Política

Cardozo pede inclusão dos aúdios de Machado no processo de impeachment de Dilma

Redação DM

Publicado em 2 de junho de 2016 às 02:03 | Atualizado há 10 anos

Nesta quarta-feira (1/6), o advogado da presidente afastada Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, solicitou que as gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, sejam incluídas na defesa da presidente para ser entregue ao Senado.

Em uma das gravações, o senador Romero Jucá (PMDB-PR) diz que é preciso um “pacto” para “estancar a sangria” supostamente se referindo à Operação Lava Jato. Em outra gravação, José Sarney, ex-presidente da República e ex-senador, afirma que existe uma “ditadura da justiça”.

Como Machado assinou um acordo de delação premiada, o processo corre em segredo de justiça. Entretanto, o advogado de Dilma Rousseff pediu a quebra de sigilo para a Procuradoria Geral da República (PGR) enviar os documentos à comissão no Congresso Nacional.

De acordo com a defesa da presidente afastada, as gravações supracitadas ratificam o argumento de que o processo de impeachment foi motivado por políticos que tinham interesse em interromper o andamento da operação Lava Jato.

“Duas dessas gravações mostram nitidamente a intenção de que o impeachment viesse a ocorrer porque o governo não obstaculizou em nada as investigações [da Lava Jato]. Uma das expressões utilizadas é a expressão ‘temos que parar com essa sangria’”, disse Cardozo.


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