Política

Fabrício Rosa é policial, professor e ativista social

Redação DM

Publicado em 16 de agosto de 2018 às 01:06 | Atualizado há 8 anos

É professor de Direitos Hu­manos, Ética e Direito Inter­nacional em diversas institui­ções educacionais, inclusive em corporações policiais. Atua tam­bém como palestrante em even­tos nacionais e internacionais.

Fabrício Rosa é policial há mais de 18 anos. Oficial da re­serva da Polícia Militar, está atualmente na Polícia Rodo­viária Federal. Nessa instituição atua no enfrentamento a crimes como a violência sexual contra crianças e adolescentes, o traba­lho escravo, o tráfico de pessoas e o trabalho infantil. Membro do Fórum Brasileiro de Segu­rança Pública e associado ao Núcleo de Estudos Sobre Cri­minalidade e Violência da UFG.

Sempre atrelado aos mo­vimentos sociais participa do movimento nacional dos Poli­ciais Antifascismo. É porta-voz da LEAP–Law Enforcement Against Prohibition (Agentes da Lei Contra a Proibição), que busca regulamentar o uso o comércio e a produção das drogas colocadas na ilegalida­de, com a intenção de reduzir a guerra as drogas.

Compõe também o cole­tivo Mente Sativa, que orga­niza a marcha da maconha em Goiânia.

É membro da Rede Na­cional de Operadores de Segurança Pública LGBTIs – Renosp. Atua também or­ganização das Paradas do Orgulho LGBTI. É membro do Comitê de Direitos Hu­manos Dom Tomás Babuí­no, cuja pauta central é a re­forma agrária e urbana, com vistas a buscar justiça social para as pessoas do campo e condições dignas para a po­pulação em situação de rua.

Em nível regional e nacio­nal, Fabrício compõe outros comitês, que atuam no en­frentamento à tortura, no de­senvolvimento de políticas públicas para migrantes, na pacificação social em esco­las, dentre outros.

Na polícia já atuou como corregedor, especialmente em processos de demissão de policiais corruptos. Foi tam­bém presidente da Comissão Nacional de Ética. “Apesar da certeza de que nosso grande desafio é a luta contra as de­sigualdades, acredito que ser ético é condição preliminar do homem público” afirma ele.

Para Fabrício, nunca se ma­tou tanta gente pobre, especial­mente jovem e negra.

“Em 2016 alcançamos um terrível recorde de mais de 61 mil vidas perdidas por homi­cídios, sendo 2600 em Goiás (com nosso estado liderando o ranking de latrocínios). Tam­bém nunca se encarcerou tanta gente: temos a 3ª maior popula­ção carcerária do mundo! Tam­bém nunca se matou tantos policiais. Eu já perdi vários co­legas de trabalho. Nesse sentido, conforme diversas pesquisas, a pauta da segurança pública es­tará entre as mais importantes no momento do voto. Sabedor disso, o ilegítimo governo, apro­priando-se do discurso da di­reita odiosa, na tentativa de au­mentar popularidade, realiza a intervenção no altamente mi­diatizado Rio de Janeiro.

Rosa devolve diversos pro­jetos sociais em comunidades de baixa renda, especialmen­te junto à adolescentes em conflito com a lei, vítimas de violências e famílias em áreas de risco. Idealizador do proje­to “Policiais Contra o Câncer Infantil”, que nasceu em Goiâ­nia e hoje é desenvolvido em 35 cidades do país.

Socialista, defende a saú­de e a educação públicas, gratuitas, de qualidade e des­militarizadas. Luta contra a redução do tamanho do Es­tado, projeto este que deixa os excluídos de sempre fora do bolo da riqueza produzi­da por suas próprias mãos.

 

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