Divisão entre DEM e PSDB é “equívoco político”, diz Freire
Redação DM
Publicado em 18 de março de 2018 às 03:34 | Atualizado há 8 anos
A divisão entre DEM e PSDB é ruim para partidos de centro-direita durante o processo eleitoral de 2018. A avaliação é do presidente nacional do PPS que esteve em Goiânia, ontem, para participar de atividade da legenda. Ele defende união desses grupos para enfrentar o que chamou de perigosa alternativa: Bolsonaro e o PT de Lula, mesmo não acreditando que ele não será candidato, por conta da ficha limpa.
Para Roberto Freire, a divisão entre DEM e PSDB é um “equívoco político”. Ele afirmou que o ideal para este grupo era a união. Ele entende que se as duas legendas já estivessem caminhando juntas, o cenário político poderia estar um pouco mais definido, facilitando as articulações para o processo eleitoral. Freire disse que se ocorre uma aliança entre as duas legendas, provavelmente o PPS estaria junto.
O presidente nacional do PPS entende que os partidos de centro-direita precisam se unir para não permitir o avanço da alternativa reacionista que é a pré-candidatura do deputado Jair Bolsonaro e do PT, mesmo Lula não sendo candidato como ele acredita. Para Freire, as duas bandeiras são antidemocráticas, pois uma é defensora da ditadura militar no Brasil e outra em países como a Venezuela, dirigida por Nicolás Maduro. “Acho que se ficarem divididos é um equívoco político, dividir uma parte significativa do centro democrático é fundamental para impedir que você tenha uma alternativa que não devendo menosprezar, mas que é um desastre, que é antidemocrática e não tem nada a dizer ao país, salvo a dizer um grau de indignação, muito da raiva que a sociedade tem, que é o caso do Bolsonaro. Por outro lado, o PT com sinal trocado não tem compromisso democrático. Se um apoia ditaduras de regime militar no Brasil, no caso Bolsonaro, o PT apoia na Venezuela, e isso não é bom. Estamos saindo dessa crise porque vivemos numa democracia”, declarou.
Para Freire a pré-campanha já está atrasada, tudo por conta da crise política que o país ainda vive, e por obstáculos na economia que ainda não foram superados na totalidade. Ele acredita que o momento é de transição, mesmo o atual governo apresentando uma série de fragilidades.
ATUAL GOVERNO
Sobre o governo do presidente Michel Temer (MDB), Roberto Freire afirmou que embora haja uma melhora nos índices econômicos, a aceitação da gestão federal junto à população brasileira ainda é baixa. Questionado sobre a possibilidade de uma eventual candidatura do grupo político do presidente, Freire disse que isso será possível apenas se a economia se recuperar na plenitude e o governo conseguir dar respostas efetivas na segurança pública no Rio de Janeiro
MARCOS ABRÃO
O deputado federal Marcos Abrão foi reconduzido, ontem, à presidência do PPS Goiás durante o Congresso Estadual da legenda neste. De acordo com o parlamentar, “o partido se consolidou no estado com bandeiras importantes como a luta por moradia digna e justiça social. Eu tenho orgulho de estar aqui com as nossas lideranças e de poder dizer que em Goiás o PPS não é um partido de gabinete, mas de base, de luta e de contato com a população goiana”.
O encontro reuniu prefeitos, vereadores, deputados e lideranças de todas as regiões de Goiás na Assembleia Legislativa. “A nossa forma de fazer política é com seriedade, com compromisso e com o olhar voltado a quem mais precisa. Isso foi fundamental para o fortalecimento e expansão do PPS no estado”, afirmou Marcos Abrão. Além do diretório estadual, a sigla elegeu também delegados que participarão da convenção nacional do PPS para discutir a posição da legenda na disputa presidencial deste ano.
O vice-governador José Eliton também esteve presente no evento e ressaltou o trabalho de Marcos Abrão. “Se o estado de Goiás tem hoje a melhor política pública habitacional do país devemos isso ao talento, à sensibilidade e ao trabalho de Marcos Abrão. Eu venho agradecer, em reconhecimento à importância do partido em nosso estado, e dizer que vamos caminhar juntos no processo eleitoral de 2018 para fazer Goiás avançar”