Premiados do FICA
Redação DM
Publicado em 27 de junho de 2017 às 05:06 | Atualizado há 1 ano
Na manhã do último domingo, 25 de junho, a Cidade de Goiás, antiga capital do Estado, sediou as cerimônias de premiação da 15ª Mostra ABD (que exibiu 20 curta-metragens, todos realizados por cineastas goianos) e do 19ª Festival Internacional de Cinema Ambiental, que tinha como tema Cidades Sustentáveis – os desafios do século XXI. O evento teve início na terça-feira passada e foi até o domingo, com várias programações paralelas. Foram exibidas 45 produções entre os dias 21 e 24 de junho e o grande vencedor do festival foi o documentário Martírio, dirigido por Vincent Carelli. O longa de 160 minutos mostra a história dos índios Guarani-kaiowá em busca da retomada de suas terras, atropeladas pela indústria agrícola do País.
Na competição internacional, 25 filmes, produzidos em 20 países, foram compilados em oito sessões, realizadas no Cine Teatro São Joaquim e no Cine Cora Coralina. A mostra à moda goiana (ABD) teve 20 filmes selecionados entre mais de 101 inscritos pré-aprovados. Além do cinema, os turistas que movimentaram a antiga capital, vindos de várias partes do Brasil e do mundo, também puderam apreciar a gastronomia tradicional de Goiás, além do artesanato, da arquitetura, e da memória dos quase 300 anos de cultura acumulada num dos centros urbanos mais antigos do Estado. A música ficou a cargo de bandas como Samba Matuto, Velhos Caninos, Candeeiro Voador, Coró de Pau, entre outras. A atração principal foi o sambista carioca Diogo Nogueira, que encerrou o domingo.
Na mostra principal, 11 filmes foram premiados (dois deles com menção honrosa). Além de ter sido eleito pelo júri como melhor filme (Troféu Cora Coralina de melhor obra do FICA), Martírio, de Vincent Carelli, também recebeu o prêmio de melhor curta-metragem. Mônica Nunes, do site Conexão Planeta, classificou o filme como “dolorido e necessário, é um convite para que nos tornemos mais conscientes da dura e violenta realidade dos povos indígenas no Brasil”. Luiz Carlos Merten, do Estadão, descreve Martírio como “um bombardeio de informações fortíssimas”. O filme ganhou 70 mil reais como prêmio. O júri FICA também premiou os dois melhores filmes goianos exibidos pela mostra ABD: Algo do que fica, de Benedito Ferreira, e Real Conquista, de Fabiana Assis, respectivamente.
Entre os destaques da mostra ABD, temos o prêmio de melhor direção para Yolanda Margarida, pelo filme Procura-se Marina. A obra foi produzida inteiramente na Cidade de Goiás, que tem tudo para consolidar-se como um polo de produção de cinema no Estado. O filme também ganhou na categoria Melhor Atriz, para Ellen Moreira. Algo do que fica, de Benedito Ferreira, levou três prêmios: melhor ator, para Álvaro Bonfim, melhor direção de fotografia e melhor filme de ficção. Outros destaques foram a animação A noiva do coelhinho, que ganhou como melhor animação, Como nascem as amoras (melhor filme experimental) e Real Conquista (melhor documentário). Foram mais 150 mil reais distribuídos em prêmios pela Seduce.

Confira a lista completa dos premiados
Mostra Competitiva
Prêmio júri Jovem – “Histoires de la plaine”, da diretora francesa Christine Seghezzi
Menção honrosa – L’Ours Noir, de Méryl Fortunat-Rossi e Xavier Séron
Menção honrosa – “Automatic Fitness”, de Alberto Couceiro e Alejandra Tomei
Troféu da mostra Saneago – “Ilha”, do diretor espanhol Daniel de la Calle
Júri Popular – “Terra e Luz”, de Renné França
Troféu Imprensa – “Ninguém nasce no paraíso”, de Alan Schvarsberg
Melhor filme goiano – “Algo do Que Fica”, de Benedito Ferreira
Segundo melhor filme goiano – “Real Conquista”, de Fabiana Assis
Melhor curta-metragem – “Aprés le Volcan”, de Léo Favier
Melhor longa-metragem – “Martírio”, de Vincent Carelli
Troféu Cora Coralina de melhor obra do FICA – “Martírio”, do diretor Vincent Carelli
Mostra ABD
Ator – Álvaro Bonfim, do filme “Algo do Que Fica”
Atriz– Ellen Moreira, do filme “Procura-se Marina”
Trilha original – “A noiva do Coelhinho”
Som – “A câmera do João”
Montagem e edição – “Família S2”
Direção de fotografia – “Algo do Que Fica”
Direção de arte – “O violeiro fantasma”
Roteiro – Rafael Franco, de “A noiva do Coelhinho”
Direção – Yolanda Margarida, de “Procura-se Marina”
Filme experimental – “Como nascem as amoras”, de Larry Sullivan
Documentário – “Real Conquista”
Animação – “A noiva do Coelhinho”
Filme de ficção – “Algo do Que Fica”