Cotidiano

Inegociáveis e sob vigilância

Redação DM

Publicado em 14 de junho de 2017 às 02:57 | Atualizado há 1 ano

O vereador Cabo Senna (PRP) é uma das lideranças políticas mais empenhadas em intervir no processo de negociação de áreas públicas do Estado e do Município de Goiânia. São terrenos avaliados em muitos milhões de reais e que frequentemente voltam à discussão para serem vendidos, negociados, leiloados e até permutados com outras formas para fazer caixa e para se desfazer de terrenos que estão subutilizados.

Para Senna, os principais motivos para as vendas precisam ser suficientemente explicados para a população e as negociações devem ser o mais transparentes possível para que não restem dúvidas sobre o processo de negociação e o destino dos recursos. “Há uma insistência em negociar áreas públicas que locais densamente habitados porque sabemos que o valor delas no mercado imobiliário é grande e os gestores precisam de dinheiro para os investimentos em diversas áreas, mas isso não pode ser feito sem um rigoroso critério de avaliação”, comenta.

Uma dessas áreas pertencentes ao Estado é o enorme terreno onde funciona há mais de 70 anos o Batalhão Anhanguera, ou 1º Batalhão da Polícia Militar. “Sabemos que um desses imóveis é o que abriga atualmente o Batalhão Anhanguera, no Setor Marista, e que é um dos últimos redutos na capital. A população precisa estar atenta a isto e opinar sobre essa questão”, frisa o vereador.

Esse terreno do Batalhão Anhanguera é um quarteirão inteiro instalado em uma das mais nobres áreas de Goiânia e tem como moldura a beleza do Parque Areião, um dos cartões postais da capital. Um relatório feito pelo Comando de Apoio Logístico da Polícia Militar, que coordena a comissão que deliberará sobre o processo de desafetação e venda da área pública explicou o projeto. “Sabemos que é uma área de 64,5 mil metros quadrados ocupada por unidades da Polícia Militar e que o Estado pretende alojar em outros locais e vender esse terreno”, explicaram os militares. Estudos preliminares indicam que o valor do metro quadrado daquela área pode é estimado em R$ 3.500,00. Com essa projeção de preço estimado a fatura total de quem quiser comprar uma das últimas grandes áreas para incorporação dentro de Goiânia terá de desembolsar a fábula de R$ 226 milhões

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Parque Lozandes 

Outro conjunto de áreas públicas que está na mira para ser negociado é o remanescente de terrenos do Parque Lozandes, ao redor do Paço Municipal. Desde 2012 que a Prefeitura vem tentando negociar aquelas áreas sem sucesso e cerca de áreas que a prefeitura pretende vender e permutar tiveram bloqueio determinado por liminar concedida pelo juiz da 2ª vara da Fazenda Pública Municipal na época.

A principal área a ser negociada é a área do Parque Lozandes, ao lado do Paço Municipal. Esse terreno engloba o Parque do Cerrado e deveria por definição legal ser objeto de preservação do bioma. “Essa área precisa ser rearborizada e preservada como parque ambiental para as gerações futuras”, assinalou o vereador.

Do lado oposto à BR 153, do lado do Estádio Serra Dourada e atrás da sede da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego) e do Fórum Criminal Fenelon Teodoro Reis há um grande terreno pertencente ao Estado de Goiás e que consta ainda do inventário de áreas destinadas ao estádio. O terreno é avaliado em quase R$ 1 bilhão e segue o mesmo destino cobiçado para ser vendido.

Para o vereador Cabo Senna é necessário avaliar com muito cuidado tudo que pode ou não ser negociado porque se trata de patrimônio da coletividade que depois não poderá ser questionado. “Estamos atentos e não vamos permitir dilapidação no patrimônio da população de Goiânia”, finalizou.

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