Política

Caiado: “Vamos mudar o perfil da saúde em Goiás”

Redação DM

Publicado em 4 de outubro de 2018 às 04:57 | Atualizado há 8 anos

No último debate entre go­vernadoriáveis antes das eleições do dia 7, Ronaldo Caiado (DEM) destinou um tempo especial para falar sobre suas pro­postas para saúde dos goianos. O candidato afirmou que irá “mu­dar o perfil da saúde em Goiás”, a partir da efetiva regionalização do setor com a construção de 17 policlínicas, a conclusão de hos­pitais regionais, a contratação de médicos especialistas para o inte­rior e a ampliação das equipes de Saúde da Família, incluindo nutri­cionistas, psicólogos e educadores físicos. O debate promovido pela TV Anhanguera na noite de terça­-feira (2) foi marcado também pela variedade de temas debatidos pelo senador como educação, resgate do funcionalismo público, gera­ção de emprego, violência contra a mulher e gestão penitenciária. “A descentralização, a regionalização da saúde são peças fundamentais para a qualidade do serviço, é isso que queremos levar adiante, pro­porcionando qualidade de vida e oportunidade para que as pessoas tenham mais dignidade no mo­mento em que elas estão afetadas ou comprometidas por qualquer doença ou um acidente no seu percurso de vida. Este é o nosso compromisso de uma matéria que eu entendo, pois estou no exercício na medicina há 43 anos. Podem ter certeza nós vamos mudar o perfil da saúde em Goiás”, afirmou Caia­do que se comprometeu a usar sua relação e prestígio junto a classe médica para promover a verdadei­ra interiorização do atendimento em saúde em Goiás.

O senador explicou que vai in­vestir em Saúde da Família como forma de prevenção e de modo a promover uma triagem para ca­sos que necessite de um atendi­mento especializado. “Temos que avançar no programa de Saúde da Família. Avançaremos acres­cendo também psicólogos, nu­tricionistas, e professores da área de educação física. Dessa forma, conseguiremos fazer a triagem do paciente. Vamos montar 17 poli­clínicas no estado de Goiás e in­teriorizar o atendimento médico especializado. Colocar em funcio­namento os hospitais regionais, proporcionando qualidade de saúde ao cidadão, que atualmen­te, caso precise de um leito de UTI, é preciso buscar Goiânia, Anápo­lis ou Aparecida”, explanou ao lem­brar que hoje existe uma fila de espera de 55 mil goianos para rea­lização de cirurgias eletivas.

Ainda relacionado ao tema saúde, Ronaldo Caiado explicou aos familiares e pacientes de por­tadores de doenças raras que, re­centemente, o Senado aprovou um projeto, de sua relatoria, que garante uma política de assistên­cia a essas pessoas que hoje não encontram atendimento pelo SUS. O parlamentar disse que entre os pacientes de doenças raras, que inclui ELA, anemia falciforme e esclerose múltipla, há pessoas com deficiência física que pode­rão ter uma melhor qualidade de vida a partir do novo entendimen­to. “Fomos capazes de aprovar um texto que é referência no mundo para nós podermos atender es­sas pessoas que são acometidas de doenças raras. Só no Brasil, es­sas enfermidades atingem 12 mi­lhões de cidadãos. Então, a nossa visão é além do deficiente, aque­les que também sofrem por falta de atendimento e medicamentos, que muitas vezes, pelo alto custo do tratamento, o governo se omite em tratá-los. E nós especificamos isso dentro da peça orçamentária para poder dar qualidade de vida e dignidade a todos eles”, declarou.

EMPREGO

Caiado voltou a falar sobre ge­ração de emprego com uma ação efetiva de combate às desigualda­des regionais com incentivos fiscais nas regiões mais carentes e buscan­do a vocação de cada região do es­tado para qualificar jovens através da parceria com o Sistema S. “Te­mos que ter a sensibilidade para criarmos um estado com o míni­mo de desigualdade regional. Nós vamos induzir a regionalização do desenvolvimento em Goiás. A pro­postas é orientar para que as indús­trias se instalem, seja utilizando os incentivos fiscais, ou aplican­do verbas que têm juros subsidia­dos para àquelas regiões mais ca­rentes. Mas, além disso, fazer um mapeamento do estado, saben­do as características de cada re­gião e, a partir daí, selar um con­vênio amplo com todo o Sistema S; utilizar as ferramentas disponíveis nas entidades que compões o sis­tema para profissionalizar as pes­soas, dar qualificação e, com isso, nós desenvolvermos aquilo que for a vocação da região”, esclareceu Caiado ao acrescentar que, o FCO poderá ser aliado no desenvolvi­mento das regiões mais carentes do estado, como Norte, Nordeste e Entorno e assim reduzir o con­tingente de mais de 300 mil goia­nos sem emprego, sendo 120 mil jovens entre 18 e 24 anos de idade.

GESTÃO PENITENCIÁRIA

A construção de três penitenciá­rias, melhoria das condições de tra­balho dos agentes prisionais e inves­timento em inteligência no combate as facções criminosas estão entre as ações principais do candidato para melhorar a gestão penitenciá­ria. “Primeiro, melhorar as condi­ções de trabalho de todos os agentes penitenciários no estado de Goiás. Segundo lugar, combater a situa­ção de colapso que estamos viven­ciando atualmente. Penitenciárias se transformaram em quartel ge­neral das facções no estado. Tercei­ro lugar, implantar três novas peni­tenciárias de segurança máxima. Fazer com que haja um grupo de inteligência capaz de monitorar to­das as facções existentes no estado e, ao mesmo tempo, combatê-las de uma maneira a liberar todos os jovens que são hoje sequestrados pela criminalidade. O sistema pe­nitenciário de Goiás é um verdadei­ro caos. Então, existe a necessidade de reformular um convênio com o Governo Federal”, expôs o candi­dato ao reforçar que faltam condi­ções mínimas nos presídios do es­tado, que sofre inclusive com a falta de aparelhos para detectar metais e bloqueadores de celular.

O senador também lembrou propostas que apresentou para se­gurança pública como parlamen­tar. “Apresentei um projeto que está em tramitação final, que destina 2% de todas as loterias para serem di­recionadas para segurança públi­ca no país. Trabalhamos fortemen­te para que liberássemos o recurso pelo BNDES para que as penitenciá­rias fossem atendidas no Brasil. Se essa situação não aconteceu no es­tado de Goiás é porque, infelizmen­te, o estado não tem condições de fazer nenhum empréstimo em ne­nhum dos bancos oficiais. Podem ter total certeza que estou prepa­rado para enfrentar todas essas di­ficuldades. Goiás é maior e muito mais forte do que todos os proble­mas”, assegurou o governadoriável.

GASTO PÚBLICO

As finanças do estado foi objeti­vo de um questionamento do sena­dor que afirmou acabar com os pri­vilégios e a publicidade, enquanto o déficit no orçamento só aumenta.”A população está sentindo no próprio bolso. São mais de 200 obras inaca­badas. Obras eleitoreiras. Isso gerou um prejuízo para Goiás de quase R$ 2 bilhões. Segundo ponto que nós temos que entender é que o orça­mento não pode ser uma peça de fic­ção. Um gestor precisar ter compro­misso com seu orçamento. Goiás, provavelmente, deverá chegar até o final do ano com um déficit de apro­ximadamente R$ 900 milhões, au­mentando ainda mais a nossa dívida consolidada. Podem ter certeza, va­mos botar ordem na casa”, garantiu.

VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

Para trazer maior proteção as mulheres goianas vítimas ou ameaçadas de violência, o sena­dor anapolino vai enviar um proje­to à Assembleia para que qualquer autoridade policial possa conce­der medidas protetivas. O tema foi votado e aprovado no Senado com apoio do parlamentar, mas o presidente vetou a matéria. Em Goiás, Caiado quer que as mulhe­res tenham segurança. “Primeiro lugar, levarei delegacias de polí­cia a todos os municípios do esta­do. Hoje nós temos uma ausência em 154 municípios. Segundo lugar, o ponto importante é que as mu­lheres que são vítimas e chegam a ser assassinadas, normalmente já se queixaram duas, e até três ve­zes de agressão. E, no entanto, o que acontece é que nenhuma pro­vidência é tomada. Eu vou insta­lar um sistema em Goiás para que seja dada ação protetiva a todas as mulheres que foram agredidas ou violentadas. Criarei também uma estrutura junto ao instituto mé­dico legal para que a mulher seja examinada por uma médica e te­nha condições de ter ali orientação para fazer um tratamento psicoló­gico ou continuar também com o tratamento necessário em qual­quer uma das áreas da medicina. Essa é a nossa proposta para dar proteção as goianas”.

EDUCAÇÃO

Na visão do candidato, a mu­dança na educação no estado co­meça pela valorização dos profes­sores. “É impossível ter qualidade de ensino se não há valorização dos professores. O professor é a autoridade mais importante, afi­nal, é ele que está formando todos as nossas crianças e jovens para o futuro. Vamos implantar um fun­do de valorização para os profes­sores. Defendo que nós possamos avançar até 50% nas escolas esta­duais em tempo integral. Podere­mos também ampliar a nossa edu­cação profissionalizante. A todos os professores do estado de Goiás, quero dizer que nós não vamos enaltecer um IDEB onde apenas três crianças entre dez alunos re­cebem uma formação qualificada em matemática e português. Que­remos que todos tenham bom de­sempenho”, exaltou.

FUNCIONALISMO PÚBLICO

Ronaldo Caiado também fa­lou como vai fazer do funcioná­rio público seu principal aliado na grande mudança que vai promo­ver em Goiás para se tornar um estado referência em cidadania. “Ninguém governa sem o servi­dor público. É impossível. Qual­quer governante tem que ter a hu­mildade de entender que ele é um funcionário público, sem estabi­lidade, que tem o dever de pres­tar contas e precisa também ter autoridade moral para poder fa­lar aos servidores do seu estado. Nesta hora, vocês me conhecem, sabem da maneira como eu sem­pre levei a minha vida. Em sem­pre trabalhei em equipe. E é com servidor público que nós vamos atingir a meta do governo, que é melhorar a qualidade de vida do cidadão. Goiás vai ser referência em cidadania”, finalizou.

 

 



É impossível ter qualidade de ensino se não há valorização dos professores. O professor é a autoridade mais importante, afinal, é ele que está formando todas as nossas crianças e jovens para o futuro. Vamos implantar um fundo de valorização para os professores”

 

A população está sentindo no próprio bolso. São mais de 200 obras inacabadas. Obras eleitoreiras. Isso gerou um prejuízo para Goiás de quase R$ 2 bilhões”

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