Política

João Gomes não crê que PP vá aliar-se ao DEM ou MDB

Redação DM

Publicado em 13 de fevereiro de 2018 às 01:39 | Atualizado há 8 anos

Ex-prefeito de Anápolis, João Go­mes trocou o PT pelo PP (Progres­sistas) logo após deixar o cargo, em 2017, e migrou para a base do gover­nador Marconi Perillo (PSDB), de olho na disputa por vaga à Assem­bleia Legislativa. “Desde 1998, te­nho boa convivência pessoal e po­lítica com Marconi Perillo”, lembra.

Em entrevista à rádio 730/AM, João Gomes disse que espera que a base aliada lance o senador Wil­der Morais (presidente estadual do PP) como candidato ao Sena­do, como companheiro de chapa de Marconi Perillo. “Vejo com na­turalidade a candidatura de Wilder Morais ao Senado pelo trabalho que realiza no parlamento e jun­to às lideranças políticas de Goiás”.

O ex-prefeito anapolino ressaltou que não vê conversações internas no PP para uma reviravolta política, ou seja, a troca de apoio ao PSDB do vi­ce-governador José Eliton pelo DEM de Ronaldo Caiado ou pelo MDB de Daniel Vilela na disputa pelo gover­no de Goiás. “Essa é uma discussão de partido, que eu confesso que nós não fizemos ainda. Essa possibilida­de (saída do PP da base) ainda não foi posta na mesa. É muito difícil pensar o PP fora da base, por isso estamos trabalhando para que a vaga de se­nador seja de Wilder Moraes”, frisou.

DERROTA DO PT

Ao relembrar o revés nas ur­nas, João Gomes disse que além do desgaste petista em nível na­cional, questões internas relacio­nadas ao também ex-prefeito An­tônio Gomide (PT) contribuíram para o fracasso do projeto de ree­leição, em Anápolis, em 2016. “A candidatura do Gomide (verea­dor), que seria nosso grande cabo eleitoral, quando ele dividiu essa coordenação com a sua própria candidatura, perdeu um pouco o foco. Não estou culpando o Go­mide, mas isso também contri­buiu. Se ele tivesse focado somen­te na nossa reeleição teria sido mais produtivo”, destaca.

Ainda de acordo com João Go­mes, o deputado federal Rubens Otoni (PT), um dos líderes petistas em Goiás, foi contra a candidatu­ra de Antônio Gomide a vereador. “Se o Gomide foi candidato a verea­dor, de alguma forma também nós concordamos. Na época, o Rubens Otoni foi contra (a candidatura de Antônio Gomide a vereador). O Ru­bens Otoni tem uma visão de gru­po, de partido. Um nome como o do Gomide para vereador ia causar ciúmes mesmo”, ressalta.

Em 2016, João Gomes deixou o PT para se filiar ao PP, partido base do go­verno. Ele adianta que não sairia do PT se tivesse vencido a eleição. “Eu estaria lá até hoje. Eu poderia ter saí­do para ganhar a eleição, na avaliação da maioria, se eu saio talvez eu tivesse o apoio da base do governo em Aná­polis. Eu não aceitei isso. Por que eu sairia se tivesse ganho a eleição? De­pois da eleição, o espaço dentro do PT ficou diminuído”, justifica.

 

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