver projetos.” Ideia semelhante foi apresenta­da por Daniel em 2011, quando ele era deputado estadual, mas o projeto foi vetado pelo então go­vernador Marconi Perillo (PSDB).

O candidato criticou ainda a ocupação política de cargos que são importantes para o desenvol­vimento do Estado e a prestação de serviços de qualidade para a popu­lação: “Hoje algumas funções estra­tégicas para o Estado e a população estão sendo ocupadas por critério político e não técnico. É isso que va­mos mudar e é disso que falamos quando falamos em menos polí­tica e mais trabalho, mais gestão.”

Daniel falou sobre a redução da máquina administrativa, ob­servando sempre a máxima de produzir mais com menos. “Ire­mos também promover a redu­ção de uma série de órgãos que se tornaram cabides de emprego, como a Goiás Gás, a Goiás Parce­rias, a Metrobus e grupo do VLT, um projeto que já foi abandonado pelo governo e que ainda gera des­pesa para o cidadão goiano.” No lugar destas estruturas sem fun­ção, o emedebista vai criar pastas orientadas para a vocação econô­mica do Estado. “Vamos criar a Se­cretaria do Agronegócio e recriar a de Indústria e Comércio, porque o agronegócio é o principal mo­tor da economia do nosso Estado e entendemos, na questão indus­trial, que o Estado precisa ter foco na geração de emprego e renda.”

Questionado pelos jornalistas, Daniel disse que vai manter os pro­gramas sociais e usá-los para me­lhorar a atenção do Estado para com o cidadão. Os cadastros dos programas sociais serão integra­dos e isso permitirá ao Estado agir cirurgicamente no auxílio às famí­lias necessitadas. “Filhos dos bene­ficiários dos programas terão prio­ridade em outras ações de inserção social, como na qualificação pro­fissional, para que consigam sozi­nhos manter seu sustento. As con­quistas serão mantidas, mas Goiás precisa avançar com novas pes­soas e novas ideias.”

INEFICIÊNCIA

A ineficiência do Estado tam­bém foi tema da conversa na Rá­dio Sagres 730. Daniel lembrou o caso da barragem do Ribei­rão João Leite como um símbolo dessa falta de capacidade de con­duzir Goiás: “O Estado é muito ineficiente e essa é a razão da im­popularidade do governo. Inau­guraram a barragem do Ribei­rão João Leite seis vezes, só que esqueceram de fazer a ligação da água com Goiânia e Apareci­da. É o mesmo que você colocar uma caixa d’água na sua casa e es­quecer de colocar os canos. Não adianta nada. É a prova da inefi­ciência. Temos tanta água aqui do lado e não tem nas torneiras.”

Daniel lembrou ainda da liga­ção entre os candidatos adversá­rios: “Foi o senador Ronaldo Caia­do foi quem indicou José Eliton para a vice de Marconi Perillo em 2010. Eles sempre estiveram jun­tos e não podem negar isso. Me chama atenção que ele (Caiado) tenha ficado esse tempo todo (16 anos) do lado de lá e só agora con­seguiu ver as mazelas do governo? Só agora que faz as cobranças so­bre o desequilíbrio fiscal do Esta­do e à precariedade dos serviços públicos? Ficou esse tempo todo cego, surdo e mudo?”

CAMPANHA

O governadoriável disse que os candidatos majoritários vão se dividir em diferentes frentes de mobilização para levar a mensa­gem de renovação a todo o Esta­do. “Vamos a partir desta sema­na ampliar as ações, dividindo os integrantes da chapa majoritária: eu; o candidato a vice-governador, Heuler Cruvinel (PP); e os candi­datos a senador Agenor Mariano (MDB) e Vanderlan Cardoso (PP) estaremos nos distribuindo, es­pecialmente nos finais de sema­na, para que a campanha possa, o mais rápido possível, chegar a to­das as regiões do Estado.”

 

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