Política

Kátia propõe uma Segurança Cidadã para tirar Goiás do mapa da violência

Redação DM

Publicado em 20 de agosto de 2018 às 23:55 | Atualizado há 8 anos

A falta de segurança tem retira­do o direito de ir e vir da população em todo o País e em Goiás isto não é diferente. E esta é uma preocupa­ção da candidata ao governo pelo PT, Kátia Maria. “Para garantirmos a segurança da população não bas­ta apenas contratar mais policiais ci­vis e militares, temos que prepará­-los bem, dar condições melhores de trabalho e mais do que isso, ga­rantir emprego e renda para a po­pulação. E para isso é necessária a integração de serviços para termos uma segurança cidadã. É assim que reduziremos os índices de violência no Estado”, alerta a candidata petista.

Segundo levantamento feito pelo jornal O Popular, metade das cida­des goianas tem menos de dez po­liciais militares e 23 não possuem nenhum. “Isto é um dado preocu­pante que iremos reverter. Não pode um município ter muitos e outros nenhum. Todos têm o direito de se sentirem seguros”, argumenta. Ká­tia Maria critica a atual gestão que paga R$ 1.500 de salário para o po­licial civil e militar em início de car­reira. “Os profissionais que arriscam suas vidas diariamente precisam ser tratados com dignidade e ter condi­ções mais humanas de trabalho”, diz.

Para ela, como esperar que po­liciais civis ou militares consigam garantir a segurança da população e, assim, reduzir os altos índices de violência quando eles mesmos es­tão sujeitos a uma violência que reti­ra a sua dignidade de viver. O progra­ma de governo da petista no quesito segurança pública propõe a melho­ria da qualidade do serviço de segu­rança, investindo nas condições de trabalho, com valorização salarial e qualificação profissional, humani­zando o serviço e construindo uma segurança pública cidadã.

Para isto, Kátia Maria irá implan­tar um sistema integrado de segu­rança, com tecnologias adequadas e equipes preparadas garantindo que as notificações possam ser acompa­nhadas em tempo real, com ações de inteligência e de combate articu­ladas, em todos os municípios goia­nos, com uma atenção especial para a Região Metropolitana de Goiânia e municípios do Entorno do DF. “As or­ganizaçõescriminosascrescemonde o Estado se ausenta e uma gestão in­tegrada nos possibilita colocar em prática políticas públicas para evitar a criminalidade e possibilitar que a po­pulação goiana tenha melhor quali­dade de viver em segurança”, explica.

De acordo com dados da própria Secretaria de Segurança Pública, de janeiro a julho deste ano foram regis­trados 1.197 crimes violentos letais e intencionais (homicídio doloso, la­trocínios e lesões corporais seguidas de morte). Isto coloca Goiás entre os Estados com os piores índices de violência. Outro dado preocupante é que Goiás é o 2º Estado que mais mata mulheres no Brasil. “O assas­sinato é o nível mais grave da vio­lência contra a mulher, que se apre­senta em níveis físico, emocional, psicológico e institucional na vida das goianas, num Estado que não tem Políticas Públicas para Mulhe­res”, critica. Para resolver esta situa­ção, Kátia Maria propõe aumentar o número existente hoje de 22 De­legacias Especializadas de Atenção à Mulher e qualificar os profissio­nais que atuam nesta área.

“Enquanto primeira mulher governadora de Goiás irei fazer um governo participativo e pa­ritário, com mulheres nos car­gos estratégicos. Criaremos po­líticas públicas para mulheres, gerando condições de eman­cipação econômica e social de maneira sustentável”, anuncia. A proposta da petista inclui pro­gramas de capacitação, com o objetivo de preparar as mulhe­res para entrar no mercado de trabalho e a criação da Rede de Enfrentamento à Violência con­tra a Mulher, além de estruturar as 22 delegacias existentes, am­pliar o serviço e dar condições para que as delegadas possam trabalhar. Segundo Kátia Ma­ria é preciso garantir um aten­dimento multidisciplinar para as mulheres vítimas de violên­cia com equipes compostas por psicólogos, assistentes sociais e advogados para garantir o fun­cionamento da rede. “Vamos criar também as Casas Abrigo, onde mulheres e crianças po­derão ter o atendimento neces­sário para que possam sair da condição de vulnerabilidade so­cial”, propõe a candidata.

 

 



Enquanto primeira mulher governadora de Goiás irei fazer um governo participativo e paritário, com mulheres nos cargos estratégicos. Criaremos políticas públicas para mulheres, gerando condições de emancipação econômica e social de maneira sustentável

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