Delegada diz que estudante inventou caso de “estupro” na UFG
Redação DM
Publicado em 17 de junho de 2016 às 14:11 | Atualizado há 10 anosO estudante de Relações Públicas Daniel Bezerra, 21 anos, da Universidade Federal de Goiás (UFG), pode deixar de ser testemunha em um caso de estupro para tornar-se o suspeito número 1 de falsa comunicação de crime. Pelas redes sociais, ele relatou um suposto estupro ocorrido no campus.
O caso se transformou em reportagem em todas as mídias de Goiás.
Após a tensão causada pela denúncia, o jovem está descansando em Porto de Galinhas (PE) e retorna para Goiás na próxima semana.
O artigo 340 do Código Penal diz que é crime “provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado”.
A pena é de detenção e de um a seis meses ou multa.
A delegada afirma que o jovem entrou em contradição e existem imagens de câmera de segurança que o desmentem.
Confome a investigadora Ana Elisa, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), o estudante de RP teria virado a câmera de segurança da faculdade para impedir que fosse registrado os movimentos.
Para ela, existem evidências expressivas de que o jovem virou a câmera que está direcionada para o banheiro masculino no dia 7 de junho.
Para ela, o jovem planejou a denúncia. No dia 14, ele teria inventado, por fim, a história toda e chamado a polícia.
Uma das provas do suposto crime, a calcinha encontrada no local, ainda não tem uma origem determinada, diz a delegada. Ela não saberia dizer como foi deixada no local.
Uma outra mentira, diz a delegada, seria o relato de que Daniel não encontrou seguranças no local.
Ana Elisa diz que existem imagens que revelam toda região iluminada com a presença de alunos e seguranças.
A reportagem do DMOnline não conseguiu respotas do estudante para publicar sua versão.