Entretenimento

24 de janeiro na História

Redação DM

Publicado em 23 de janeiro de 2018 às 23:15 | Atualizado há 1 ano

ACONTECIMENTOS HISTÓRICOS:

41 — Imperador romano Ca­lígula, conhecido por sua excen­tricidade e despotismo sádico, é assassinado por seus insatisfei­tos guardas pretorianos. A guar­da então proclama o tio de Calí­gula, Cláudio, como Imperador.

1438 — Concílio de Basileia sus­pende o Papa Eugênio IV.

1835 — Escravos em Salvador, Brasil, iniciam uma revolta, que é fundamental para acabar com a escravidão no país 50 anos mais tarde.–A Revolta dos Malês foi um levante de escravos na cida­de de Salvador, capital da Bah­ia, que aconteceu na noite de 24 para 25 de janeiro de 1835. Foi a revolta de maior importância do estado. O movimento ganhou este nome devido aos negros de ori­gem islâmica que organizaram o levante. O termo “malê” tem ori­gem na palavra imalê, que significa “muçulmano” no idioma Iorubá. [1] Apenas negros africanos par­ticiparam da revolta, que contou com cerca de 600 homens. Os nas­cidos no Brasil, chamados criou­los, não cooperaram. Os escravos que lutaram na revolta eram em sua maioria muçulmanos falantes da língua iorubá, também conhe­cidos como nagôsna Bahia. Outros grupos étnicos, como os haussás tiveram participação na batalha também, mas contribuindo com um número menos significativo de pessoas. Os nagôs tinham o costume de registrar grande par­te dos acontecimentos, e as ano­tações encontradas viraram docu­mentos para entender os motivos e circunstâncias do levante. Tendo como religião o Islã, eles liam e es­creviam em árabe. A revolta esta­va planejada para acontecer logo pela manhã do dia 25, porque era nessa parte do dia que a maioria da população da época ia para a Igreja do Nosso Senhor do Bon­fim, esvaziando o centro da cida­de. Em termos gerais, a ideia ini­cial era começar o levante quando os escravos saíssem para pegar água das fontes públicas, fican­do mais fácil reunir parte dos en­volvidos. Depois, quando a revol­ta tivesse início, surgiriam vários incêndios em diversos pontos da cidade para distrair a atenção da polícia. No entanto, a revolta não saiu como o planejado. O levante foi denunciado na noite anterior e as autoridades se prepararam para impedir o ataque. O episó­dio principal da revolta e, que de­sencadeia o fim da mesma, acon­teceu quando oficiais chegaram na região da Ladeira da Praça, onde um dos grupos dos rebeldes es­tava reunido. Ao tentar entrar em uma casa da região, cerca de 60 homens negros africanos saíram da residência às pressas e impro­visaram um ataque. Uma batalha se desenrolou no local e os rebel­des seguiram para Câmara Muni­cipal, que fica no mesmo lugar até hoje em Salvador. No subsolo do órgão do governo havia uma pri­são onde um dos líderes dos malês, Pacifico Licutan, que em muçul­mano era conhecido como Bilal, estava detido. Ele era parte do pa­gamento de uma dívida que seu se­nhor tinha. Os bens, que incluía o líder, foram confiscados para lei­lão. Porém, o ataque para resgatá­-lo não deu certo e o grupo rebel­de foi surpreendido pelos oficiais do governo.

1859 — Principados Unidos da Valáquia e Moldávia (mais tarde denominado Principado da Romê­nia) formaram-se como uma união pessoal sob o governo de Alexan­dre João Cuza.

1862 — Bucareste é proclama­da a capital da Romênia.

1918 — Calendário gregoriano é introduzido na Rússia por de­creto do Conselho do Comissa­riado do Povo.

1939 — Sismo mais mortal na história chilena atinge Chillán, matando cerca de 28 mil pessoas.– O sismo de Chillán de 1939 foi um sismo que sacudiu Chillán e todas as cidades circunvizinhas, em 24 de janeiro de 1939, com uma in­tensidade registrada de 7,8 na es­cala de Richter. Ostenta o recorde de maior quantidade de mortos em um sismo na história do Chi­le, com cerca de 30.000 vítimas.

1943 — Segunda Guerra Mun­dial: Franklin D. Roosevelt e Wins­ton Churchill encerram a Confe­rência de Casablanca.

1946 — Assembleia Geral das Nações Unidas aprova sua primei­ra resolução para a criação do Co­mitê de Energia Atômica das Na­ções Unidas.

1977 — Matança de Atocha ocor­re em Madri durante a transição espanhola para a democracia.

1984 — Apple Computer lança nos Estados Unidos o computador pessoal Macintosh.–Macintosh, ou Mac, é o nome dos computadores pessoais fabricados e comercializa­dos pela empresa Apple Inc. desde janeiro de 1984. O nome deriva de McIntosh, um tipo de maçã apre­ciado por Jef Raskin. O Apple Ma­cintosh foi o primeiro computador pessoal a popularizar a interface gráfica, na época um desenvolvi­mento revolucionário. Ele é mui­to utilizado para o tratamento de vídeo, imagem e som. Os primei­ros modelos foram construídos em torno dos microprocessado­res da família 68000 da Motorola. Com o surgimento de arquiteturas mais poderosas, a partir de 1994 foi empregada a família de processa­dores PowerPC da IBMe Motoro­la. Em 2006, uma nova transição ocorreu, com a adoção de pro­cessadores Intel, da família Core.

1990 — Japão lança Hiten, a pri­meira sonda lunar do país, a pri­meira sonda lunar robótica desde o lançamento da soviética Luna 24 em 1976 e a primeira sonda lu­nar lançada por um país diferen­te da União Soviética ou dos Esta­dos Unidos.

2009 — Ciclone Klaus passa pró­ximo a Bordéus, na França, cau­sando 26 mortes, além de grandes interrupções nos transportes pú­blicos e fontes de energia elétrica.

2011 — Atentado no Aeropor­to Internacional Domodedovo, em Moscovo, capital da Rússia, deixa 35 mortos e 180 feridos.

 

 

 

NASCIMENTOS:

 

1670 — William Congreve, poe­ta e dramaturgo inglês (m. 1729).– William Congreve, poeta e drama­turgo neoclássico inglês. Estudou em Kilkenny e no Trinity College de Dublin, exercendo depois a ad­vocacia em Londres. Protegido do Lorde Halifax, que conseguiu-lhe diversos empregos lucrativos, pôde dedicar-se às letras. Autor de co­médias de costumes espirituosas, cínicas e freqëntemente licencio­sas, é considerado o mais célebre dramaturgo da época da Restaura­ção. Entre seus mais importantes trabalhos estão The Double Dealer, de 1694 e sua obra-prima the Way of the World, de 1700.

1679 — Christian Wolff, filó­sofo alemão (m. 1754).–Chris­tian Wolff foi um filósofo alemão. Depois de receber um título no­biliárquico passou a chamar-se Christian Freiherr von Wolff. Tra­balhou na Universidade de Hal­le (sede do pietismo). Christian Wolff foi o mais importante fi­lósofo alemão entre Leibniz e Kant. Popularizou o deísmo, Lei­bniz e glorificou Confúcio. Pelo seu intelectualismo, insistiu na ideia de que tudo pode ser pro­vado, inclusive Deus e a imorta­lidade. Os pietistas opuseram­-se fortemente às suas teorias e isto acabou levando Von Wolf a ser banido de Halle an der Saale em 1723. Após esse incidente, o filósofo trabalhou um período na Universidade de Marburgo, vol­tando para Halle após esta tor­nar-se racionalista. Wolff é con­siderado o criador do alemão como língua da instrução e da pesquisa acadêmica, embora igualmente escrevesse em latim para que a sua obra pudesse ser lida por pessoas de outros paí­ses, como de fato o foi. Foi um dos fundadores da economia e da administração, entre outros campos do saber, como disci­plina acadêmica; concentrou­-se especialmente nestas áreas do saber, dando inclusive con­selhos práticos para governos, e afirmando a natureza profis­sional e universal da educação. Afirma-se que seu trabalho teve forte influência na declaração de independência americana. Wolff começou sua obra escrevendo o Elementa Matheseos Universae em 5 volumes que passou por nove edições entre 1713 e 1742; também escreveu, em 1717, o Anfangsgründe der aller Mathe­matischen Wissenschaften(Prin­cípios básicos de toda a ciência matemática) Wolff manteve cor­respondência regular com Leib­niz durante o período de 1704 a 1716 e sua extensa obra filosófi­ca foi muito influenciada por ele. Foi conselheiro científico de Pe­dro, o Grande, de 1716 a 1725, o qual ajudou a fundar a Academia de Ciências de São Petersburgo, na Rússia. Tornou-se reitor da Universidade de Halle, de onde tinha sido expulso, em 1741, a pedido do rei da Prússia e ali fi­cou até 1754, ano da sua morte.

1732 — Beaumarchais, autor de teatro francês (m. 1799).

1917 — Ernest Borgnine, ator norte-americano (m. 2012).

1933 — Nico Fidenco, cantor e compositor italiano.

1940 — Paulo Diniz, cantor e compositor brasileiro.

1943–Sharon Tate, atriz es­tadunidense (m. 1969).–Sha­ron Marie Tate Polanski foi uma atriz e modelo norte-americana e uma das mulheres mais boni­tas do cinema da década de 1960. Morreu de maneira trágica, bru­talmente assassinada, aos oito meses de gravidez, pelas mãos da notória Família Manson, seita de jovens seguidores de Charles Manson. Considerada uma das melhores promessas do cinema e sex symbol de Hollywood, na época de sua morte, aos 26 anos, já era conhecida mundialmen­te, estava casada com o diretor polonês Roman Polanski, havia participado de sete filmes, tra­balhado como modelo para co­merciais e revistas de moda e ti­nha sido indicada para o Globo de Ouro pelo filme O Vale das Bonecas, de 1967. Uma década após seu assassinato, sua mãe, Doris Tate, em resposta a um crescente status cult que envol­via seus assassinos e temerosa de que eles pudessem conseguir liberdade condicional–apesar de condenados à prisão perpé­tua–organizou uma campanha pública contra o que ela con­siderava deficiências no siste­ma correcional da Califórnia. A campanha resultou em emendas criadas na lei criminal do esta­do, que passou a permitir a víti­mas de crimes e seus familiares a participação com depoimen­tos durante o julgamento ou pe­didos de liberdade condicional de criminosos condenados. Ela foi a primeira pessoa nos Esta­dos Unidos a ter o direito de se expressar em audiência oficial após a aprovação da nova lei, o que fez durante a audiência do pedido de liberdade condicio­nal de um dos assassinos de sua filha, Tex Watson. Ela acredita­va que a mudança na lei tinha dado a Sharon Tate a dignidade que lhe havia sido retirada por seus assassinos e que por isso ela agora era capaz de transfor­mar o legado de Sharon de víti­ma de assassinato em símbolo de vítimas de crimes de morte.

1966 — Julie Dreyfus, atriz francesa.

1967 — John Myung, baixista norte-americano.

 

MORTES:

41 — Calígula, imperador roma­no (n. 12).

1784 — Santa Rita Durão, poeta brasileiro (n. 1722).

1874–José Joaquim da Veiga Vale, escultorbrasileiro(n. 1806).–JoséJoa­quim da Veiga Valle (Arraial da Meia Ponte, atual Pirenópolis, 9 de setem­bro de 1806 – Goiás, 24 de janeirode 1874), em geral conhecido simples­mente por Veiga Valle, foi um artista escultor e dourador em Goiás, no Bra­sil. Suaformaçãoartísticaépoucoco­nhecida e supõe-se que seja autodi­data. NascidoemMeiaPonte, exerceu vários cargos públicos, como verea­dor, juiz municipal e major da Guar­da Nacional, até mudar-se para a ci­dade de Goiás em 1841, mesmo ano em que se casou com Joaquina Por­firia Jardim (filha do então governa­dor).[1] Lá, trabalhou na douração dos altares da igreja matriz, passan­do a trabalhar depois com a escultu­radeimagenssacras, atendendoavá­rias igrejas e irmandades de Goiás.[2] Entre seus filhos, pelo menos um foi também escultor, Henrique da Veiga Vale, quetrabalhounacidadedeGoiás eposteriormenteemCuiabá. Suaobra começa a ser estudada a partir da dé­cada de 1940, quando são feitas cata­logações de sua obra, além de expo­sições, como a no Museu de Arte de SãoPaulo. Veiga Valleesculpiaimagens em geral usando o cedro, sua espécie preferidademadeiraparaaescultura. [3] Pela época em que viveu, seria de sesuporquesuasesculturasapresen­tassem estilo neoclássico, o que não aconteceuprovavelmentepeloisola­mento da província de Goiás naque­la época, o que fez com que o barro­coperdurasseporbastantetempo.[4] Parte de sua obra está hoje no Museu da Boa Morte

1874–Adam Black, editor britâni­co (n. 1784).

1920— AmedeoModigliani, pintor e escultor italiano (n. 1884).

1965— WinstonChurchill, estadis­ta, militar, escritorepolíticobritânico (n. 1874).–WinstonLeonardSpencer­-Churchillfoiumpolíticoconservador eestadistabritânico, famosoprincipal­menteporsuaatuaçãocomoprimei­ro-ministrodoReinoUnidodurantea Segunda Guerra Mundial. Ele foi pri­meiro-ministrobritânicoporduasve­zes (1940-45 e 1951-55). Orador e es­tadista notável, ele também foi oficial no Exército Britânico, historiador, es­critor e artista. Ele é o único primei­ro-ministro britânico a ter recebido o Prêmio Nobel de Literatura e a cida­daniahonoráriadosEstadosUnidos.

1975— LarryFine, comediantenor­te-americano (n. 1902).

1983 — George Cukor, cineastaes­tado-unidense (n. 1899).

1986 — L. Ron Hubbard, escritor norte-americano (n. 1911).

1989 — Ted Bundy, assassino em sé­rie norte-americano (n. 1946).

2003–Sabotage, rapper brasileiro (n. 1973).–MauroMateusdosSantos maisconhecidopeloseunomeartísti­coSabotage, foiumcantor, composi­tor, rappereatorbrasileiro. Mauro, pai de 3 filhos, nasceu na Zona Sul de São Paulo, onde, depois de ter sido assal­tante e gerente de tráfico, encontrou a saída no rap, entrando na música e percebendo o seu verdadeiro dom. A origem do apelido Sabotage deu-se por estar sempre conseguindo bur­lar as leis com tremendo êxito, como entrar em bailes, festas e boates sem permissões, e saindo ileso de inúme­ras confusões. Considerado uma len­da na Zona Sul, ele inspirou vários ra­ppers, como Rhossi, Pavilhão 9, além de ter ensinado Paulo Miklos como ser umdignomalandro, nofilme “OInva­sor”, de Beto Brant, com quem escre­veuatéumamúsica. Sabotagefezum únicodiscosolo, oRapéCompromis­so!, e participou de vários CDs com o RZO, SP Funk e outros. Em 2016, 13 anosapóssuamorte, oálbumqueleva omesmonomedocantorfoilançado no serviço de streaming Spotify. Nele estãodiversascançõesfeitasnasema­na em que o rapper foi assassinado.

2010 — Leonid Nechayev, diretor de cinema russo (n. 1939).

2015— MariaDellaCosta, atrizbra­sileira (n. 1926).

 

 


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia