Daniel Vilela forma chapa competitiva e mostra força
Redação DM
Publicado em 7 de agosto de 2018 às 01:58 | Atualizado há 8 anos
Ao selar o apoio do PP, um dos maiores e mais tradicionais partidos políticos de Goiás, junto com o PRB e o PHS, o candidato a governador de Goiás pelo MDB, Daniel Vilela, consolidou sua liderança política e começa a campanha eleitoral fortalecido para enfrentar o governador José Eliton (PP) e o senador Ronaldo Caiado (DEM) na disputa pelo comando do Palácio das Esmeraldas. Na prática, Daniel venceu sozinho a queda de braço com a máquina do governo e com Caiado, que também buscavam de forma incessante o apoio desses partidos, e conseguiu com isto garantir o segundo maior tempo de rádio e televisão da campanha. Finalizou o período de pré-campanha com uma grande vitória.
Com a definição das alianças, o deputado federal Heuler Cruvinel (PP) foi escolhido para ser o candidato a vice-governador. Vanderlan Cardoso (PP), ex-prefeito de Senador Canedo, e o ex-vice-prefeito de Goiânia Agenor Mariano serão candidatos ao Senado. O deputado federal Pedro Chaves, que também era pré-candidato ao Senado pelo MDB, retirou sua candidatura para abrir espaço na chapa para as composições.
Aliados de Daniel avaliam que ele cumpriu o objetivo de formar uma chapa diferenciada, com nomes qualitativos e que endosse o discurso de renovação. “Sempre digo uma coisa: é um erro tremendo subestimar a capacidade de trabalho do Daniel. Nunca vi um jovem tão maduro e preparado como ele”, resume o deputado estadual Paulo Cesar Martins, do MDB. Além de contar com um bom tempo de TV, o emedebista terá ao seu lado líderes políticos de peso, como o ministro Alexandre Baldy, os deputados federais Heuler Cruvinel (que será o vice da chapa), Sandes Júnior e João Campos, além de dezenas de prefeitos, deputados estaduais e vereadores.
Isto, somado à poderosa máquina eleitoral do MDB, que conta com as duas maiores prefeituras do Estado (Goiânia e Aparecida de Goiânia), além de estrutura em todos os municípios, colocam Daniel numa posição privilegiada. O PP também abre espaço para o candidato em Anápolis e Senador Canedo, onde o ministro Baldy e Vanderlan têm liderança destacada, e o PRB de João Campos fortalece o vínculo da chapa com segmentos religiosos representativos em Goiás.
“Quem conhece Daniel não tinha dúvida de que ele conseguiria formar uma chapa competitiva, pois é um grande articulador”, afirma o deputado federal Pedro Chaves. “Basta conversar com o Daniel por alguns minutos para ver o quanto é maduro e preparado, sem perder a característica da humildade. Não é à toa que ele é o deputado mais jovem a presidir a principal comissão da Câmara dos Deputados, a de Constituição e Justiça, e logo em seu primeiro mandato se firmou como um dos principais líderes do Congresso Nacional”, completa.
Daniel superou inúmeros obstáculos para consolidar sua candidatura. Atacado pelos remanescentes da velha Arena, representados pelo PSDB de José Eliton e o DEM de Caiado, o emedebista foi alvo de várias manobras para tentar inviabilizar sua candidatura, inclusive dentro do próprio MDB. “Daniel foi atacado pelos adversários e por alguns membros do MDB que não aceitavam seu nome. Parte deles por oportunismo, por quererem, por exemplo, assumir o comando do partido; e outros até por questões pessoais, por se sentirem diminuídos ao verem um nome mais jovem conseguir uma posição de liderança em nível estadual que eles sempre tentaram sem sucesso”, afirma um prefeito do MDB. “Mas a volta por cima que o Daniel deu foi espetacular”, conclui a mesma fonte.
RENOVAÇÃO
A formatação da chapa majoritária, com Daniel, Heuler, Vanderlan e Agenor Mariano também é apontada como um diferencial. “Temos uma chapa de qualidade, que representa a renovação verdadeira. Dos nomes colocados, Vanderlan é o que tem mais tempo de vida pública, mas ele mesmo é tido como uma novidade na corrida ao Senado e o eleitorado o vê como um líder qualitativo. Por isto tem uma rejeição baixa”, avalia o deputado Wagner Siqueira.
Wagner Siqueira diz que Daniel se tornou definitivamente o fato novo da campanha e que está claro que à medida que vai se tornando mais conhecido, vai conquistando a simpatia do eleitorado. “Pouco mais da metade dos eleitores de Goiás conhece Daniel, mas a gente observa que quando as pessoas têm contato com ele, se impressionam com o conhecimento que ele tem do Estado, a firmeza que transmite e a simpatia no trato pessoal”, afirma o deputado.
De fato, numa eleição com um eleitorado propenso a apostar em novidades políticas, Daniel conta também a vantagem de ser o mais bem posicionado como renovação real. Mesmo sendo filiado a um partido tradicional e filho de um ex-governador, o candidato mostrou personalidade ao assumir o comando do MDB e promover mudanças internas no diretório. Até os eventos do partido, como a convenção de sábado, se despiram totalmente do amadorismo que marcava as atividades do MDB goiano até um passado recente. Tornaram-se um cartão de visitas do partido.