Política

Soldados da PM intimidam 1ª Dama

Redação DM

Publicado em 6 de junho de 2018 às 01:45 | Atualizado há 8 anos

A advogada Mara Nei Elias, pri­meira-dama de Aragarças, vem sofrendo intimidação de alguns soldados da PM. Por duas vezes alguns militares têm se postado de forma ostensiva diante de sua resi­dência, com ares amaçadores.

Estas “estranhas atitudes”, se­gundo a advogada, esposa do pre­feito José Elias, estaria relacionada à crise política local envolvendo o prefeito e alguns vereadores da oposição. Alega a advogada que alguns soldados que servem no município tomaram o partido de alguns vereadores, que estão em constante atrito com o prefeito, “que se recusa a atender suas exi­gências descabidas”, diz ela.

A advogada conta que, para uma trivial intimação ao prefeito, que viajou a Goiânia e a Brasília, tratando de negócios públicos da municipalidade, um funcionário da Câmara se faz acompanhar do aparato da PM, mantendo vigília em sua residência ou no gabinete dele, mesmo sabendo Elias não se encontra na cidade.

“É lamentável que uma insti­tuição tão séria quanto a PM, que recebe todo apoio da nossa admi­nistração, se envolva em questões dessa ordem”, queixa. A advogada Mara Nei salienta ainda que re­cente consulta de opinião com­prova que a população de Aragar­ças “reconhece o esforço de José Elias para não deixar dilapidarem o Município, como aconteceu no mandato passado, quando o pre­feito chegou a ser preso por não resistir às pressões.”

Questionada sobre asrazões dos vereadores para romperem com José Elias, a primeira dama expli­cou tratar-se da irredutibilidade do chefe do executivo em “satisfazer a ambição pessoal de alguns, além de questões do maior interesse do Município”. Mara Nei cita, entre ou­tros, o problema do esgoto sanitá­rio, cuja obra foi interrompida há cinco anos, por corrupção envol­vendo a empresa que executava as obras com a diretoria da Sanea­go na época, o que resultou em vá­rias prisões. “Agora”, comenta, –“en­quanto o prefeito renegocia com a atual diretoria a retomada dos ser­viços, os vereadores votaram uma lei simplesmente cancelando a concessão da Saneago”. A primei­ra dama diz que, “pelo que se co­menta, pretendem, com essa lei, vender a concessão da água e es­goto do Município para uma em­presa de Mato Grosso, a fim de se locupletarem, além de criar mais dificuldades ao prefeito, que é par­ceiro político do governo do Estado”.

Diante das ações intimida­tórias dos policiais, a primei­ra-dama Mara Nei também se deslocou para a Capital, “por não tolerar o cerco da Polícia à sua re­sidência, como se perseguisse um marginal”. O assédio se estende também ao gabinete, “de forma afrontosa”. José Elias, que é de­legado de polícia judiciária, por sua vez, lamenta que soldados da Polícia Militar estejam a escoltar funcionário que está sendo pro­cessado e vereadores, “entre os quais o sr. Alcione Silva, que já foi cassado em primeira instân­cia e está indiciado por furto em inquérito da Polícia Civil”.

 

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