Brasil

Ajuste fiscal é necessário para impulsionar a economia

Redação DM

Publicado em 20 de setembro de 2016 às 02:24 | Atualizado há 10 anos

Os partidos que dão sustentação política ao governo Temer no Congresso Nacional – PMDB, PSD, PR, PRB e SD e o bloco PP/PTB/PSC estão comprometidos com a aprovação às medidas de ajuste fiscal, necessárias para o início da retomada do crescimento econômico do país.

A PEC 241/16 é o marco fundamental do ajuste fiscal. O que está em jogo agora é a recuperação econômica do País. Não podemos nem devemos fugir desse debate, porque a própria sociedade vai nos cobrar.

Podemos considerar a PEC do Teto de Gastos Públicos como o “Plano Real do governo Temer”.

Em encontro com os líderes das bancadas partidárias do Congresso Nacional, o presidente Temer reforçou que nenhuma reforma será feita para tirar direito dos trabalhadores.

De acordo com os líderes, Temer reafirmou que só enviará a proposta de reforma da Previdência depois de discussão prévia com as centrais sindicais, os empresários e demais lideranças do Congresso.

Aprovo a decisão do Palácio do Planalto de não promover contrapartida do governo em troca do apoio das legendas às propostas de ajuste fiscal e outras medidas que venham contribuir para o reequilíbrio das finanças do executivo federal.

A contrapartida política é os partidos e os deputados serem reconhecidos na sua base pelo trabalho brilhante que iremos fazer na recuperação do Brasil.

Enfrentar as reformas, reduzir o custo Brasil e combater a burocracia, minimizando interferências típicas do embate entre direita e esquerda, é o rumo que os congressistas devem adotar. É necessário esse senso de responsabilidade para que possamos reencontrar o caminho do crescimento.

Quando o governo corta suas despesas, limitando o crescimento dos gastos públicos dos próximos anos, isso começa a criar uma expetativa positiva e o aumento da confiança dos empresários e dos consumidores, o que começaria a impulsionar a economia. A partir daí crescem as vendas das empresas, cresce a arrecadação, aumenta o emprego e isso reforça o consumo.

Já se observa no governo Temer que setores específicos mostram sinais de crescimento. O setor industrial vem crescendo há poucos meses. No último mês, teve uma adaptação, que é normal, uma acomodação, mas a expectativa é que volte a crescer.

Nesta hora, estou convencido que o Congresso Nacional vai dar respaldo mais do que ao governo Temer e sim ao país, porque a população não suporta conviver com inflação alta, desemprego, baixa arrecadação. O país precisa voltar a crescer, gerar emprego e renda e a população melhorar sua qualidade de vida.

 

Sandes Júnior, radialista, advogado, apresentador de televisão e  deputado federal (PP)


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