Brasil

Que o momento não seja somente histórico

Redação DM

Publicado em 19 de maio de 2016 às 01:46 | Atualizado há 10 anos

O Brasil vive um momento histórico em sua conjuntura política, acompanhado de novos desafios e oportunidades para a condução dos rumos para o país.

As expectativas são positivas com o surgimento de uma nova equipe de governo. Nosso desejo é que não se repitam erros e que os impactos sejam superados.

É preciso estabelecer ambiente favorável para os negócios, estabilidade na economia, confiança nos investimentos, segurança jurídica, geração de emprego, produtividade e consumo.

O processo político e as instituições precisam ser modernizados. As palavras de ordem são: governabilidade e governança.

O momento é de recomeço, de resgate de valores, patriotismo, união e atuação em prol do desenvolvimento do Brasil.

Ninguém faz nada sozinho. Que haja um pacto e comprometimento de todos os poderes, sem vaidades, barganhas e sentimento de “quanto pior melhor”.

O novo governo mal foi instalado e são visíveis as exigências partidárias para composição de cargos em troca de apoios e de governabilidade.

Que o Congresso Nacional retome os trabalhos de forma produtiva, pois muito tempo foi perdido e medidas imprescindíveis não avançaram.

Que nossos parlamentares atuem sem ideologias, sem partidarismo, com aglutinação de esforços e coalizão. É preciso eliminar a busca da manutenção do poder a qualquer preço.

O Brasil não pode ficar dividido, pois deve passar por ajustes, resgatar a credibilidade, o respeito e a competitividade.

Países emergentes e que competem com o Brasil têm feito a lição de casa, com modernização da legislação e redução da burocracia.

A sociedade clama por desenvolvimento, serviços de qualidade, emprego e qualidade de vida.

Esperamos por transparência, segurança jurídica, eficiência e modernização do Estado, que deve ser eficiente, profissional e meritocrático.

Almejamos pela aprovação de reformas estruturais (tributária, previdenciária, trabalhista etc) e ajuste das contas públicas.

Políticas de longo prazo, com indicadores, metas, controles fazem parte do processo de governança e são fatores que contribuem com uma gestão eficiente.

A palavra governança é no sentido de se ter uma agenda de desenvolvimento, objetivos e com compromissos sobre que país queremos.

Precisamos de ação, urgência e foco e o setor produtivo deve fazer parte desse processo de mudança.

O setor industrial, por meio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), federações industriais estaduais e associações setoriais nacionais, tem trabalhado para construir projetos e propostas que façam o país superar a recessão e voltar a crescer de forma contínua e consistente.

A Agenda Legislativa da Indústria é um canal de diálogo com o Congresso Nacional, onde nos posicionamos quanto ao teor dos projetos que tramitam na Câmara e no Senado Federal.

Para contribuir como os novos rumos do país foi elaborado um documento chamado Agenda para o Brasil sair da crise (2016 – 2018), o qual foi entregue ao presidente em exercício Michel Temer. Contém 36 sugestões de medidas para solucionar o impasse político e os impactos ocasionados pela crise.

Foram divididas em 8 temas principais: Eficiência do Estado, Tributação, Relações do Trabalho, Infraestrutura, Financiamento, Comércio Exterior, Segurança Jurídica e Regulação e Inovação.

O setor empresarial tem participado de forma proativa e propositiva. Reconhecemos que a união e o diálogo entre os diversos segmentos da sociedade são fatores imprescindíveis nesse momento.

Errado é não aprender com o próprio erro. O Brasil passa por um cenário difícil, mas tem potenciais, recursos e oportunidades para se reerguer, resgatar sua imagem no cenário internacional e crescer de forma sustentável.

O momento exige reflexão e mudança de postura, com cada um sentindo-se responsável e partícipe desse momento de transformação e recomeço.

Que renovemos nossas aspirações e expectativas, retomemos a confiança e o otimismo de que podemos contribuir com a construção de um país melhor.

 

(Paulo Afonso Ferreira, vice-presidente da CNI; presidente do Conselho de Assuntos Legislativos (CAL) e diretor geral do Instituto Euvaldo Lodi (IEL))


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