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Quando se abrem os guarda-chuvas

Redação DM

Publicado em 24 de março de 2018 às 22:18 | Atualizado há 8 anos

Na 4ª feira, 28, é a vez da Oficina Cultural Geppeto, no Setor Pe­dro Ludovico, receber o espe­táculo Quando Se Abrem os Guarda-Chuvas, do Grupo Fa­rândola Teatro. O evento é gra­tuito e livre para todas as ida­des. A apresentação faz parte do projeto de circulação con­templado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Goiâ­nia e produzido pela Plano V Eventos e Cultura.

Entre os meses de março e julho, o espetáculo Quando se abrem os guarda-chuvas estará nos palcos de Goiânia e Apare­cida de Goiânia, interpretado por sua criadora, a atriz Fer­nanda Pimenta. A circulação prevê 10 exibições em 10 dife­rentes espaços da região me­tropolitana, sempre às quartas­-feiras, seguido de bate-papo entre a artista e o público. To­das as apresentações do proje­to são gratuitas.

A ação, caracterizada como uma temporada teatral circu­lante, tem o propósito de con­templar públicos diversifica­dos, criando uma agenda com maior duração, trazendo ao es­pectador a certeza de que em duas quartas-feiras de cada mês, durante cinco meses, ha­verá teatro em algum lugar da capital. Durante o projeto o pú­blico ainda terá a oportunida­de de conversar com os realiza­dores do espetáculo, para falar tanto da produção cênica que ocorre em nossa região, quanto sobre os caminhos que levaram à construção deste trabalho.

A diversidade de plateias também se relaciona com a pluralidade dos espaços cêni­cos que serão utilizados, como no caso do Ponto de Cultura Ci­dade Livre – Teatro Cidade Li­vre, em Aparecida de Goiânia; da Escola Municipal Renascer, que fica no bairro Real Con­quista; ou da Oficina Cultural Geppetto, no Setor Pedro Lu­dovico; e ainda a Universida­de Federal de Goiás e os cafés e bares da capital que abrem espaço para o teatro; o Espaço Sonhus, no centro de Goiânia; o Instituto Federal de Goiás; o Zabriskie Teatro. Todos são considerados equipamentos culturais, capazes de agregar ainda mais valor ao que está sendo colocado em cena.

UMA ODE À VELHICE CONTEMPORÂNEA

O monólogo Quando se abrem os guarda-chuvas tem a atuação de Fernanda Pimen­ta, que também é coautora da obra. A direção é da espanhola Elena Diego e a dramaturgia do carioca João Pedro Fagerlande. Sua estreia ocorreu em 2011 e desde então tem conquistado plateias brasileiras e estrangei­ras, com um trabalho de teatro físico e poético, que é ao mes­mo tempo melancólico e cômi­co, lírico e áspero, contunden­te e apaziguador.

A oralidade é o ponto de partida da personagem Con­ceição, uma viúva de mais de 70 anos, que se relaciona com o público de uma maneira ca­lorosa, falando de seu dia a dia de pessoa idosa, que viu seu mundo se transformar aos pou­cos, sem que tivesse o contro­le dos caminhos que a fizeram chegar até ali. A espevitada fi­gura fala em futuro, em dese­jos, em como se relaciona com um mundo cada vez mais ve­loz e tecnológico, e certifica a audiência de sua autonomia e capacidade de se apropriar de tudo isto que agora a ro­deia, inclusive sua vontade de novamente amar. Em um de­correr de espetáculo penum­broso e de energia crescente, Dona Conceição contracena com suas memórias e com per­sonagens que estão do outro lado da ligação ou das redes so­ciais, e as traz tão vividamente para a cena, que chegamos a ouvir suas vozes. Ou seja, quan­do Dona Conceição abre seu guarda-chuva é tão somente para sair mundo afora, cami­nhando em direção a um futu­ro que ainda pode lhe reservar muitas surpresas.

FERNANDA PIMENTA

Atriz brasileira, 32 anos, re­sidente em Goiânia. Palhaça, dramaturga, produtora, dire­tora, mestra em artes cênicas e educadora. Iniciou sua car­reira teatral aos 17 anos, quan­do ingressou no Grupo Gua­rá, companhia pertencente à Universidade Católica de Goiás. Permaneceu no grupo até 2008, quando se muda para Londres. Em 2010 volta para o Brasil, desta vez para o Rio de Janeiro, onde fica até outubro de 2013, após regressar de um período de 5 meses de uma re­sidência artística em Portugal e apresentações na Espanha. Em novembro de 2013 regres­sa a Goiânia, onde atualmen­te apresenta dois espetáculos como convidada do Grupo Bastet, um infantil como con­vidada da Cia de Arte Poesia que Gira, e duas peças da Fa­rândola Teatro, grupo que fun­dou em 2011, juntamente com a espanhola Elena Diego Mari­na. Desenvolveu pesquisa ar­tística no Mestrado em Artes da Cena na Unicamp, finali­zando a dissertação em feve­reiro de 2017.

ESPETÁCULO TEATRAL “QUANDO SE ABREM OS GUARDA-CHUVAS”

Data: 28/03/2018 (4ª feira) – 20h

Local: Oficina Cultural Geppetto – Rua 1013, Qd. 39, Lt. 11, St. Pedro Ludovico – Tel.: 3241 – 8447

ENTRADA FRANCA

(Contribuições voluntárias e espontâneas serão bem-vindas, para a continuidade do trabalho do Farândola Teatro).

 

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