“A prática da ética, da dignidade, da solidariedade não estão vigentes no estado”
Redação DM
Publicado em 29 de setembro de 2018 às 03:29 | Atualizado há 8 anos
Em sabatina realizada pela ACIEG, em parceria com o Fórum Empresarial e LIDE, ontem, o candidato ao governo de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM) expôs propostas para sua gestão e respondeu pergunta das entidades parcerias da associação. Caiado mostrou preocupação com a situação fiscal do estado e falou sobre propostas para áreas importantes da gestão, como saúde e segurança. O anfitrião do evento, presidente da ACIEG, Euclides Siqueira abriu a sabatina elogiando a união do empresariado goiano e relatou a importância da manutenção da parceria das entidades com o governo do estado, de forma transparente, ética e com objetivo de expandir as conquistas em prol da sociedade economicamente ativa. Euclides registrou também o pilar de atuação da Acieg, que visa a defesa incondicional do empresariado e a união para vencer desafios. O presidente da associação falou de alguns pleitos da instituição, como redução de juros, segurança jurídica e combate a informalidade.
O candidato Ronaldo Caiado iniciou a sabatina falando sobre a realidade fiscal do estado de Goiás. De acordo com o governadoriável, até poucos dias, o governo relatava um equilíbrio nas contas públicas, porém, na data de ontem, os goianos receberam a notícia que existem R$ 60 milhões em atraso só referente ao programa bolsa-universitária. “É um risco para mais de 20 mil universitários. Se houvesse estabilidade, o HUGO não estaria fechado, impedindo a entrada de pacientes graves”, mostrou indignação. Segundo o senador, o estado não regionalizou a saúde e os casos mais complexos dependem do atendimento do hospital de urgência da capital. “Goiás tem uma dívida consolidada de mais de R$ 18 bilhões de reais. No primeiro quadrimestre de 2018 já foi registrado um déficit de R$ 350 milhões. A peça orçamentária de Goiás é uma ficção”, comentou o parlamentar.
“Existe uma norma constitucional que impõe investimento de 25% do orçamento em educação e 12% em saúde. Essa regra não está sendo cumprida no estado de Goiás nos últimos quatro anos. O estado está em déficit com essas duas áreas”, relatou o candidato.
Caiado também se mostrou preocupado com a déficit de vagas de emprego no estado. De acordo com o senador, um dos primeiros passos depois de eleito é formalizar um convênio com todo o Sistema S. “Vamos promover um convênio pleno, buscando eficiência, lotando as salas de aula e dando aos jovens oportunidades para se qualificarem, para que tenham um ganho salarial, muitas vezes até maior do que profissionais que possuem curso superior”, frisou o candidato.
O senador reafirmou compromissos com os empresários de elevar o estado de Goiás como o motor de desenvolvimento do país. “O empresariado goiano é competente, ousado, com capacidade criativa, sempre em busca de soluções para os problemas. A região centro-oeste é estrategicamente bem posicionada. A condição de crescimento está focada na nossa região. Vamos dar bons exemplos, buscando oportunidades para os jovens e avançando em áreas como tecnologia e inovação”, avalizou o democrata. O candidato lembrou também que é necessário recuperar a classificação de Goiás na Secretaria do Tesouro Nacional para que Goiás tenha acesso a empréstimos para avançar em alguns investimentos em áreas estratégicas para o setor produtivo. Caiado enfatizou que o governo vai buscar parcerias e facilitar a vida dos empresários goianos.
Questionado pelo grupo Mulheres do Brasil, se no plano de governo existe alguma proposta de iniciativa econômica que possa incentivar uma forma de empreendedorismo pelas mulheres, sendo que, de acordo com o grupo, mais de 60% dos lares são chefiados por mulheres no estado de Goiás e que muitas acabam desenvolvendo um empreendimento amador, Caiado afirmou que pretende direcionar investimentos do Fundo de desenvolvimento do Centro-Oeste (FCO) e do Banco do Povo para fomentar essas iniciativas e garantir mais oportunidades para as goianas.