Brasil

Quando o assunto é estudo

Redação DM

Publicado em 27 de maio de 2016 às 00:49 | Atualizado há 10 anos

Houve recentemente um crescimento no número de jovens leitores, juntamente com isso ocorreu uma mudança no procedimento da leitura. De acordo com uma pesquisa promovida pelo instituto Pró-Livro, um grande percentual de jovens necessita de barulho, para adquirir maior concentração ou mesmo tornar o ambiente mais agradável durante os estudos e leituras em geral. Na maioria das vezes o som (barulho) é proveniente de músicas ou televisão que são paralelamente ligados no decorrer de uma leitura.

Mas isso não é negativo, pois muitas vezes os itens citados servem como incentivo e motivação para que o indivíduo continue na leitura de um livro que talvez não desperta grande interesse por parte do jovem leitor, dessa forma, enquanto ouve uma música que gosta não deixa o livro de lado.

Segundo a pesquisa em questão, cerca de 50% dos entrevistados com idade entre 11 e 24 anos tem costume de ler com o som ligado, o percentual aumenta quando a faixa etária é de 14 a 17 anos.

A pesquisa mostrou também que a utilização da televisão durante a leitura é desenvolvida em grande parte por crianças com idade entre 5 e 10 anos, desse modo, aproximadamente 14% das pessoas nessa faixa etária têm esse costume.

Contrapondo a essa realidade, cerca de 90% das pessoas com idades na faixa dos 40 anos realizam leituras sem nenhum tipo de som e recorrem a lugares calmos e silenciosos.

Esse tipo de atitude é muito comum entre os jovens, músicas internacionais são melhores a para realização de leituras, uma vez que quase sempre o leitor não consegue decifrar o que está sendo cantado e assim não desvia o foco e não perde a atenção, o contrário pode acontecer quando a letra é cantada em português, o leitor corre o risco de acompanhar a melodia. Fonte pesquisa site = Brasileducação.

Quando o assunto é estudo, a música continua sendo favorável. Segundo pesquisa britânica, escutar música durante o estudo pode melhorar o desempenho dos alunos. Para atingir bons resultados, o estilo de música deve ser selecionado conforme a disciplina a ser estudada.

A pesquisa mostra que os estudantes que escutaram música clássica durante seus estudos tiveram um desempenho em média 12% melhor em suas provas de matemática. O estudo foi financiado pelo serviço de música online Spotify.

A melodia e a escala tonal em músicas clássicas (60-70 batidas por minuto) Ajudam os alunos a estudarem por mais tempo e a reterem mais informação, afirma a psicóloga Emma Gray ao jornal britânico Metro. “Músicas nessa escala induz a um estado de relaxamento em que a mente está calma, mas alerta”. A imaginação é estimulada e a concentração ampliada. Isso é o que melhora o aprendizado.

Para quem estuda ciências, humanidades e línguas, canções pop como Miley Cyrus e Justin Timberlake são adequadas.

Em relação ao volume, geralmente, o mais indicado é que seja baixo, quase que inaudível, segundo especialistas. “Mas isso  é variável”.

“O lado esquerdo do cérebro processa informações factuais e resolve problemas, que são as habilidades necessárias para quem estuda essas áreas”

Os cientistas devem estudar com devida urgência ,os efeitos da música sertaneja nos jovens brasileiros, pois, é o que rola nos tímpanos da galera ultimamente.

Mas o que atrapalha e muito os estudos e concentração nas tarefas escolares são as redes sociais, isso é evidente e preocupante, uma solução precisa ser encontrada!

 

(André Junior, Membro UBE – União Brasileira de Escritores – Goiás [email protected])

Tags

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia