“Goiano perdeu a confiança nesse governo de 20 anos”, diz Caiado
Redação DM
Publicado em 17 de maio de 2018 às 02:16 | Atualizado há 8 anos
Os índices de rejeição alcançados pelo governo de Goiás refletem a falta de confiança dos goianos no modelo atual de gestão e nos nomes que encabeçam o comando do Estado. A avaliação foi feita pelo senador Ronaldo Caiado (Democratas) após o Diário da Manhã divulgar pesquisa Grupom em que o governo é classificado como péssimo, ruim ou regular por mais da metade dos eleitores. “Os goianos estão cansados de serem enganados por um governo que usa a máquina pública para tentar se perpetuar no poder ao mesmo tempo em que provoca o sucateamento da saúde, da educação e da segurança pública. Ficou evidente que a má utilização do dinheiro público, os escândalos de corrupção, a falta de investimentos em áreas prioritárias para a população e as promessas nunca cumpridas não serão mais aceitos pela população. É hora de colocar fim a este ciclo que já dura 20 anos. É hora de mudar. E para isso é preciso ter autoridade moral e compromisso com a população”, defendeu.
De acordo com os dados da Grupom, a saúde é o principal gargalo do Estado. A área é a maior preocupação de 75,1% dos eleitores entrevistados. Médico com mais de 40 anos de atuação, Ronaldo Caiado lembra que a situação da saúde no Estado é alarmante e agravada pela não-aplicação do mínimo constitucional. “O tratamento dispensado à saúde em Goiás é vergonhoso. Há quatro anos consecutivos o Estado não cumpre as normas constitucionais, que determinam que o mínimo aplicado à saúde é de 12% da arrecadação. O que estamos assistindo hoje é que o governo há quatro anos é alertado pelo Tribunal de Contas do Estado por não cumprir o piso para as ações de saúde. Em vez disso, joga na conta centralizadora a verba carimbada que seria para a saúde”, criticou.
Além deste fator, colabora para a insatisfação do goiano o fato de o governo, em duas décadas, não ter cumprido a promessa de promover a regionalização da saúde, o que compromete ainda mais o atendimento em Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia. “As promessas de regionalizar a saúde só ficaram no papel, o que obriga os goianos que moram no interior a percorrerem vários quilômetros até Goiânia em busca de tratamento”, disse.
Na mesmo patamar está a preocupação do eleitor com o desemprego, a educação e a segurança pública. Hoje Goiás enfrenta um déficit educacional de cerca de 9 mil alunos, como publicou recentemente o jornal Diário da Manhã. Aliado a isso, estão a falta de valorização dos professores e o sucateamento das unidades educacionais. Em municípios do interior, prefeituras improvisam escolas porque faltam unidades para atender os alunos. “A educação tem de ser prioridade em qualquer governo. Hoje os professores estão desestimulados diante desse quadro caótico. Tenho defendido a necessidade de criarmos um fundo de valorização dos professores”, lembrou Ronaldo Caiado.
Sobre a segurança pública, o democrata também defendeu a valorização da polícia militar, que é atualmente uma das mais mal remuneradas do País. O senador se comprometeu a equiparar a remuneração, que hoje é de R$ 1,5 mil, recebida por policiais de terceira classe, categoria criada pelo atual governo do estado. “Não vamos admitir essa divisão que só diminui a moral da tropa e não valoriza o trabalho de policiais e bombeiros. Vamos equiparar esses salários. É desumano pagar R$ 1,5 mil de salário a quem defende a vida da população goiana. Esse fundo que vamos criar vai ajudar nessa missão de resgatar a moral da tropa”, destacou.
Outra preocupação do eleitor é em relação à corrupção, que foi apontada por 49,7% dos entrevistados. “Este é o fator principal que tem levado o goiano a colocar fim a este ciclo. Ele acabou justamente com as revelações da operação Lava Jato. Ela evidenciou que muitos usaram a máquina pública em benefício próprio, fizeram da política balcão de negócios, se enriquecerem indevidamente e deixaram de colocar o dinheiro naquilo que é responsabilidade do governo”, resumiu o senador.