Espanha mobiliza 400 policiais e Exército para conter crise migratória em Ceuta com mais de 60 mil imigrantes
Redação Online
Publicado em 31 de julho de 2026 às 16:07 | Atualizado há 52 minutos
Policiais espanhóis utilizam bombas de gás para afastar imigrantes em Ceuta durante crise migratória no norte da África | Foto: RTVE
O governo espanhol disponibilizou 400 policiais da Guarda Nacional e o Exército para lidar com a crise migratória pela qual passa a cidade espanhola de Ceuta, situada no norte da África. Segundo o presidente de Ceuta, Juan Vivas, mais de 60 mil imigrantes chegaram à cidade nos últimos dias, o que representa 70% da população local. Um vídeo captado pela emissora estatal RTVE mostra policiais utilizando bombas de gás para afastar imigrantes nesta sexta-feira (31/07).
O premiê espanhol, Pedro Sánchez, foi a Ceuta nesta sexta-feira (31/07) e afirmou que a situação é uma “violação à integridade do território espanhol”. Sánchez disse que o governo está trabalhando na repatriação dos imigrantes que chegaram de maneira irregular à Espanha. O chefe do Executivo espanhol também afirmou que irá implementar barreira física de contenção no mar para impedir novas travessias.
O governo local estima que 34 pessoas morreram no mar tentando realizar a travessia entre Marrocos e Ceuta. A rota marítima é uma das mais perigosas para imigrantes que buscam entrar na Europa, com alto índice de naufrágios e mortes. A crise migratória em Ceuta ganhou proporções alarmantes nos últimos dias, sobrecarregando os serviços públicos da região.
O governo espanhol reforçou a segurança na fronteira de Ceuta com a presença de militares e policiais da Guarda Nacional. As autoridades tentam conter a entrada massiva de imigrantes enquanto trabalham em acordos com Marrocos para frear os fluxos migratórios. A situação na cidade autônoma espanhola atrai atenção internacional e pressiona o governo de Sánchez a encontrar soluções humanitárias e de segurança.