Doceira de 83 anos conduz a tocha
Redação DM
Publicado em 6 de maio de 2016 às 03:28 | Atualizado há 10 anos
Depois de Brasília, Corumbá de Goiás, Pirenópolis e Anápolis, a histórica e artística cidade de Goiás entrou no clima olímpico. O comboio da tocha passa pelo município na manhã de ontem, contagiando com o espírito dos jogos pessoas notáveis e símbolos locais. Duas delas são Silvia Curado, de 83 anos, e seu filho, Sebastião, que representam aspectos valiosos da cultura e das raízes do País.
“Meu coração quase disparou de alegria quando soube que faria parte desse momento histórico”, diz dona Silvia. A condutora-símbolo de Goiás é uma mestra no preparo do alfenim, doce de origem árabe feito de polvilho e amêndoa – em mais de 60 anos dedicados à culinária, ela chegou a produzir 600 unidades do quitute por dia. Experiente e versátil, a doceira faz questão de passar seus conhecimentos adiante: ela foi uma das fundadoras da Escola de Arte Veiga Valle, situada bem na entrada da cidade de Goiás, onde ensinava bordado, modelagem e pintura para crianças. Assim como a mãe, o músico Sebastião Curado integra a equipe de condutores locais. Coordenador do Coral Solo, importante movimento cultural da região, ele lidera os ensaios do grupo na varanda da mãe, que também canta com a turma. “Confesso que estou anestesiado, a ficha não caiu”, disse. “Além de participar com ela, é bacana ver que o evento reconhece quem faz tanto por alguma causa e, muitas vezes, fica no anonimato.”