Taxa sobe em Goiás, mas segue abaixo da média nacional
Redação DM
Publicado em 24 de fevereiro de 2017 às 02:49 | Atualizado há 9 anos
A taxa de desocupação no quarto trimestre de 2016 foi estimada em 11,2% para Goiás. Os dados a respeito foram de levantamento sistemático trabalhado pela unidade de Goiânia da Supervisão de Documentação e Disseminação de Informações, vinculada ao IBGE. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) foi repassada ao Diário da Manhã.
Esta estimativa apresentou crescimento em relação ao quarto trimestre de 2015 (7,7%) e em comparação ao último trimestre (10,5%). A taxa goiana ficou abaixo da apresentada pelo Brasil no quarto trimestre de 2016 (12,0%). A informação do quarto trimestre de 2016 apresenta a maior taxa de desocupação registrada pela pesquisa, tanto para o Brasil como para Goiás, desde seu início em 2012.
Ao se comparar apenas as taxas de desocupação do último trimestre de cada ano, a partir dos dados coletados, percebe-se um acréscimo de 6,1 pontos percentuais no Estado entre o quarto trimestre de 2012 (5,1%) e o quarto trimestre de 2016 (11,2%).
Já para o quarto trimestre de 2015 (7,7%) esse acréscimo foi de 3,5 pontos percentuais. O nível da ocupação (indicador que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar) foi estimado em 58,0 no quarto trimestre de 2016 em Goiás, 1,8 ponto percentual inferior ao nível da ocupação no mesmo trimestre de 2015.
População desocupada
No Estado, a população desocupada cresceu na comparação com o terceiro trimestre de 2016, passando de 362 mil para 396 mil pessoas. O número de pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência como empregado no setor privado com carteira de trabalho diminuiu de 1,146 milhão no terceiro trimestre de 2016 para 1,140 milhão no quarto trimestre de 2016.
O rendimento médio real de todos os trabalhos, habitualmente recebido por mês, pelas pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, em Goiás no quarto trimestre de 2016, foi estimado em R$ 1.933,00, superior aos valores do terceiro trimestre de 2016 (R$ 1.906,00) e do quarto trimestre de 2015 (R$ 1.876,00). Este rendimento foi menor que o estimado para o Brasil no quarto trimestre de 2016 (R$ 2.043,00).
Em Goiânia a taxa de desocupação ou desemprego foi estimada em 8,3% no período, superior ao terceiro trimestre (7,9%) e ao quarto trimestre de 2015 (6,1%). Já o rendimento médio real de todos os trabalhos do goianiense, foi estimado em R$ 2.641,00 no quarto trimestre, inferior ao trimestre anterior (R$ 2.653,00) e superior ao quarto trimestre do ano de 2015 (R$ 2.491,00).