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Setenta anos de raízes

Redação DM

Publicado em 29 de junho de 2017 às 22:34 | Atualizado há 1 ano

Dos clássicos da arte plástica goiana, um dos nomes a ser lembrado é o de Omar Souto. Em comemoração aos seus setenta anos de vida e em homenagem à sua extensa contribuição à arte do Estado de Goiás, foi montada a exposição “70 anos de Omar Souto: Operário da Arte”. O local escolhido para a exposição dos trabalhos foi o Espaço Cultural Goiandira do Couto, que fica no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ–GO), na Avenida Assis Chateaubriand, 195, próximo ao Bosque dos Buritis.

A exposição, que reúne obras de diversos períodos de sua carreira, não possui um eixo temático comum, pois trata-se de um apanhado de trabalhos de Omar distribuídos por seus anos de contribuição à arte. A mostra começou ontem (29) e vai até o dia 21 de julho.

Omar diz que o título que daria para a mostra seria “Raízes do Brasil, um olhar sobre o Cerrado e sobre os outros cantos do país, a formação do povo brasileiro”. “Eu sempre pintei e esculpi as raízes do Brasil. Esse sempre foi um tema pulsante do meu trabalho.” diz o artista.

A exposição é um convite da Associação Goiana de Artes Visuais (Agav), que espera todos os amigos e amantes das artes para prestigiar o trabalho deste artista. A Agav é um projeto que visa criar uma ação para a valorização da diversidade cultural através das artes visuais favorecendo, assim, o diálogo entre as mais diversas camadas sociais e estimular o governo a implementar políticas culturais para o fortalecimento das artes no Estado.

Cassiano de Souza, artista plástico, foi um dos cooperadores para a realização da exposição, auxiliando na curadoria das obras. Cassiano pretende selecionar 22 dos quadros, da seleção exposta no Tribunal de Justiça, para construírem uma mostra na Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia. “Se trata de um apanhado da história do Omar”, explica Cassiano.

Omar Souto é um célebre cidadão da cidade de Itaberaí, nascido em 1947, e vem produzindo continuamente novos trabalhos. Omar é autodidata, aprendeu longe das escolas de arte a encantar pela originalidade e espontaneidade de suas obras.

O artista revela que sua constante sede de pintar advém do seu grande entusiasmo em aprender, como ele disse em entrevista ao Diário da Manhã: “Pinto desde criança e até hoje não aprendi a pintar. Cheguei aos 70 anos e estou sempre aprendendo e desenvolvendo meu trabalho”, relata.

O pintor e escultor é o responsável pela criação das imagens que representam a via sacra localizados entre Goiânia e Trindade na Rodovia dos Romeiros. São catorze obras de arte ao longo de mais de 19 quilômetros na GO-060 ligando a cidade de Goiânia a Trindade na então conhecida Via Sacra. Omar, que atribui seus trabalhos à inspiração divina, conta que os painéis são marcos de sua carreira. A obra foi construída em 1988, e incentivada pelo projeto Galeria Aberta, na época em que Henrique Santilo era governador do Estado. A Via Sacra é frequentemente listada como uma das maiores galerias a céu aberto do mundo.

Outro trabalho que Omar ressalta como ser muito importante em sua carreira é o jardim do Diário da Manhã, como já disse em entrevista: “Uma obra das que mais me orgulho na minha trajetória: as esculturas e monumentos do jardim do Diário da Manhã”. Omar diz que sua estrada nas artes só foi possível devido ao apoio de amigos e família: “Consegui ter grandes amigos. Eu só caminhei por tanto tempo devido ao apoio de família e amigos, como o Batista Custódio que sempre apoiou os meus trabalhos”.

Exposição: 70 anos de Omar Souto 

Organizado por AGAV – Associação Goiana de Artes Visuais

Data; 29 de junho – 21 de julho

Local: Fórum de Goiânia. Av. Assis Chateaubriand, Nº 195, Setor Oeste, 74120-020 Goiânia

Horário: De segunda a sexta-feira, das 11h às 18h

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