Cotidiano

Promotor denuncia cunhado de Ana Hickman por homicídio

Redação DM

Publicado em 7 de julho de 2016 às 14:15 | Atualizado há 10 anos

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu denúncia contra Gustavo Henrique Bello Correa, cunhado de Ana Hickmann, 35, pelo crime de homicídio. Ele atirou e matou Rodrigo Augusto de Pádua, 30, autor do atentado contra a apresentadora, em 21 de maio, no Hotel Caesar Business, no Belvedere, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. A decisão contradiz a conclusão da Polícia Civil, que, no último dia 17, pediu o arquivamento do inquérito que investigou o crime por considerar que Correa agiu em legítima defesa.

“O delegado teve um posicionamento, e eu tive outro. Não acredito que houve legítima defesa”, afirmou o promotor de Justiça Francisco de Assis Santiago.  “Se a juíza receber a denúncia, a ação penal vai ser aberta”, disse.

Após contato da reportagem, o marido de Ana Hickmann, Alexandre Correa, disse que a possível denúncia era algo “estapafúrdio” e que vai aguardar o andamento do caso. O advogado da família, Maurício Bemfica, reforçou que houve legítima defesa e que vai se manifestar após a confirmação da denúncia.

Relembre. As investigações da Polícia Civil apontaram que Pádua, morador de Juiz de Fora, na Zona da Mata, era fanático por Ana. Ele se hospedou no hotel em que ela estava, rendeu Correa no elevador e o obrigou a levá-lo ao quarto da apresentadora, onde a ameaçou de morte e deu dois tiros em direção à cabeça dela, que acabaram atingindo a assessora, Giovana de Oliveira. Nesse momento, Correa, que é marido de Giovana, reagiu e lutou com Pádua até tomar a arma dele e disparar três vezes.

O delegado Flávio Grossi, responsável pelo caso, informou que aguarda a oficialização da denúncia para comentar o assunto. Ele ressaltou ter havido legítima defesa.

Para ser legítima defesa, a agressão tem que ser injusta, contra você ou um terceiro, segundo o presidente da Comissão de Assuntos Carcerários da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG), Fábio Piló.

O especialista acredita que esse argumento não se aplica ao caso do atentado. “Se ele conseguiu a arma, a agressão não era mais iminente. A agressão poderia ter sido cessada com um tiro na perna, por exemplo”, disse.

Tags

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia