Prefeita é suspeita de usar bens públicos no casamento da filha
Redação DM
Publicado em 10 de agosto de 2016 às 03:18 | Atualizado há 10 anosVocê, leitor, deveria ter sido convidado para a festa da filha da prefeita de Buritinópolis, Maria Aparecida da Cruz Costa, e do marido e ex-prefeito da cidade, Jorgino Joaquim da Costa. É que existe a suspeita de que a filha do casal, Kálita Rodrigues Costa Aquino, bem como o genro deles, Heryson de Moura Aquino, teriam utilizado bens públicos para realizar a festa.
E se foi aplicado algum recurso público, no mínimo, a festança deveria ser aberta a todos – não só os moradores da cidade, mas de Goiás, já que o município recebe recursos federais e estaduais. O promotor de Justiça Douglas Chegury é o responsável pela investigação que pode motivar uma condenação por improbidade administrativa.
Para o Ministério Público, o dano causado chega a R$ 125 mil. Este é o valor pedido como ressarcimento. Mas o MP quer mais: aplicação de multa civil e dano moral coletivo.
O promotor citou o princípio da impessoalidade para demarcar sua acusação: “A forma como foram usados os bens do município e os servidores públicos, tanto o veículo quanto os prédios e servidores, revela profundo desprezo e confusão perniciosa entre o público e privado por parte dos acionados, que se valeram de bens do povo para satisfazer, de forma reprovável, seus interesses privados”,
De acordo com a ação, Kálita e Heryson se casaram no dia 4 de junho em Buritinópolis. Detalhe: a noiva foi conduzida até a cerimônia no carro oficial do Executivo. O motorista do gabinete da prefeitura é que fez o trajeto de gala da noiva, de acordo com o promotor.
O MP-GO já pediu em caráter liminar a indisponibilidade dos bens para ressarcir os prejuízos causados pelos acionados. Espaços físicos, veículos e até pessoal de limpeza firam contabilizados.
De acordo com o MP, o casamento contou com centenas de convidados. A cerimônia reuniu milhares de pessoas no Ginásio de Esportes de Buritinópolis. Já a festa ocorreu na Escola Municipal Professora Alaíde Pereira Barbosa Brito.
Vários servidores públicos participaram do evento. A celebração foi até a madrugada do dia seguinte. Os servidores que participaram teriam dito ao MP que não forma remunerados para as “horas extras” destinadas a alegrar o casal.
A reportagem do DM tentou contato com os acusados durante a tarde desta terça-feira, na prefeitura, mas não obteve retorno dos mesmos ou de seus defensores.