Votos de senadores goianos indicam condenação de Dilma Rousseff
Redação DM
Publicado em 31 de agosto de 2016 às 14:01 | Atualizado há 2 anosOs senadores goianos Wilder Morais e Ronaldo Caiado fizeram suas vozes ecoar no Congresso Nacional neste momento decisivo em defesa da democracia, da sustentabilidade da economia e do restabelecimento da ordem moral no Brasil. A senadora Lúcia Vânia preferiu ausentar-se do confronto. Ronaldo Caiado que perdeu a sogra nesses dias agudos, apesar da dor familiar, manteve-se presente no Senado.
O senador Wilder Morais (PP-GO) disse acreditar que, embora um processo de impeachment não seja desejável e gere um trauma para o país, é a forma que o Senado tem de proteger a população contra um governo irresponsável e descumpridor da lei. O senador acusou a presidente de endividar o país e tentar esconder isso da população maquiando as contas públicas.
Quanto ao discurso da defesa da presidente, de que o processo é um golpe, para o senador, é uma tentativa de manipular a opinião pública e de transferir a culpa da incompetência a terceiros. O senador disse ainda, que atribuir a culpa de todo o processo ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, beira a loucura.
— Chega dessa música de uma nota só. Esse processo nasceu dos movimentos populares e o governo não ouviu o clamor das ruas. Foram os brasileiros que saíram de suas casas para pedir mudança na política.
Plebiscito sem consistência
O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) afirmou que a proposta da presidente afastada, Dilma Rousseff, de promover um plebiscito para antecipar as eleições não tem consistência, porque a Constituição não dá poder aos parlamentares de prorrogar ou antecipar mandatos. Em entrevista à jornalista Paula Groba, o senador também falou sobre a perspectiva de votação do impeachment nesta quarta-feira (31).
Segundo Caiado, aliados de Dilma têm a intenção de apresentar questões de ordem e prorrogar o desfecho do processo. O senador disse, no entanto, que confia na condução do presidente do processo, ministro Ricardo Lewandowski, para que o rito seja célere. O senador goiano tem sido desde o começo um combatente tenaz aos governos petistas e não perdoa a presidente Dilma pelas pedaladas fiscais e nem pelo rombo na Petrobras.