Política

“José Eliton é um subproduto de Caiado”, diz Daniel Vilela

Redação DM

Publicado em 6 de junho de 2018 às 02:17 | Atualizado há 8 anos

O pré-candidato ao governo de Goiás pelo MDB, depu­tado federal Daniel Vilela, desmontou o discurso dos dois ad­versários que tentam se posicionar na disputa como uma mudança po­lítica para o Estado de Goiás. Segun­do Daniel, mais do que representa­rem a velha política, ambos estão ligados umbilicalmente. “A verda­de é que José Eliton é um subpro­duto de Ronaldo Caiado”, afirmou Daniel, lembrando que foi o sena­dor do DEM quem indicou o atual governador para ser vice da chapa de Marconi Perillo (PSDB) nas elei­ções de 2010. A declaração foi dada durante entrevista à Rede Sucesso de rádio. “O senador e o governa­dor sempre estiveram juntos e co­mungavam com as mesmas práti­cas atrasadas que queremos mudar em Goiás”, complementou Daniel.

O deputado disse que o posicio­namento dos adversários deve-se ao sentimento de renovação po­lítica latente na população do Es­tado, mas que não encontra lastro na realidade e na trajetória políti­ca de ambos. “Nós do MDB nun­ca compactuamos com as práti­cas desse governo, estamos firmes na oposição durante esses 20 anos porque entendemos que este mo­delo de gestão irresponsável e eli­tista, que atende somente os ami­gos do rei, está fadado ao fracasso”.

Daniel também afirmou que Caiado, em 30 anos de vida pú­blica, poucos resultados concre­tos tem a apresentar para Goiás. E o atual governador tem usado sis­tematicamente o governo para a cooptação de aliados políticos, en­tregando secretarias inteiras para partidos em troca unicamente de apoio eleitoral. “Já nós, como ape­nas um mandato de deputado fede­ral, conseguimos liderar a criação de duas universidades federais em Goiás, ajudamos a destravar obras importantes, como o BRT de Goiâ­nia e o Anel Viário de Jataí, além de conseguir inúmeros investimentos em municípios de todas as regiões do Estado”, disse Daniel, que é pre­sidente da Comissão de Constitui­ção, Justiça e Cidadania da Câmara.

RESPONSABILIDADE FISCAL

Daniel Vilela também falou na entrevista sobre modelos de gestão e responsabilidade fiscal, critican­do quem promete muito sem sa­ber como cumprir. Sobre uma das pautas mais fortes da atualidade, a questão tributária, Daniel colo­cou que o governo deve fazer um esforço para conter gastos e bus­car a redução de impostos, mas que isto tem que ser feito de for­ma planejada e gradual, sem ge­rar um baque que comprometa as contas públicas. “Nós temos estu­dado a situação fiscal de Goiás, que é de uma gravidade enorme”, aler­tou Daniel. De acordo com o depu­tado federal, há sérios riscos de um estouro orçamentário ao final des­te ano. “Então, como é que, numa situação como essa, pode surgir al­guém prometendo redução de im­posto sem mostrar de onde vai tirar pra cobrir as despesas?”, indagou.

O emedebista explicou que o próximo governador precisará de uma política inteligente de gestão fiscal e isso se faz com metas de ar­recadação. “Apenas como exem­plo, podemos receber o setor ataca­dista para dar atenção a uma antiga reivindicação sobre a redução de um determinado imposto. Entre­tanto, o governo deve condicionar a isto metas de aumento do volu­me comercializado por aquele se­tor, pois não podemos perder re­ceita. Isto porque o Estado precisa funcionar, precisa pagar folha sa­larial, precisa prestar serviços de qualidade na saúde, na educação, na segurança pública, bem como em todas as suas atividades”, ana­lisou o pré-candidato, destacan­do que, paralelamente, a redução de custos com a máquina públi­ca tem que ser uma política per­manente do governo. “Temos que adotar novas ferramentas de gestão que busquem otimizar os gastos com a máquina pública. A tecno­logia pode ser uma grande aliada, ao possibilitar a racionalização de processos administrativos e per­mitir que a população tenha aces­so online a vários serviços, redu­zindo a estrutura física e os custos para atendimentos mais simples”, explicou Daniel Vilela.



Temos que adotar novas ferramentas de gestão que busquem otimizar os gastos com a máquina pública”

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