Desativada 2

Leonard Cohen dançou até o fim do amor: morreu aos 82 anos

Redação DM

Publicado em 13 de novembro de 2016 às 01:18 | Atualizado há 1 ano

No seu último e recentíssimo álbum, ele bem anunciou “estou pronto, meu senhor”, mas muitos de nós gostariam de dizer-lhe “ei, isso não é forma de dizer adeus” só porque não queríamos que dissesse adeus. Leonard Cohen morreu aos 82 anos. Já não podemos dar-lhe o Nobel.

A notícia foi confirmada quando era início da madrugada de sexta feira em Lisboa na página oficial no Facebook da Sony Music Canada. “É com profunda tristeza que informamos que o poeta, compositor e artista lendário Leonard Cohen morreu”, escreveu o seu agente.

“Imediatamente começaram a ser publicados obituários de Cohen, descrito pela revista Rolling Stone como “cantor e escritor de canções enormemente influente”, cujo trabalho se espalha por cinco décadas. O The New York Times apelida-o de “épico e enigmático”.

Nascera no Canadá a 21 de setembro de 1934, pertencendo a uma família judia de origem polaca. A infância ficou marcada pela morte do pai, tinha Leonard 9 anos. A música chegou pouco tempo depois, adolescente, altura em que aprendeu a tocar guitarra e formou um grupo ‘folk’ chamado Buckskin Boys.

Como recorda a Rolling Stone, a influência do poeta espanhol Federico Gracia Lorca (coincidência ou não, um dos seus filhos veio a chamar-se precisamente Lorca) fê-lo aproximar-se da literatura. Cohen iniciou a sua carreira publicando romances, mas sem grande sucesso.

1966 representou um ano de viragem. Para trás ficava a ilha grega de Hydra, onde viveu durante algum tempo e onde conheceu Marianne Ihlen, com quem manteve uma relação amorosa e que se tornaria na sua musa. Abandonava também Montreal. Sem alcançar vendas significativas com as suas obras, faz uma viagem a Nova Iorque, onde conhece a cantora Judy Collins e outras personalidades ligadas ao universo musical folk-rock. Um ano depois, aos 34 anos, edita o seu primeiro álbum, “Songs of Leonard Cohen”, ainda hoje considerado um album seminal, com músicas como “Suzanne”, “Winter Lady”, “So Long, Marianne” e “Hey, That’s No Way to Say Goodbye”.

Seria o primeiro de 14 álbuns: Songs of Leonard Cohen (1967), Songs from a Room (1969), Songs of Love and Hate (1971), New Skin for the Old Ceremony (1974), Death of a Ladies’ Man (1977), Recent Songs (1979), Various Positions (1984), I’m Your Man (1988), The Future (1992), Ten New Songs (2001), Dear Heather (2004), Old Ideas (2012), Popular Problems (2014) e You Want It Darker (2016).

Muitas das suas canções ficam na história da música do século XX. Músicas como “Hallelujah” (1984).

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