Esportes

Cada um com sua revanche

Redação DM

Publicado em 24 de março de 2018 às 02:15 | Atualizado há 1 ano

Aparecidense tenta repetir o feito de 2015 e chegar a mais uma final

A Aparecidense inicia hoje a sua trajetória na fase final doCampeonatoGoiano, no jogo de ida da semifinal. Em duelo às 16h no Estádio Anníbal Batista de Toledo, em Aparecida, o Cama­leão recebe o Vila Nova. O curioso é que a Aparecidense foi a única equipe que venceu o colorado em condições normais neste estadual até aqui – contra o Anápolis, o Ti­gre jogou com o plantel totalmente reserva e perdeu por 2 a 0.

Para a partida, o técnico Márcio Azevedo não terá o meia Lusmar e o volante Wagner, que seguem no departamento médico do clu­be – ambos já são desfalques há alguns jogos. Com isso, a Apare­cidense terá força máxima em re­lação à reta final da primeira fase. O meia-atacante Uederson volta neste jogo, após cumprir suspen­são contra o Itumbiara, enquan­to o lateral-esquerdo Hélder, um dos destaques do elenco, se recu­perou de lesão e está à disposição.

“Estamos prontos. Desde o início da pré-temporada tínhamos o de­sejo de chegar mais uma vez na se­mifinal do Goiano. O jogo contra o Vila Nova é grande e precisamos es­tar preparados para este momen­to. Já tivemos um confronto contra a equipe deles, conhecemos bem. Não só os jogadores e suas caracte­rísticas, como também conheço o trabalho do técnico Hemerson Ma­ria. Esperamos fazer dois grandes jogos e buscar mais uma vez a fi­nalíssima do estadual, assim como já conseguimos em 2015 contra o Goiás”, decretou o técnico do Ca­maleão, Márcio Azevedo.

Como já é de conhecimento pú­blico, o técnico Hemerson Maria, do Vila Nova, costuma se utilizar da tática de fechar os portões nos últimos treinos antes de confron­tos decisivos – o que é feito desde o Campeonato Brasileiro Série B do ano passado. Para não haver des­vantagens para a Aparecidense, o técnico Márcio Azevedo resolveu adotar a mesma estratégia.

“Na verdade, fechar o portão é uma tática de precaução, são ar­mas para o jogo. Da mesma forma, com certeza, o Hemerson está to­mando as decisões dele para que não vaze informações da equipe que vai começar a partida. Eles têm nos estudado, bem como es­tamos avaliando o time do Vila Nova. Todos estão no foco total. É uma decisão contra o Vila, as­sim como será no domingo para Goiás e Anapolina. O mais impor­tante é o futebol goiano, no obje­tivo de sempre se fortalecer e que o Estado de Goiás esteja cada vez mais preparado para grandes de­cisões”, opinou.

 

Nonato vai em busca de final e quarta artilharia no Goiano

O atacante Nonato, de 38 anos, é natural de Viseu, no Pará, mas se radicou aqui desde que vestiu as cores do Goiás, em 2006. Sai ano, entra ano, sempre há torcedores de Atlético, Goiás e Vila Nova que pedem o experiente centroavan­te, com seu conhecido faro de gol, nos seus clubes. Nesta temporada, Nonato vive o melhor momento na carreira, desde que saiu do Goiané­sia – onde foi artilheiro do Campeo­nato Goiano em três edições segui­das, entre 2014 e 2016.

Artilheiro pelo Bahia no início da década passada, o nome do atacante voltou à tona neste ano após marcar um dos gols que selou a histórica classificação do Cama­leão sobre o Botafogo (RJ) na pri­meira fase da Copa do Brasil. Na atual edição do estadual, Nonato possui nove gols com a camisa da Aparecidense e se encaminha para a quarta artilharia no Goianão.

“O nosso objetivo principal é ga­nhar o jogo, independente se eu fi­zer gol ou não. O importante é sair vencedor neste primeiro confron­to, até porque precisamos sair daqui com alguma vantagem. O segundo jogo no Serra Dourada será muito difícil. Apesar disso, entro sempre com a ideia de fazer gols nos jogos. Se a artilharia vier, é bom para mim e o clube”, avaliou Nonato

 

 

Árbitro: André Luís Castro

Assistentes: Bruno Pires e Márcio Soares

Horário: 16h

Local: Estádio Anníbal Batista de Toledo, Aparecida de Goiânia (GO)

Preço dos ingressos: R$ 50

 


Ignorando derrota na primeira fase, Vila crê em jogo diferente

 

João Paulo Dias

 

Depois de 15 rodadas de fase classificatória, começa hoje o ma­ta-mata do Campeonato Goiano. Das 10 equipes que iniciaram o torneio, apenas quatro se classifi­caram para a fase decisiva. O Vila Nova somou a segunda melhor campanha e vai enfrentar nas se­mifinais a Aparecidense, que fi­cou em terceiro. Serão dois con­frontos e o primeiro ocorre em Aparecida de Goiânia, no Está­dio Anníbal Batista de Toledo, logo mais às 16 horas.

Não chega a ser uma novida­de Vila Nova e Aparecidense se enfrentarem em partidas deci­sivas no estadual. As equipes fo­ram adversárias na semifinal do ano passado. Na ocasião o Tigre levou a melhor, venceu no Serra Dourada por 2 a 1 e depois asse­gurou o empate na casa do ad­versário, em 2 a 2.

O retrospecto entre as duas equipes é bastante equilibrado. São nove vitórias do Tigre contra oito triunfos do Camaleão, além de cinco empates. Esse ano a Apareci­dense já se mostrou problemática para o colorado, quando quebrou a invencibilidade do Vila na tem­porada, que durou por 13 jogos.

Para o técnico Hemerson Maria, o episódio já foi su­perado e não vai interferir nos confrontos de semifi­nal. “Naquele jogo nós entra­mos muito desconcentrados, e esse foi o ponto decisivo da parti­da. Já a Aparecidense estava mui­to atenta, soube nos marcar bem e foi muito eficiente. Só que ago­ra a história é diferente, será ou­tro jogo. Acredito que meu time conseguiu absorver bem aquele momento. Fizemos uma boa se­mana de trabalho e meu grupo está muito motivado para iniciar essa série já com uma vitória”, des­tacou o comandante vilanovense.

Falando a respeito da prepara­ção para o duelo, Hemerson Ma­ria teve problemas para montar seu time, já que dois titulares se­guem afastados por lesão. O za­gueiro Brunão teve uma entor­se de joelho e pode ficar fora por pelo menos seis meses. Já o cen­troavante Ramon, com uma lesão muscular, deve ficar longe dos gra­mados por cerca de 40 dias.

O lado positivo é que os cinco titulares que cumpriram suspen­são diante do Anápolis voltam à equipe: o goleiro Mateus Pasina­to, o lateral Maguinho, o zaguei­ro Diego Giaretta, o volante Geo­vane e o atacante Keké.

 

Maguinho completa 100 jogos com a camisa do Vila Nova

O duelo de semifinal contra a Aparecidense marca um capítu­lo importante na carreira de um jogador em especial. Maguinho completa hoje 100 jogos com a camisa do Vila. Atleta polivalen­te, o jogador chegou ao Tigre em 2016 como volante, se transfor­mou em lateral-direito e se fir­mou como dono da posição.

O jogador é peça fundamental no esquema de Hemerson Ma­ria. Sua velocidade e força física fazem com que o técnico algu­mas vezes o escale até como pon­ta direita. O atleta, que já marcou dois gols esse ano, falou sobre a marca dos 100 jogos.

“Essa marca representa muito para mim. Não é fácil vestir essa camisa, é preciso trabalhar mui­to. Eu cheguei aqui no Vila Nova em um momento turbulento e, aos poucos, fui conquistando meu espaço e hoje estou muito feliz. Ainda não conquistamos tí­tulos, mas vi o clube crescer mui­to. E agora acredito que está na hora certa, espero comemorar essa marca importante minha com um título para o Vila esse ano”, disse o jogador.

 

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