Encontro com cara de final
Redação DM
Publicado em 6 de outubro de 2018 às 02:09 | Atualizado há 1 ano
O Atlético entra hoje em campo pela 30ª rodada da Série B no Estádio Antônio Accioly. Pelo clássico “Atletigre”, contra o Vila Nova, o Dragão tenta o retorno ao G-4, ao mesmo tempo em que busca afastar o adversário da briga pelo acesso. Atlético e Vila estão nas 6ª e 7ª colocações, respectivamente, com 44 pontos cada. Para vencer o tradicional adversário, o rubro-negro conta com um retrospecto positivo – em 11 jogos na Série B diante do arquirrival, jamais foi derrotado: são seis vitórias e cinco empates conquistados.
Diante do seu torcedor, o Dragão contará com a vantagem da torcida única – no primeiro turno, no Serra Dourada, foram apenas torcedores colorados. Para a disputa de hoje, o técnico Claudio Tencati terá todo o elenco atleticano à disposição. O zagueiro William Alves e o atacante André Luís se recuperaram de lesões e devem ficar entre os suplentes no clássico desta tarde.
O embate de hoje marca dois times com características diferentes: o Atlético possui o terceiro melhor ataque do Brasileirão, enquanto o Vila Nova tem a melhor defesa de todo o torneio.
“É um jogo de muito equilíbrio. Priorizamos, em todo o campeonato, uma equipe muito ofensiva. O Vila, por outro lado, sempre priorizou uma equipe que se defende bem e contra-ataca muito. Porém, o time deles mudou uma característica nos últimos jogos, até porque ganhou recursos nas últimas contratações e que encorparam o clube coletivamente. O Vila passou a ter um equilíbrio maior entre ataque e defesa, e é um time muito competitivo, alto e forte fisicamente. O Atlético também possui suas virtudes e valores. Debatemos muito isso com os jogadores. É um nível de jogo que exige concentração, motivação e margem de erro zero”, analisou o técnico Claudio Tencati.
Depois de perder a última partida em que disputou em casa, o Dragão tem uma responsabilidade a mais para vencer na tarde de hoje. Em quatro jogos no Accioly, foram três vitórias, mas perdeu a última, para o Juventude, por 1 a 0. Diante do torcedor do bairro Campinas, o rubro-negro busca retornar o caminho da vitória em casa.
“Não há dúvidas que não podemos fugir da responsabilidade. Quando jogamos em casa, temos a obrigatoriedade de vitória. No Goiás e Londrina, por exemplo, houve uma frustração momentânea do Goiás. Assim como a gente contra o Juventude. Temos o compromisso (de vencer), mas é o futebol. A equipe do Vila é muito competitiva, mas garanto ao torcedor que o Atlético vai dar o seu melhor, vamos fazer o possível e impossível dentro de campo para vencer. Mas será um jogo extremamente difícil, que requer paciência pois vamos pegar uma equipe que marca muito. O torcedor também será importante”, decretou Tencati.
Kayzer é arma ofensiva para furar ferrolho do Vila Nova
Para superar a forte defesa do Vila Nova, que sofreu apenas 21 gols em toda a Série B até aqui, o Atlético tem uma carta na manga. Trata-se do atacante Renato Kayzer, que tem apenas 22 anos, mas vem se tornando o principal jogador do Dragão nesta Série B. Kayzer participou de 24 dos 29 jogos até aqui no nacional, e marcou cinco gols e cinco assistências na competição.
O atacante chegou ao rubro-negro para o início da Série B, depois de se destacar no Campeonato Mineiro pelo Tupi. Demorou a ser regularizado, pois se envolveu em uma transferência do Vasco, seu antigo clube, para o Cruzeiro – para onde se transferirá após o período de empréstimo ao Dragão, ao final da temporada.
Com a camisa do Atlético, Renato Kayzer se destaca pela capacidade de dribles, auxilia muito bem na armação de jogadas – tanto que pode jogar como ponta, meia ofensivo ou atacante centralizado – e pela qualidade dos chutes a curta e longa distância. É um jogador para decidir jogos. (M.A)
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Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (FIFA/SP) e Jorge Eduardo Bernardi (RS)
Horário: 16h30
Local: Estádio Antônio Accioly
Preço dos ingressos: R$ 20
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Invicto nos clássicos, Vila Nova não poderá contar com sua torcida
João Paulo Dias ,Da editoria de Esportes

O Vila Nova está preparado para mais uma rodada decisiva no Campeonato Brasileiro Série B. Logo mais, às 16h30, o Tigre joga contra o Atlético-GO, no Estádio Antônio Accioly. O mando de campo será do adversário e por acordo entre as diretorias, apenas a torcida rubro-negra poderá assistir o jogo in loco. Mesmo com essa adversidade nas arquibancadas o colorado espera levar a melhor dentro de campo e para isso vai poder contar com o expressivo retrospecto do técnico Hemerson Maria em clássicos.
Desde que chegou ao Onésio Brasileiro Alvarenga, em maio do ano passado, o treinador mostrou seu poder nos jogos contra os rivais locais. Já foram nove clássicos disputados e Hemerson segue invicto. Foram cinco vitórias e quatro empates. Se consideramos apenas os jogos entre Vila e Atlético são dois empates e uma vitória do Tigre nos três confrontos realizados. Apesar disso, o comandante prefere não se apegar somente aos números.
“Os números são importantes, mas tento não levá-los para dentro de campo. Cada jogo tem uma história diferente. Fico feliz por ter essa invencibilidade, mas não posso me agarrar somente a isso. O Atlético é uma grande equipe, muito bem treinada pelo Tencati e eles também estão fazendo um grande campeonato. A partida tem um caráter decisivo e precisaremos de muita concentração e espírito de luta para sair do Accioly com os três pontos”, disse o treinador.
Sobre a escalação da equipe colorada, Hemerson adotou o tom do mistério. Fechou os últimos treinos da semana e chegou a dizer que essa atmosfera de surpresas faz parte de todo clássico. O que se sabe é que o lateral Gastón retorna de suspensão e deve ser titular na esquerda. Sendo assim, Diego Giaretta volta para a zaga e fará a dupla defensiva com Wesley Matos. No mais, o time deve ser o mesmo que empatou com o Guarani em 1 a 1, na semana passada.
Para finalizar, o técnico também lamentou que o duelo seja realizado com torcida única por conta da violência nos estádios.“Eu particularmente não concordo com a ideia da torcida única. E não estou olhando só o meu lado porque já defendi o mesmo pensamento quando a torcida foi exclusivamente nossa. É ruim ter que privar o torcedor do espetáculo, mas entendo porque é assim. Quando eu era mais novo eu ia para o estádio com o meu tio em Santa Catarina, nós torcíamos por times diferentes, mas assistíamos aos clássicos juntos. É um absurdo pessoas estarem morrendo ou se machucando nos dias de hoje por causa de torcerem para times diferentes. O futebol está muito além do que a vitória e a derrota. É uma forma de integração e de educação. É realmente triste ter que privar o torcedor desse ambiente por conta da violência”, disse.
Wesley Matos comanda a melhor defesa da Série B
A defesa inteira do Vila Nova tem sido um destaque dentro do Campeonato Brasileiro Série B. Com apenas 21 gols sofridos nos 29 jogos disputados o Tigre carrega o status de time menos vazado da competição. Se mantiver a média, o colorado tem chances de quebrar o recorde de melhor defesa da história torneio. A melhor marca pertence ao América-MG e foi construída no ano passado, quando o Coelho sofreu 25 gols.
Ninguém melhor que Wesley Matos, por se tratar do capitão vilanovense, para simbolizar essa força defensiva. Segundo o atleta, manter a solidez lá atrás será algo fundamental para se alcançar o objetivo do acesso.
“Principalmente nessa reta final, os jogos serão decididos nos detalhes. Se a gente manter o fato de não tomar gols teremos consequentemente mais chances de vencer. Acredito que essas últimas rodadas serão marcadas por uma guerra de espírito. Agora todos os times já se conhecem, já se estudaram muito. Não acredito em placares elásticos. Quem tiver mais concentração e força mental vai conseguir se sobressair e ficar com o acesso”, afirmou. (J.P.D)