Polícia Federal prende novamente Carlinhos Cachoeira
Redação DM
Publicado em 30 de junho de 2016 às 12:26 | Atualizado há 10 anos
Agentes da Polícia Federal prenderam nesta quinta-feira (30) o empresário Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, na residência dele em Goiânia, no início da Operação Saqueador.
A ação, deflagrada nesta manhã em pelo menos três Estados (GO, SP e RJ), tem ainda mandados de prisão contra o empresário Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta, e o lobista Adir Assad.
Este último já foi condenado na operação Lava Jato. Ambos são considerados foragidos.
Os advogados de Cachoeira, Cavendish e Assad ainda não foram identificados e localizados. A PF não informou se eles já possuem defesa constituída para esse processo.
A assessoria de comunicação da Delta informou que a empresa, por enquanto, não pretende se pronunciar.
No total, os agentes da PF estão mobilizados para cumprir 20 ordens de prisão expedidas pela Justiça. A apuração que resultou na Operação Saqueador é baseada em denúncias de desvio de dinheiro público e lavagem de dinheiro. Os crimes representam pelo menos R$ 370 milhões.
De acordo com a investigação, houve desvios em contratos públicos com a empreiteira Delta, que participou de várias obras realizadas com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
O juiz responsável pelo caso é Marcelo Bretas, da 7ª Vara da Justiça Federal do Rio de Janeiro. É ele também que está à frente das ações da Eletronuclear, desmembramento da Lava Jato.
Carlinhos Cachoeira chegou a ser preso na operação Monte Carlo, em 2012, acusado de liderar uma quadrilha de jogos de azar em Goiás e no Distrito Federal. A ação desmontou a quadrilha, que se beneficiaria da relação com autoridades como o ex-senador Demóstenes Torres. Cachoeira é também alvo de diversos processos criminais na Justiça e já foi condenado a mais de 39 anos de prisão.
Também em Goiás, agentes da Polícia Federal realizam nesta manhã a Operação Tabela Periódica, uma ação de desdobramento da Lava Jato e que investiga investiga os crimes de cartel, fraude em licitações, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro em obras da ferrovia Norte-Sul.
São cumpridos 14 mandados de condução coercitiva em nove Estados, isto é, quando o investigado é levado para depor por força policial, e três de busca e apreensão. Além disso, são 44 mandados de busca e apreensão.