Cotidiano

Desarticulada quadrilha que furtou R$ 22 milhões em combustíveis

Redação DM

Publicado em 11 de janeiro de 2018 às 01:48 | Atualizado há 8 anos

O dono de uma rede de pos­tos e mais 11 pessoas foram pre­sos pela Polícia Civil, ontem (10), suspeitos de furtarem R$ 22 mi­lhões em combustíveis em Goiás. As prisões fazem parte da segun­da etapa da Operação Líquido Dourado. O empresário José Leonardo Ferreira Borges, dono de postos de combustíveis em Caçu, Caldas Novas e Senador Canedo, é apontado como líder de uma associação criminosa, da qual integravam sua esposa, Nara Cândida, e o enteado Au­gusto Godói – proprietário de um posto em Caldas Novas.

De acordo com as investiga­ções, o empresário convencia os motoristas a cometer os crimes. Em seguida, o produto era levado para abastecer os postos de José Leonardo. Os condutores rece­biam até R$ 15 mil por cada fraude. Segundo a polícia, eles bloquea­vam os rastreadores. Os suspeitos presos nesta quarta-feira são de Senador Canedo, Caldas Novas, Bela Vista de Goiás e Rio Verde. Um homem ainda está foragido.

“O combustível roubado era vendido normalmente para o con­sumidor. O lucro dos suspeitos era imenso”, afirma o titular da De­legacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas, dele­gado Alexandre Bruno. O delega­do acrescenta que o José Leonar­do, a esposa e o enteado também revendiam o combustível roubado para outros receptadores.

Segundo a polícia, o empresário e família ostentavam uma vida de luxo, com um patrimônio de R$ 3,5 milhões. “Vamos pedir o bloqueio dos bens. São imóveis de alto valor e carros importados”, explica o de­legado Alexandre Bruno.

As investigações tiveram início no ano passado. Após receber in­formações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de que 51 ocorrên­cias de roubo de carretas carre­gadas com combustíveis tinham muitas semelhanças, a Decar co­meçou a apurar os casos. À época, 15 pessoas foram presas.

Em quase todos os supostos roubos em Goiás, os motoristas re­passavam o combustível para re­ceptadores e, em seguida, registra­vam ocorrência como se tivessem sido abordados por ladrões. A ope­ração terá continuidade para inves­tigar se existem outros integrantes. Os envolvidos podem responder por furto mediante fraude, recep­tação, organização criminosa, es­tocagem e armazenamento irre­gular de combustível.

 

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