Entretenimento

Espetáculo goiano destaca a força da cultura afro-brasileira

Redação DM

Publicado em 16 de março de 2018 às 21:35 | Atualizado há 8 anos

Dá licença aê! Dá licença! A ca­poeira, tão forte no Centro-Oes­te, agora vem para cena com o espetáculo infanto juvenil “La­dainha”, uma realização do Nú­cleo Coletivo 22 a partir do proje­to de pesquisa do diretor de arte Valmir Sérgio, estreia em Goiâ­nia dia 17 e 22 de março e Apa­recida de Goiânia em abril, com todas as apresentações gratuitas.

Com texto e direção da mu­lher negra, professora da UFG, pesquisadora, artista e capoei­rista, Renata Lima, o espetáculo convida o público a mergulhar em uma história de reencontro com a ancestralidade afro-bra­sileira. O trabalho tem a impor­tante participação da bonequei­ra Izabela Nascente que, além de produzir os bonecos utiliza­dos no espetáculo, orientou o tra­balho de manipulação do ator e atriz em cena e conta com a pro­dução geral de Lorena Fonte.

Dia 17 de março será a estreia em Goiânia, às 18h, no DCE da UFG, no Setor Universitário, local de treino do grupo de capoeira Fundação Internacional de Ca­poeira Angola- Fica/GO. Já dia 22 de março, às 19h, a apresenta­ção será no espaço Águas de Me­nino, localizado no Residencial Antônio Barbosa, na região norte de Goiânia. Este último também abriga uma ação do Centro de Ca­poeira Ang oleiro Sim Sinhô com uma proposta de prática e vivên­cia de capoeira angola a partir de uma perspectiva de educação de fundo de quintal.

Entre gingas e mandingas en­volvendo atriz, ator e público, a peça dá visibilidade à cultura, à mulher e ao homem negro, trazendo personagens impor­tantes da história do Brasil, que podem ainda hoje não ser repre­sentados nos nossos livros didá­ticos, mas no espetáculo “Lada­inha” eles são fundamentais: os baianos Maria Felipa de Olivei­ra, considerada uma heroína da luta pela independência da Ba-hia, e Samuel Querido de Deus, capoeirista eternizado por Jor­ge Amado.

O trabalho parte da experiên­cia de Renata Lima com a capoei­ragem e as músicas utilizadas no trabalho foram retiradas do can­cioneiro da capoeira angola e conta ainda com ladainhas, can­to tradicional da capoeira, auto­rais produzidas por Gabriela Ba­languer e Leandro Medina.

Nesse sentido o projeto traz a potência da cultura popular para dialogar, no contexto urbano, com pessoas que historicamen­te são marginalizadas do aces­so a bens culturais, mostrando a capoeira como resistência, e ex­pressão da força da cultura negra.

SINOPSE

Jovens aprendizes de capoeira se preparam para um Festival de Ladainhas, canto tradicional da ca­poeira, que Mestre João está orga­nizando. Gingadinha e Faísca con­tam com a ajuda de Maria Felipa de Oliveira, personagem lendária da luta pela independência da Ba-hia, que lhes apresenta a história do famoso capoeirista Samuel Queri­do de Deus. Entre gingas e mandin­gas, atriz, ator, e bonecos inventam uma “nova ladainha”.

 

SERVIÇO:

 

“Ladainha”

Gênero: Teatro Infanto Juvenil

Ingressos: entrada franca

Classificação indicativa: Livre para todas as idades

APRESENTAÇÕES

Goiânia

“Ladainha”

Dia: 17 de março, sábado

Horário: 18h

Local: Fica – GO (Rua 226, Qd. 71, Lt. 23, Setor Universitário – DCE UFG)

“Ladainha”

Dia: 22 de março, quinta-feira

Horário: 19h

Local: Águas de Meninos – Rua Negrinho Barbosa, Qd. 08, Lt. 27, Residencial Antônio Barbosa, às 19h

APRESENTAÇÕES

Aparecida de Goiânia

“Ladainha”

Dia: 13 de abril, sexta-feira

Horário: 15h30

Local: Escola Municipal de Educação Integral Wilsonina de Fátima Silva Batista

“Ladainha”

Dia: 20 de abril, sexta-feira

Horário: 19h

Local: Céu das Artes e Esporte Unificados – Cidade Vera Cruz – Praça Orlando Alves Carneiro

 

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