Brasil

Iris e sua eterna esposa traída, Goiânia!

Redação DM

Publicado em 7 de junho de 2017 às 02:15 | Atualizado há 9 anos

Iris é um conspirador vivendo a expectativa de um novo golpe, de uma nova traição contra Goiânia. Deixará à capital, mais uma vez, no meio do mandato para ser candidato ao governo de Goiás em 2018. Não se trata de profecia. Trata-se do que é óbvio. Desde 1998, quando perdeu sua hegemonia política em Goiás, todas as ações políticas de Iris têm como objetivo final o retorno ao Palácio das Esmeraldas.

Em 2004, depois de seis anos longe do poder executivo, Iris viu na prefeitura de Goiânia sua oportunidade de recuperar sua força política. Ganhou a disputa e quatro anos depois, quando seria facilmente reeleito sem a ajuda de qualquer partido, convidou o PT para ocupar a vaga de vice em sua chapa. Aquele gesto já era um sinal claro de que Iris seria candidato ao governo do Estado em 2010. Mas ele omitiu seu plano até o último minuto possível…

Ao deixar o cargo de prefeito, no meio do mandato, em abril daquele ano, a consequência natural foi o apoio do PT estadual a sua candidatura ao governo – já que os petistas assumiriam a partir dali a prefeitura de Goiânia. De quebra Iris também conseguiu, como parte da sua estratégia, o apoio do PT nacional. Que naquele período gozava de boa avaliação. Sobretudo, Lula, a maior referência do partido. Em 2010, por muito pouco Iris não obteve êxito. No segundo turno foram 48% dos votos para ele e 52% para Marconi Perillo.

Mas assim como um viciado em jogo que não para de apostar, Iris é um viciado em política que não para de se candidatar. Visando as eleições de 2014 para a retomada do poder estadual, Iris manteve o controle político e administrativo da prefeitura de Goiânia até 2012, mesmo não sendo mais o prefeito da capital. Toda e qualquer decisão que o prefeito Paulo Garcia tomava passava pelo crivo do cacique do PMDB. A subserviência de Paulo tinha dois motivos, sua ingenuidade por achar que Iris é capaz de gostar de alguém e a sua vontade de ser candidato a prefeito em 2012 tendo o apoio de Iris. Já a relação com Paulo era estratégica para Iris porque mais uma vez ele queria garantir o apoio do PT numa disputa estadual, a de 2014.

Para isso, Iris rifou todos os jovens e bons nomes do PMDB que poderiam ser candidatos pelo partido para apoiar o PT na eleição municipal de 2012 – me lembro da frustração de um deles: Samuel Belchior.  E o plano quase deu certo. Iris não obteve o apoio do PT estadual, mas por ter apoiado a candidatura do PT a prefeitura de Goiânia em 2012, contou com o apoio da máquina da prefeitura, do prefeito e do PT municipal, mesmo o partido tendo lançado Gomide – que não contou com um voto sequer dos correligionários da capital. Mas mais uma vez, Iris perdeu para Marconi.

Pelos mesmos motivos que foi candidato em 2004, Iris disputou, mais uma vez, o cargo de prefeito de Goiânia em 2016: sedimentar um novo caminho com destino ao Palácio das Esmeraldas. Administrativamente Iris vai focar em ações que dêem a ele rápida visibilidade, como os Mutirões – estão programados 15 deles até o período eleitoral do próximo ano -, pavimentação asfáltica e novas obras. Os 15 mutirões não são por acaso, é esse o número do PMDB.

Politicamente, Iris vai atrair Caiado e fazer dele o seu vice.

Quem trai uma vez não para mais. E Goiânia será traída, novamente, pelo seu infiel marido: Iris

 

(Igor Arruda, jornalista)

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