Economia

Construção econômica

Redação DM

Publicado em 25 de agosto de 2016 às 02:04 | Atualizado há 1 ano

 Quem busca construir ou reformar neste período acaba economizando e também auxiliando aqueles profissionais que estão ociosos

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho, entre junho de 2015 e o mesmo período desse ano, o segmento da construção civil foi responsável por 401.664 desligamentos em todas as unidades federativas. Apesar disso, a sequência de notícias negativas na construção gera um aspecto positivo, uma via de mão dupla, para o consumidor que planeja reformar ou construir, a oferta de mão de obra mais barata, e para quem está desempregado, a chance de conseguir alguma renda.

Em Goiás, os números da construção civil não estão negativos. Dados do Caged mostram que o setor fechou o último junho com saldo positivo de empregos: 650, número baixo se confrontado com o saldo negativo de 7.169 no acumulado dos últimos 12 meses.

De acordo com o especialista em materiais de construção e acabamento Divino Eterno de Morais, o valor gasto com a mão de obra representa 50% do valor gasto com os materiais de construção, e a baixa empregabilidade colabora para que profissionais cobrem menos pelo trabalho.

“É a lógica da lei de oferta e demanda, em que ter muitos profissionais disponíveis em um ambiente de pouca procura significa queda nos preços cobrados por esses trabalhadores. Isso aumenta o poder de negociação do consumidor, que pode economizar muito construindo nesse período”, explica.

Economizar

Segundo Divino, para economizar mais, o consumidor deve estar atento a promoções e condições de pagamento facilitadas concedidas na área de materiais de construção. “Esta é a parte mais cara da obra e o cliente que pesquisar vai poder obter até 20% de economia, o que representa mais dinheiro no bolso para negociar com os construtores”.

Ele ressalta a importância de o consumidor manter sua vida financeira organizada durante as obras. “Para quem está construindo ou reformando, é melhor reservar o dinheiro para o pagamento da mão de obra, parcelando as compras de materiais de construção. Ter dinheiro não mão é sempre uma vantagem durante a negociação com esses profissionais”.

A dona de casa Elaine Lopes de Querioz está realizando seu sonho, construindo sua casa, e para tanto contratou o serviço de pedreiros que já são conhecidos dela. Ela explica que por esse motivo fizeram um preço mais em conta, e que para quem trabalha como autonômo, neste mês está sobrando serviço. “Eles estão abarrotados de trabalho, mas também passaram por uma época de aperto. Eu sei por que dois, dos três pedreiros que estão trabalhando na obra, eram da construção civil e foram demitidos recentemente”, explica.

Estiagem

Outro fator que favorece aqueles que estão querendo construir ou reformar é a estiagem desse período do ano. Elaine conta, ainda, que decidiu fazer a obra agora, por conta da estiagem e recorreu a um empréstimo bancário para a compra do material. “Consegui comprar com preços bons, no entanto fiz muita pesquisa, não comprei na primeira loja que entrei”, avalia.

De acordo com a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), o segundo semestre é historicamente o período em que a venda de materiais de construção registra os maiores índices, na comparação com o primeiro semestre.

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