Política

Banco Mundial reforça Collor rumo ao Planalto

Redação DM

Publicado em 15 de março de 2018 às 02:02 | Atualizado há 8 anos

Ao que tudo indica, a candida­tura de Fernando Collor de Mello para presidente da República é pra valer e poderá balançar o Brasil no­vamente. De acordo com o cientista político Juvenil Coelho, na pesquisa realizada pelo Instituto de Pesqui­sas Phoenix, mostra claro que o ex­-presidente Collor começa a crescer de forma constante nos últimos 20 dias no Nordeste e na Região Cen­tro-Oeste, principalmente em Goiás e Brasília. “A pesquisa nacional do Instituto Phoenix, registrada no TSE com o número BR- 00610/2018, que será publicada em primeira mão pelo jornal Diário da Manhã na ter­ça-feira, indica crescimento cons­tante do ex-presidente Fernando Collor na Região Nordeste, onde avança sobre a candidatura de Ciro Gomes. Em Goiás e Brasília, ele co­meça a conquistar espaços impor­tantes do líder nas pesquisas, Jair Bolsonaro. Em Goiás, o crescimen­to se dá no interior do estado, inclu­sive nas regiões do nordeste goiano e a região metropolitana de Brasí­lia. Na capital da República, Collor se destaca entre os presidenciáveis na cidade de Samambaia e Paranoá.

Não é à toa que hoje, 15/3, por volta das 14 horas, o ex-presiden­te Collor estará na tribuna do Se­nado falando sobre o documento Emprego e Crescimento, elabora­do pelo Banco Mundial, o qual diz, por meio de letras garrafais, que no início dos anos 90 os pobres foram mais beneficiados no Brasil que os ricos. O ex-presidente deve defen­der de forma categórica a sua luta nos seus dois anos e meio como presidente da República, a favor da abertura de mercado, e ressaltar que no seu entendimento o Estado não deve ser visto como produtor, mas como promotor de bem-estar coletivo. Collor deve tecer comen­tários ainda no seu discurso sobre pontos-chaves do relatório do Ban­co Mundial que tiveram solução em seu governo, tais como: a revo­gação de 100 mil normas desneces­sárias, feitas por meio da redução drástica da burocracia no governo e a inserção do governo brasilei­ro e do empresariado no mercado internacional. Ao final ele deverá pontuar sobre a questão educacio­nal, especialmente no que diz res­peito à qualificação e capacitação profissional, que na falta destes, se­gundo o Banco Mundial, impedem o desenvolvimento no Brasil. Nes­te sentido, o ex-presidente deverá afirmar que já tinha identificado o fato, por meio de seu trabalho nos dois mandatos como presidente da Comissão de Serviços de Infraes­trutura no Senado Federal.

Hoje, como presidente da Co­missão das Relações Exteriores, bem relacionado com os coman­dantes da economia nos quatro cantos do mundo, o alagoano pa­rece não se preocupar em ser can­didato novamente por uma legen­da nanica, o PTC, presidida pelo mesmo Daniel Tourinho, que pre­sidiu o PRN quando Collor se ele­geu presidente aos 40 anos de ida­de. Ele tem a seu favor líderes de diversos partidos, que almejam co­ligação com vistas à disputa presi­dencial. Destacamos nesta maté­ria o PRB de Edir Macedo, já meio comprometido com o presidenciá­vel Álvaro Dias. Trata-se de um de­poimento do ex-vice-ministro da Pesca, Brigadeiro Átila Maia, pré­-candidato ao Senado pelo PRB de Brasília. Entrevistado pela reporta­gem, Maia disse o seguinte: “Gosto muito do Bolsonaro e tenho bom relacionamento com ele, como te­nho também com Fernando Collor. Acredito que os dois podem dispu­tar o segundo turno. Com o Brasil neste momento de crise, nós não podemos experimentar mais nada no mundo da política e gestão pú­blica. É preciso ceder espaços para aqueles que já demonstraram efi­ciência na gestão. De todos os pre­sidentes civis, nenhum deles rea­lizou tanto quanto o Collor. Antes dele, nós andávamos de carroças e agora temos automóveis de pa­drão internacional, como também telefonia celular de qualidade. Tudo começou com ele! Além disso, Col­lor mexeu com eficiência na libera­ção de importação de alimentos, a inclusão dos cartões de crédito bra­sileiro no mundo, entre outros feitos importantes”, declarou. Questiona­mos o brigadeiro sobre a poupança confiscada por Collor e ele respon­deu: “Aquele ato histórico e cora­joso de Fernando Collor reiniciou a economia brasileira, permitin­do assim as condições necessárias para a implantação efetiva do Plano Real. Finalizo dizendo o seguinte: Para avaliar candidatos, não escu­te, apenas, seus discursos! Procu­re identificar o que já fizeram para ajudar nas conquistas alheias. Afi­nal, é para isso que pretendem ser eleitos”, concluiu Átila Maia.

Como se vê, a pré-candidatura de Collor está movimentando diver­sos partidos, religiosos e de todos os segmentos e divide os militares de baixas e altas patentes que, a priori, estavam fechados com Bolsonaro.

 


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia