Política

“Daniel é a pessoa para fazer uma nova mudança em Goiás

Redação DM

Publicado em 8 de junho de 2018 às 02:33 | Atualizado há 8 anos

Secretário-geral do MDB de Goiás, o deputado estadual Paulo Cezar Martins afirma que o pro­jeto eleitoral do partido está con­solidado e que Daniel Vilela vai surpreender nestas eleições, con­tribuindo também com as candi­daturas proporcionais. “É sempre bom estar do lado certo, de quem tem as propostas que o povo de­seja. Nós temos nosso pré-candi­dato a governador, o Daniel Vile­la, que é um jovem moderno e que já mostrou ser muito capaz.

Ele tem uma bandeira de re­novação, de novas práticas polí­ticas na administração do Esta­do que é o que o eleitor deseja”, afirma PC Martins. Para ele, Da­niel é o pré-candidato que tem mais afinidade com as pautas sociais, que são hoje uma gran­de demanda do Estado.

 

CONFIRA A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA

 

O sr. foi o segundo deputado mais votado em 2014. Qual a perspectiva para estas eleições?

Sempre recebi com muita hu­mildade as vitórias eleitorais que tive. Já ganhei e também já perdi eleição e sei que conquistar a con­fiança do povo exige muito esforço, mas para perder essa confiança é muito fácil. Portanto a cada vitó­ria eu aumento a carga de trabalho em cima dos meus ombros, cobro mais da minha equipe e vou para as ruas tentar resolver os proble­mas do povo, principalmente na área social. Não fico preso em ga­binete. Então trabalho para ser vi­torioso novamente, com muita hu­mildade e disposição.

A chapa de deputado estadual do MDB deste ano está competitiva?

Muito. Temos uma chapa mui­to boa, equilibrada, e vamos eleger este ano mais deputados do que na última eleição, inclusive ajudando na renovação da bancada na As­sembleia. Temos nomes novos com­petitivos, com grande potencial de entrarem, e nossos deputados que vão disputar a reeleição têm bons serviços pra mostrar pro povo, es­tamos bem respaldados pelo nosso trabalho como oposição ao gover­nador e para ajudar os municípios. Além do mais, o MDB tem na cha­pa majoritária um projeto que é muito bom de ser trabalhado e de­fendido nas nossas bases, que é o projeto de renovação política do Daniel Vilela. Isso ajuda o candi­dato a deputado.

Mas você acha que Daniel Vilela consegue atender esses requisitos que as pessoas pedem no próximo governador?

Não tenho dúvida. Não é pela estampa e nem pela pouca idade, isso aí não é o mais importante. O que importa é a formação, a ca­beça da pessoa e a capacidade de trabalho. E aí é só olhar a estatura política que o Daniel adquiriu em tão pouco tempo. Quem é que con­segue chegar na Câmara e num pri­meiro mandato já se tornar uma das principais lideranças do Con­gresso, ser ouvido nos mais impor­tantes debates por deputados expe­rientes, que estão lá há quatro ou cinco mandatos? O Daniel conse­guiu isto e sem dar cotovelada em ninguém, sem exibicionismo. Com trabalho e persistência, se tornou presidente da principal comissão da Câmara, a CCJ. Pensa a res­ponsabilidade que ele tem sob os ombros de conduzir os principais debates do País naquela comis­são. E ele conduz isto com mui­ta competência e tranquilidade. Com a cabeça arejada que ele tem, a formação e a capacidade que já comprovou ter de sobra, não tenho dúvida que ele é o cara pra fazer uma nova mudança nesse Esta­do, vai preparar Goiás pra supe­rar os novos desafios que estão aí e acabar com esse atraso que vi­vemos em diversas áreas.

O fato de Daniel vir de uma família política tem algum peso na conquista desses espaços?

Qual a influência do Maguito na Câmara? Nenhuma. Ele foi de­putado há quase 30 anos atrás, a turma dele não está mais lá. Então Daniel não contou com ele pra ser eleito presidente da CCJ, teve que articular muito e colocar o nome para apreciação dos colegas. Da­niel ganhou no voto, no convenci­mento. Sua capacidade e lideran­ça foram testados de forma muito intensa neste momento, porque a maioria dos 513 deputados queira aquelacadeira. Nahoradosgrandes debates ali dentro do plenário, nas discussões com ministros e outras autoridades, ninguém está olhando de quem Daniel é filho, não. Ou ele ali mostra que tem capacidade, que tem liderança ou é engolido pelos mais fortes. A gente vê que a maio­ria é engolido, some lá dentro. Já o Daniel se destaca cada dia mais.

Mas para a disputa ao governo de Goiás, ser filho do Maguito ajuda ou atrapalha?

Primeiro que eu vejo que Da­niel tem brilho próprio, já consoli­dou sua liderança e tem persona­lidade. A gente anda com ele e as pessoas nem citam mais que ele é filho do Maguito, como acontecia quando ele era deputado estadual. Dito isto, eu não tenho dúvida de que ser filho de alguém respeita­do como o Maguito é um ponto positivo. Pra falar só da his­tória recente do ex-governa­dor, olha só o que esse ho­mem fez por Aparecida de Goiânia. Tinhamuitagen­te que falava até pouco tempo atrás que Apa­recida era uma ci­dadesemsolução. O Maguito foi lá, assumiu o rojão e ago­ra Apa­recida é modelo de desenvolvimen­to para vários municípios não só aqui em Goiás, mas no País. En­tão é natural esperar que o filho de alguém assim tenha um exem­plo e uma formação de alto nível. Daniel teve a oportunidade de vi­venciar a gestão pública por den­tro com um grande professor. Mas eu acrescento uma coisa e já falei isto pro Maguito: o Daniel vai su­perar o pai. Ele tem as qualidade do Maguito, aquela lucidez e o pé no chão, é trabalhador também, mas ele é mais habilidoso para conciliar as pessoas, para ouvir e articular o consenso em torno do bem comum. Naquele jeito hu­milde, respeitoso, o Daniel consegue articular com muita competência. E falando em família, eu sempre digo que mais do que filho do Maguito, Daniel é neto do Seu Moi­sés Franco, que é umadasgrandes figurashumanas que já conheci. Seu Moisés não é político, mas tem um trabalho social respeitadíssi­mo em Jataí, cuidando de pessoas carentes. E o Daniel herdou essa característica da solidariedade da família, isto é muito forte nele.

Como o sr. enxerga as críticas que seu colega deputado José Nelto, que deixou o MDB, faz à direção do partido?

Fico entristecido e com pena do José Nelto pelo rumo que to­mou. Uma falta de rumo, na ver­dade. A gente vê ele aí perdido, cada dia falando uma coisa. Num dia estava com o MDB, depois es­tava se encontrando escondido com o governador que ele ataca­va, e agora com Caiado, que ba­teu pesado nele esses dias atrás. Os eleitores não gostam deste tipo de política e a gente já percebe que o José Nelto vem perdendo os apoios que tinha nos muni­cípios. Mas espero que ele enxer­gue a tempo o que está fazendo e corrija seu caminho.

 



As pessoas mais humildes querem um governador que tenha sensibilidade social. Daniel herdou da família essa característica da solidariedade, isto é muito forte nele”

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