Prefeitura de Britânia é alvo de disputa após cassação de prefeito
Redação DM
Publicado em 4 de outubro de 2016 às 01:46 | Atualizado há 10 anosNo início da tarde de ontem cerca de 70 pessoas se reuniram em frente à Prefeitura de Britânia (GO) para pedir a saída do prefeito do município, Carlos Cunha (PSDB), cassado pela Câmara dos Vereadores da cidade na última quinta-feira (29). O grupo de manifestantes, que supostamente teria sido organizado por lideranças políticas da oposição, permaneceram no local, em número reduzido, cerca de 30 pessoas, até o final da tarde em manifestação pacífica.
A cassação de Carlos Cunha, que se candidatou à reeleição pelo PSDB, teria sido aprovada pela Câmara dos Vereadores devido a problemas apresentados nas contas da prefeitura, relacionados à taxa de iluminação pública e questão referente a um concurso municipal.
Em entrevista à reportagem do Diário da Manhã, o sargento Gabriel Júnior Godoy, da Polícia Militar (PM) de Britânia, explicou que os manifestantes chegaram a procurar a polícia para adentrar a prefeitura, mas ele esclareceu que ação não poderia ser feita, uma vez que não existe uma intimação judicial comunicando tal fato.
“Apesar da Câmara ter feito a cassação, ainda não foi emitida uma ordem judicial dando ciência ao prefeito da cassação. Essa intimação não foi entregue ao prefeito e em razão disso ele não entregou a administração da prefeitura”, observou.
Carlos Cunha, que concorria à reeleição, perdeu o pleito para o candidato Marconni Pimenta (DEM), que recebeu 59,33% dos votos válidos, contra 40,67% do tucano, razão pela qual parte dos vereadores teriam decidido pedir para a PM acompanhar os parlamentares no cumprimento da destituição de Carlos Cunha, que se nega a deixar prefeitura.
O sargento observou que há suspeita de a oposição que ganhou as eleições ser responsável pelo pequeno tumulto. “Foi acionado o apoio de três viaturas de municípios próximos, mas duas já retornaram a seus postos”, contou.
Na versão do prefeito, dada à imprensa, há uma decisão liminar do desembargador Alan Sebastião de Sena Conceição, do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), que teria suspendido a cassação votada pela Câmara Municipal. Contudo, Cunha protestou ao declarar que a decisão não foi cumprida pelos vereadores, que tentaram tirá-lo do cargo.
A reportagem do Diário da Manhã tentou contato com a Prefeitura Municipal de Britânia, mas até o fechamento desta edição não obteve resposta das ligações.