Medo… Insegurança… Para onde irei?
Redação DM
Publicado em 8 de maio de 2017 às 23:33 | Atualizado há 9 anos
Se fosse possível correr, fugir ou até se esconder em um lugar seguro, com certeza é o que todos faríamos pois, este mundo está se tornando cada dia mais violento. A violência tem tomado proporções cada vez maiores nos levando a viver numa redoma de medo e insegurança.
Essa onda crescente de violência não paira unicamente sobre o nosso país, ela é relatada em vários outros e, muitas vezes em proporções ainda piores como as que vemos noticiadas diariamente pelos veículos de comunicação; países que sofrem com frequentes atentados terroristas, manifestações violentas e sequestros, sendo que muitos destes não são solucionados, tornando-se um mistério causador de sofrimento à família das vítimas.
Não é de hoje que vivemos tudo isso. A humanidade tem sentido e vivido essa desorganização tanto social quanto política, e isto têm causado situações conflitantes, trazendo-nos preocupações constantes quanto à harmonia na convivência social. Cria em nós um medo constante. Será que essa violência é só uma desorganização política? Ou será que perdemos de nossa alma humana, o amor? São vários os medos que nos assolam, e as respostas não nos parecem fazer sentido.
Mas uma coisa é certa, não podemos negar que muitos estão andando na estrada do egocentrismo, do interesse próprio, e tem perdido o amor ao próximo, deixando de lado um preceito divino. Talvez seja este um dos motivos para tanta violência: guerra de indivíduos egoístas que visam seus próprios interesses, não se preocupando em matar, ou espancar seu próximo. Tudo isso parece uma verdadeira loucura, um filme de terror com vários protagonistas e sem a parte final.
As autoridades parecem que estão cada dia mais atordoadas e perdidas com tamanha desorganização social que assola nosso país e nosso Estado. Se essa violência é um filme de terror, é notório que o Estado tem deixado que outros escrevam o roteiro, pois o que se vê é cada um por si e Deus por todos. Sabemos que Deus tem mãos fortes, mas o Estado deve cumprir com o seu papel.
Uma vez que não é segredo para ninguém que os investimentos que deveriam ser destinados para segurança pública, quando não são desviados, são mal administrados, permitindo assim, a proliferação da violência por todos os Estados brasileiros, e isto tem deixado a população cada dia mais insegura. Os governantes insistem em continuar de olhos fechados, como se fosse uma normalidade tais fatos, porém se faz necessário medidas urgentes para que essa situação seja freada, pois as ações desordenadas e o despreparo de alguns, tem elevado ainda mais os índices da violência.
É duro olhar para este cenário caótico, instável e extremamente frágil em que se encontra nossa segurança. Não temos terroristas soltos pelas ruas de nosso país, mas isso não nos deixa tranquilos nem em uma situação de conforto. Somos tomados pelo frequente medo gerado pela insegurança. Enquanto isso, o Estado, por mais que mexa no seu sistema de segurança com as trocas de secretários, não passa credibilidade de que possa controlar seus próprios agentes, consequentemente o povo não recebe a prestação que lhe é devida por parte deste Estado.
É vergonhoso ver tanta violência. O Estado precisa acordar e tomar sérias medidas, porque leis sem medidas não são eficazes. Estamos andando à pouca distância de sermos escravizados pela violência, e isso não pode ser visto como um jogo de apontamentos e blábláblá, que podemos jogar todos os dias como se fosse um campeonato. Precisamos discutir sobre essas ondas de violências física, sexual, cultural, urbana, rural, virtual. A violência tem várias caras, e precisamos lidar com cada uma delas.
Na conjuntura que a violência se encontra, devido sua complexidade, para muitos não tem mais jeito ou solução, mas ainda podemos mudar esse cenário de medo e insegurança. As violências e mortes podem ser evitadas com investimentos, infraestrutura adequada, políticas públicas, bem como uma série de medidas que influencie na mudança de atitudes, envolvendo o indivíduo, a família, e a sociedade, para que assim tenhamos uma ação coletiva eficaz.
Acredito que esta seja a maneira mais correta de inibir, coibir e reduzir a violência; investimentos adequados e ações conjuntas entre o legislativo, executivo e judiciário e com mais eficiência para fazer funcionar as normas legais a serem aplicadas em cada caso.
Enquanto prevalecer a incompetência e falta de compromisso do Executivo na busca de resultados, o cidadão continuará pagando alto preço, com sua vida, seu corpo ou seu patrimônio.