A importância do voto consciente para as mazelas da política
Redação DM
Publicado em 25 de agosto de 2016 às 02:20 | Atualizado há 10 anosEstamos em período eleitoral, e num momento como o atual, é muito importante que o exercício do voto considere essa necessidade de modernização. Só o exercício do voto consciente pode servir de antídoto para as mazelas da política. Qualquer que seja o candidato, independente de ideologias, é fundamental votar consciente. A melhora da política se faz votando cada vez melhor, sem perder de vista a necessidade de transcendência e de enobrecimento da política. A atenção do eleitor deve ser redobrada para se fazer à análise dos candidatos e se preparar para votar consciente.
Existe de quase “um” tudo para conquistar o voto, mas, é preocupante que ainda existam eleitores que acreditam que se não votar nesse ou naquele candidato, ele pode descobrir que não votou nele. O pior são os candidatos que utilizam desse “medo” para aterrorizar o eleitor, principalmente se em eleições passadas fizeram-lhe favor, porque está há tanto tempo no poder, que fizeram da politica a sua profissão. É preciso rever sobre a questão. Voto de cabresto não muda a vida de ninguém, não traz benefícios e nem desenvolvimento para o município. Afinal, o eleitor é livre para votar em quem quiser e o seu voto é secreto. Ele deve acreditar que ao votar ele pode transformar a sua vida, a de seus familiares e de toda uma sociedade.
O eleitor precisa conhecer a história do candidato, nas suas alianças e programas, mas principalmente na história política dele: o que faz e que partidos, cargos e experiências concretas já teve. Porque o mínimo que se espera do político, gente boa, é que ele exerça sua atividade visando o bem estar do povo e o desenvolvimento do município. Afinal, mandatos não são empregos e política não é profissão. A verdadeira política deve fortalecer esse patrimônio inestimável de uma nação, que é a fé, a crença e a convicção otimista no seu futuro – a política é a arte de ter esperanças. É acreditar!
Desde o dia 16 de agosto, a temperatura política subiu, o rebuliço está quase chegando ao ponto de ebulição entre os pretensos candidatos, antecipando como será o embate sucessório, quando o dia 2 de outubro chegar. Mas, cadê o eleitor? Anda descrente e não quer sequer falar em eleição. Vão votar nulos ou votar em branco? Está faltando justamente o interesse do eleitor pela politica. Infelizmente a corrupção e a impunidade escancaradas nessa politicagem que se instaurou no pais inteiro, estão acabando com a crença e a fé no eleitor em votar. Precisamos pensar sobre a questão. Vivemos outros tempos. Não somos analfabetos políticos. Ouvimos, falamos e precisamos participar dos acontecimentos políticos: o voto é a nossa ferramenta de transformação, de renovação e de participação!
(Ormando José Pires Junior, servidor público, administrador de empresas, ex-presidente da Comurg e acadêmico de Engenharia Civil, PUC-Goiás)