Política

Percentual de jovens que não estudam nem trabalham é o menor já registrado em Goiás

Redação Online

Publicado em 19 de junho de 2026 às 21:29 | Atualizado há 1 hora

Goiás atinge menor percentual de jovens que não estudam nem trabalham, segundo IBGE
Goiás atinge menor percentual de jovens que não estudam nem trabalham, segundo IBGE

Goiás alcançou, em 2025, o menor percentual já registrado de jovens que não estudam nem trabalham. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) Educação, divulgados nesta sexta-feira (19/6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 14,1% da população goiana de 15 a 29 anos não estava ocupada, nem frequentava escola, cursos ou afins. O índice equivale a 239 mil jovens e ficou abaixo da média nacional, de 17,5%.

O resultado é o menor desde 2019, quando a pesquisa passou a acompanhar essa série histórica. Naquele ano, 19,4% dos jovens goianos estavam fora da escola e do trabalho. Em seis anos, o recuo foi de 5,3 pontos percentuais. Em relação a 2024, quando o índice era de 14,3%, também houve redução, mantendo Goiás no menor patamar já registrado pelo levantamento.

Além da queda do grupo que está simultaneamente afastado da escola e da ocupação, os dados mostram ampliação da presença dos jovens em atividades produtivas e educacionais. Em 2025, 85,9% dos goianos de 15 a 29 anos estavam ocupados, estudando ou conciliando as duas atividades. A parcela de jovens ocupados chegou a 64% no estado, considerando os que trabalhavam e estudavam (18,3%) e os que estavam ocupados e não estudavam (45,7%). Outros 22% não estavam ocupados, mas frequentavam escola ou cursos.

Para o governador Daniel Vilela, o indicador revela um avanço social importante, por mostrar que mais jovens estão conectados a oportunidades de formação, renda e desenvolvimento. “Quando o percentual de jovens fora da escola e do trabalho cai ao menor nível da série histórica, isso mostra que Goiás está conseguindo abrir caminhos para a juventude. Estudar, trabalhar ou conciliar as duas coisas muda a perspectiva de futuro de uma pessoa e impacta diretamente a vida das famílias. Nosso compromisso é seguir integrando educação, qualificação profissional, proteção social e geração de oportunidades”, afirma.

O desempenho entre a população jovem acompanha outros avanços registrados por Goiás na área educacional. A mesma pesquisa aponta que o estado atingiu, em 2025, a menor taxa de analfabetismo de sua história, com índice de 3,5% entre pessoas de 15 anos ou mais. O levantamento também mostra que Goiás alcançou o maior percentual já registrado de pessoas com 25 anos ou mais que concluíram a educação básica obrigatória, equivalente ao ensino médio, no mínimo. O índice chegou a 32,5%, crescimento de 1,4 ponto percentual em relação a 2024.

Na educação básica, Goiás também apresentou indicadores relevantes de permanência escolar. Entre crianças de 6 a 14 anos, 96,7% frequentavam o ensino fundamental, etapa adequada para essa faixa etária. Já entre jovens de 15 a 17 anos, a taxa de escolarização chegou a 92,3% no ano passado.

Segundo Daniel Vilela, os dados reforçam a importância de tratar a educação como política estruturante para reduzir desigualdades e ampliar oportunidades. “Os resultados da PNAD mostram que Goiás avança em várias frentes ao mesmo tempo: reduzimos o analfabetismo, ampliamos a conclusão da educação básica e temos o menor percentual de jovens que não estudam nem trabalham. Isso não acontece por acaso. É resultado de investimento, gestão e de uma visão de governo que coloca a educação no centro do desenvolvimento social e econômico do estado”, destaca.

A PNAD Contínua Educação reúne informações sobre características educacionais da população brasileira. Os dados de 2025 têm como referência o segundo trimestre do ano e permitem comparações com os resultados de anos anteriores da série histórica.

Fotos: Secom


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