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23 de janeiro na História

Redação DM

Publicado em 23 de janeiro de 2018 às 00:38 | Atualizado há 1 ano

ACONTECIMENTOS HISTÓRICOS:

393 — Imperador romano Teo­dósio proclama coimperador seu filho de oito anos, Honório.

1368 — Em uma cerimônia de coroação, Zhū Yuánzhāng ascende ao trono da China como impera­dor Hongwu, iniciando o governo da dinastia Ming sobre a China que duraria três séculos.

1556 — Um sismo mais mor­tal da história, o sismo de Shaan­xi, atinge a província de Shaanxi, na China. O número de mortos pode ter sido maior que 830.000.– O sismo de Shaanxi ou sismo do Condado de Hua é o sismo mais mortífero da história recente, no qual morreram aproximadamente 830 000 pessoas. Ocorreu na ma­nhã do 23 de janeiro de 1556, em Shaanxi, na China. Mais de noven­ta e sete condados nas províncias de Shaanxi, Shanxi, Henan, Gan­su, Hebei, Shandong, Hubei, Hu­nan, Jiangsue Anhui foram afeta­das.[1] Uma área de mais de 1300 km² foi destruída e em alguns con­dados morreu 60% da população. Até esse momento, a população vi­via em cavernas artificiais nos pe­nhascos de Loess, que caíram du­rante o desastre.

1570 — Jaime Stewart, 1.º Con­de de Moray é assassinado por arma de fogo, o primeiro registro deste tipo.

1579 — União de Utrecht forma uma república protestante nos Paí­ses Baixos.

1912 — Assinada em Haia a Con­venção Internacional do Ópio.–A Convenção Internacional do Ópio, assinada em Haia em 23 de janeiro de 1912, durante a Primeira Confe­rência Internacional do Ópio, foi o primeiro tratado internacional de controle de drogas. Foi registrada na Liga das Nações em 23 de ja­neiro de 1922. Os Estados Unidos convocaram uma conferência de 13 nações da Comissão Internacio­nal do Ópio, em 1909, em Xangai, China, em resposta às críticas cada vez maiores ao comércio de ópio. O tratado foi assinado por Alema­nha, Estados Unidos, China, Fran­ça, Reino Unido, Itália, Japão, Paí­ses Baixos, Pérsia, Portugal, Rússia e Sião(atual Tailândia). A Convenção previu que “os Poderes contratan­tes envidarão os seus melhores es­forços para controlar, ou para fazer com que sejam controladas, todos os tipos de fabricação, importação, venda, distribuição e exportação de morfina, cocaína e de seus respec­tivos sais…”. A Convenção foi im­plementada em 1915 por Estados Unidos, Países Baixos, China, Hon­duras e Noruega, e entrou em vigor em nível mundial em 1919, quan­do foi incorporada ao Tratado de Versalhes. A revisão da Convenção Internacional do Ópio foi assinada em Genebra, em 19 de fevereiro de 1925, que entrou em vigor em 25 de setembro de 1928 e foi registra­da na Liga das Nações no mesmo dia. O tratado introduziu um siste­ma de controle estatístico super­visionado pelo Conselho Central Permanente do Ópio, um órgão da Liga das Nações. O Egito, com o apoio da China e dos Estados Uni­dos, recomendou que a proibição do haxixe fosse adicionada à Con­venção e um subcomitê propôs o seguinte texto: O uso de cânhamo indiano e a preparação de produ­tos derivados só pode ser autoriza­dos para fins médicos e científicos. A resina crua (charas), no entanto, que é extraída dos exemplares fe­mininos da cannabis sativa, junta­mente com as suas diversas prepa­rações obtidas a partir dela (haxixe, chira, esrar, diamba, etc), as quais não são utilizadas para fins médi­cos e só é usada para fins preju­diciais, da mesma maneira como outros narcóticos, não podem ser produzidas, vendidas, comerciali­zadas, etc, em qualquer hipótese. A Índia e outros países se opuseram a essa linguagem, citando costumes sociais e religiosos e a prevalência do crescimento de plantas de can­nabis selvagem que tornam difícil aplicar tais regras. Assim, esta dis­posição nunca entrou no tratado fi­nal. Um compromisso foi feito para proibir a exportação de cânhamo indiano para países que tenham proibido a sua utilização e exigiu que países importadores emitis­sem certificados para aprovar a importação e afirmar que a trans­ferência era necessária “exclusiva­mente para fins médicos ou cien­tíficos”. Foi também posto como necessário que as partes “exerces­sem um controle efetivo de tal na­tureza a impedir o tráfico interna­cional ilícito do cânhamo indiano e, especialmente, de sua resina.”.

1943 — Segunda Guerra Mun­dial: as forças australianas e ame­ricanas derrotam as unidades ja­ponesas do exército e da marinha na Batalha de Buna-Gona.

1950 — Knesset decide que Jeru­salém é a capital de Israel.

1960 — Batiscafo USS Trieste atinge a profundidade recorde de 10 916 m, no Challenger Deep da Fossa das Marianas.

1963 — Começa oficialmente a Guerra de Independência da Guiné-Bissau, quando os guerri­lheiros do PAIGC atacam o exér­cito português estacionado em Tite.–O Partido Africano da In­dependência da Guiné e Cabo Verde, também conhecido pela sigla PAIGC, foi o movimento que organizou a luta pela inde­pendência da Guiné Portuguesa (Guiné-Bissau) e de Cabo Verde, que eram colónias de Portugal. Após o fim da guerra de inde­pendência, o PAIGC tornou-se um dos grandes partidos políti­cos da Guiné-Bissau.

1997 — Madeleine Albright tor­na-se a primeira mulher a servir como Secretária de Estado dos Estados Unidos

2003 — É detectado pela últi­ma vez um sinal fraco originá­rio da sonda Pioneer 10, mas nenhuma informação usável pode ser extraída.–Pioneer 10, sonda interplanetária norte-a­mericana, foi uma missão inter­planetária desenvolvida a partir do Programa Pioneer, que con­sistiu no desenvolvimento e ges­tão de oito missões interplane­tárias (Pioneer 6, 7, 8, 9, 10, 11, Venus Orbiter e Venus Multipro­be). Também conhecida como Pioneer F, foi desenhada junta­mente com a Pioneer 11 (ou G) para o cumprimento dos objeti­vos definidos no Pioneer Jupiter Mission. As Pioneer 10 e 11 rece­beram em seu corpo principal placas de ouro caracterizando uma mensagem com a imagem humana, caso a Pioneer 10 ou 11 sejam interceptadas por se­res extraterrestres. Devido às ca­racterísticas das órbitas da Terra e de Júpiter, a cada treze meses surge uma janela de lançamen­to que permite uma viagem in­terplanetária mais económica em termos energéticos (menos carburante e como tal, menos peso), foi definido que se iriam construir duas sondas idênticas a serem lançadas com um inter­valo de treze meses. A primeira (a Pioneer 10) a ser lançada em 1972 e a segunda (a Pioneer 11) a ser lançada em 1973. O progra­ma foi aprovado em Fevereiro de 1969 definindo, a partida, três grandes objetivos para a missão:

Explorar o meio interplanetá­rio para além da órbita de Marte;

Investigar a cintura de asteroides e verificar os perigos que esta re­presenta para as sondas nas mis­sões para além da órbita de Marte, e

Explorar o sistema de Júpiter.

 NASCIMENTOS:

1689 — Joseph Ames, bibliógra­fo e antiquário britânico (m. 1759).

1752 — Muzio Clementi, músico italiano (m. 1832).

1783 — Stendhal, escritor fran­cês (m. 1842).

1786 — Auguste de Montferrand, arquiteto francês (m. 1858).

1813 — Camilla Collett, escritora e feminista norueguesa (m. 1895).–Ela foi uma escritora norueguesa, geral­mente descrita como a primeira no­rueguesa feminista. Era a irmã mais nova do poeta Henrik Wergeland, e é reconhecida como das primeiras autoras a contribuir para o realismo na literatura norueguesa.

1816 — Samuel Allport, petrolo­gista britânico (m. 1897).

1832 — Édouard Manet, pintor francês (m. 1883).–Édouard Manet foi um pintor e artista gráfico fran­cês e uma das figuras mais impor­tantes da arte do século XIX, con­siderado por estudiosos de artes plásticas como um dos mais impor­tantes representantes do impressio­nismo francês, embora muitas de suas obras possuam fortes carac­terísticas do realismo. Prefere os jo­gos de luz e de sombra, restituindo ao nu a sua crueza e a sua verdade, muito diferente dos nus adocicados da época. O trabalhado das texturas é apenas sugerido, as formas, simplifi­cadas. Os temas deixaram de ser im­pessoais ou alegóricos, passando a traduzir a vida da época, e, em cer­tos quadros, seguiam a estética na­turalista de Zola e Maupassant. Ma­net era criticado não apenas pelos temas, mas também por sua técni­ca, que escapava às convenções aca­dêmicas. Frequentemente inspirado pelos mestres clássicos e em parti­cular pelos espanhóis do Século de Ouro, Manet influenciou, entretan­to, certos precursores do impressio­nismo, em virtude da pureza de sua abordagem. A esta sua liberação das associações literárias tradicionais, cômicas ou moralistas, com a pin­tura, deve o fato de ser considerado um dos fundadores da arte moder­na. Suas principais obras foram: Al­moço na relva ou Almoço no Cam­po, Olímpia, A Sacada, O Tocador de Pífaro e A Execução de Maximiliano. A Primavera, obra-prima de 1881 de Manet, foi vendida em Novembro de 2014 por US$ 65,13 milhões em um leilão em Nova York, um recor­de de preço para uma obra do im­pressionista.

1857 — Andrija Mohorovičić, me­teorologista, sismologista e geofísi­co croata (m. 1936).

1862 — David Hilbert, matemáti­co alemão (m. 1943).

1872 — Jože Plečnik, arquiteto es­loveno (m. 1957).

1876 — Otto Paul Hermann Diels, químico alemão (m. 1954).

1884 — Viriato Correia, jornalista e escritor brasileiro (m. 1967).

1890 — Vladimir Rosing, tenor de ópera russo (m. 1963)

1898 — Serguei Eisenstein, ci­neasta soviético (m. 1948).–Ele foi um dos mais importantes cineas­tas soviéticos. Foi também um fil­mólogo. Relacionado ao movimento de arte de vanguarda russa, partici­pou ativamente da Revolução de 1917 e da consolidação do cinema como meio de expressão artística. Notabilizou-se por seus filmes mu­dos A Greve, O Encouraçado Potem­kin e Outubro, assim como os épicos históricos Alexandre Nevski e Ivan, o Terrível. Sua obra influenciou for­temente os primeiros cineastas de­vido ao seu uso inovador de escritos sobre montagem.

1910 — Django Reinhardt, músi­co belga (m. 1953).

1915 — William Arthur Lewis, eco­nomista britânico (m. 1991).

1918 — Gertrude Elion, bioquími­ca estadunidense (m. 1999).

1920 — Gottfried Böhm, arqui­teto alemão.

1921 — Silvio Gazzaniga, escultor italiano (m. 2016).

1923 — Walter M. Miller, Jr., escri­tor estadunidense (m. 1996).

1928 — Jeanne Moreau, atriz fran­cesa (m. 2017).–Filha de um barman francês e de uma bailarina britânica, teve formação de uma atriz clássi­ca no conservatório, pela passagem pela Comédie-Française e pelo Tea­tro Nacional Popular (TNP). Foi di­rigida por grandes diretores como Michelangelo Antonioni, François Truffaut, François Ozon, Louis Mal­le e Orson Welles, entre outros. Em 1960, recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes por seu trabalho em Moderato cantabile. Em 1973, fez o papel título do fil­me Joanna Francesa, do cineasta brasileiro Cacá Diegues, quando sua voz foi dublada pela atriz Fer­nanda Montenegro. No mesmo fil­me, atuou também o estilista Pier­re Cardin. Faleceu em Paris no dia 31 de julho de 2017.

1929 — John Charles Polanyi, quí­mico canadense.

1931 — Rubens Corrêa, ator bra­sileiro (m. 1996).

1941 — João Ubaldo Ribeiro, es­critor brasileiro (m. 2014).

1943 — Vital Farias, cantor e com­positor brasileiro.

1944 — Rutger Hauer, ator neer­landês.

 

 

 MORTES:

1622 — William Baffin, navegador e explorador inglês (n. 1584).

1744 — Giambattista Vico, filósofo italiano (n. 1668).

1883— GustaveDoré, pintoreilus­trador francês (n. 1832).–Ele foi um pintor, desenhistaeomaisprodutivo ebem-sucedidoilustradorfrancêsde livros de meados do século XIX. Seu es­tilo se caracteriza pela inclinação para afantasia, mastambémproduziutra­balhos mais sóbrios, como os notá­veis estudos sobre as áreas pobres de Londres, realizadosentre1869e1871.

1905 — Rafael Bordalo Pinheiro, aguarelista, jornalistaeceramistapor­tuguês (n. 1846).

1931 — Anna Pavlova, bailarina rus­sa(n. 1881).–De talento e carisma ex­cepcionais, fascinouo mundo da dan­ça no fim do século XIX e na primeira metade do século XX. Seu extraordi­nário talento e suas interpretações extremamente pessoais deram um novo sentido ao balé clássico. Tam­bém era conhecida como Anna Pa­vlovna Pavlova.

1944 — Edvard Munch, pintor no­rueguês (n. 1863).

1963 — Józef Gosławski, escultor polonês (n. 1908).

1976 — Paul Robeson, ator, atle­ta, e escritor estadunidense (n. 1898).

1986 — Joseph Beuys, artista ale­mão (n. 1921).

1989— Salvador Dalí, pintor espa­nhol(n. 1904).–Salvador Dalíi  Domè­nech, 1º Marquês de Dalí de Púbol, foi um importante pintor catalão, co­nhecido pelo seu trabalho surrealista. O trabalho de Dalí chama a atenção pela incrível combinação de imagens bizarras, oníricas, com excelente qua­lidade plástica. Dalí foi influenciado pelos mestres do classicismo. O seu trabalho mais conhecido, A Persis­tênciada Memória, foi concluído em 1931. Salvador Dalí teve também tra­balhos artísticos no cinema, escultu­ra, efotografia. Colaboroucoma Walt Disney no curta de animação Desti­no, que foi Lançado postumamente em 2003 e, ao lado de Alfred Hitch­cock, no filme Spellbound. Também foi autor de poemas dentro da mesma linha surrealista. Dalí insistiu em sua “linhagem judaica”, alegando que os seus antepassados eram descenden­tes de mouros que ocuparam o sul da Espanha por quase 800 anos (711 a 1492), e atribui a isso o seu amor de tudo o que é excessivo e dourado, sua paixão pelo luxo e seu amor oriental por roupas. Tinha uma reconhecida tendênciaaatitudeserealizaçõesextra­vagantesdestinadasachamaraaten­ção, o que por vezes aborrecia aqueles que a preciavam a sua arte, ao mesmo tempo que incomodava os seuscríti­cos, já que sua forma de estar teatrale excêntrica tendia a eclipsar o seu tra­balho artístico.

2002— PierreBourdieu, sociólogo francês (n. 1930).

2004— HelmutNewton, fotógrafo de moda alemão (n. 1920).

2005 — Johnny Carson, humoris­ta estadunidense (n. 1925).

2010 — Ariosto Teixeira, jornalis­ta, poeta e escritor brasileiro(n. 1953).

 


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