Cotidiano

Energia elétrica pressiona mais a inflação de Goiânia

Redação DM

Publicado em 7 de abril de 2017 às 02:47 | Atualizado há 9 anos

O Índice de Preços ao Consumidor variou 0,53% em março, acima da taxa do mês de fevereiro que ficou em -0,70%. Com este resultado o IPC-Goiânia acumula no ano 0,38% e nos últimos 12 meses 4,19%, ambos os resultados muito abaixo dos 3,38% e 11,33%, registradas respectivamente, para o mesmo período do ano anterior. Os dados repassados ao Diário da Manhã são do Instituto Mauro Borges/Segplan-GO. A energia elétrica registrou aumento de 7,19%, tornando-se vilã da alta inflacionária goianiense ao lado do corte de cabelo masculino, com 5,71%.

Em março de 2016, a taxa foi de 0,37%. No mês de março, as maiores pressões sobre o índice ocorreram principalmente nos grupos de Habitação (-0,98% para 1,83%) e Alimentação (-0,84 para 0,36%).

Os itens que tiveram maior aumento de preço foram: energia elétrica (7,19%), gás de cozinha (1,43%), tomate (29,01%), leite LV (3,62%), feijão carioca (3,16%) e frango (2,27%). Os grupos de Artigos residenciais (0,83%), Vestuário (0,82%), Despesas Pessoais (0,22%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,18%) contribuíram de forma a manter positivo o IPC.

Não obstante o índice deste mês recebeu, ainda, contribuição de baixa e foi contrabalanceado pelos grupos de Educação (-0,30%) e Transportes (-0,15%) além do grupo de Comunicação que, manteve preços estáveis o que ajudou a desacelerar o indicador.

 

Comportamento dos grupos de despesas

  • Habitação (1,83%): energia elétrica (7,19%) e gás de cozinha (1,43%).
  • Alimentação (0,36%): Alimentação no Domicílio (0,11%): Os produtos que mais influenciaram foram: tomate (29,01%), repolho (10,74%); feijão carioca (3,16%); extrato de tomate (3,85%); frango (2,27%), ovos grandes/extras (9,14%); leite LV (3,62%); melancia (29,58%).
  • Alimentação fora do Domicílio (1,04%): almoço a peso (0,42%); suco de laranja (3,54%), refrigerante 290 ml (5,51%) e sanduíche misto/bauru (3,29%).
  • Vestuário (0,82%): blusa feminina (3,27%), calça masculina (2,54%), camiseta masculina (3,42%), roupa de bebê (5,76%), tênis infantil (6,65%).
  • Artigos Residenciais (0,83%): conjunto de estofado (4,40%), guarda–roupa de solteiro (4,18%), rack para TV e som (14,93%); conjunto de som (1,58%) e televisor (2,09%).
  • Despesas Pessoais (0,22%): corte de cabelo masculino (5,71%), corte de cabelo feminino (2,03%).
  • Saúde e Cuidados Pessoais (0,18%): tratamento dentário (1,73%), consultas médicas (0,95%); creme dental (3,48%); medicamentos: antiácido (4,23%), dermatológico (2,62%).
  • Transportes (-0,15%): gasolina comum (-0,80%), etanol (-2,14%), óleo diesel (-1,85%), ônibus interestadual (-8,20%). Educação (-0,30%): artigos de papelaria (-2,15%).
  • Comunicação (0,00%): Os itens pesquisados permaneceram com preços estáveis. Observou-se ainda que, dos 205 produtos/serviços pesquisados mensalmente, 97 apresentaram elevação, 32 ficaram estáveis e 76 tiveram variação negativa
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