Cotidiano

Atentado à Polícia Federal

Redação DM

Publicado em 21 de julho de 2016 às 01:52 | Atualizado há 1 ano

Tiros disparados contra sede da Polícia Federal em Goiânia acendem preocupação com possibilidade de atentados em Goiás

A sede da Superintendência Regional da Polícia Federal em Goiás foi alvo de pelo menos seis disparos de arma de fogo na noite de terça-feira. Os projéteis atingiram vidraças e a grade de metal que fica no virada para o Parque Areião, de onde partiram os tiros.

A informação oficial da PF é que não haveria nenhum comentário para não prejudicar as investigações. Uma nota oficial disse apenas que o crime é “uma afronta ao Estado Democrático de Direito” e que foi instaurado um inquérito policial para apurar o crime e possíveis autores dos disparos.

Por volta das 23h de terça-feira os seguranças terceirizados que fazem a segurança na porta da sede da PF ouviram ao menos seis disparos, como relataram aos investigadores. Dois projéteis atingiram as vidraças e um terceiro foi parar na grade de ferro que fica na parte lateral da Superintendência Regional da PF. Todos foram recolhidos pelos peritos que auxiliam as investigações.

Durante todo o dia de ontem policiais e peritos vasculharam a mata que fica em frente à sede, no Parque Areião, em busca de evidências e pistas para ajudar a elucidar o caso. Até o final do dia não haviam sido informados possíveis cápsulas recolhidas para as investigações, apenas que os policiais estavam esmiuçando as fitas das câmeras de segurança que filmam o lado de fora do prédio.

As hipóteses sobre a motivação do atentado vão de confiança na impunidade até tentativa de intimidação por causa das constantes operações que a Polícia Federal conduz por ordem da Justiça para prender quadrilhas e criminosos de modo geral.

Lamento

O presidente do Sindicato dos Policiais Federais em Goiás, Ivo Arruda, comentou sobre os tiros dados contra a sede da Superintendência da Polícia Federal em Goiás na noite de terça-feira.

Para Ivo, o ocorrido foi lamentável em todos os aspectos. “Na verdade, tudo isso é o reflexo da falta de comprometimento das autoridades competentes que deixaram para segundo plano a questão da segurança. Com isso, sofre a sociedade e agora sofre até a polícia. O crime está cada vez mais organizado. Que essa ocorrência sirva, para todos, como mais um alerta para um problema que já se tornou crítico”, frisou.

Ivo ponderou ainda que “alguma coisa tem que ser feita” e que os policiais não podem ficar reféns do crime. “Vamos reagir, buscar força, vamos cobrar condições e atitudes das autoridades competentes”, finalizou.

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